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terça-feira, 26 de julho de 2016

O Negócio das praças de Touros

A realidade da tauromaquia na região num périplo pelas praças de touros, onde há mais prejuízo do que lucro. A rentabilidade das corridas está longe dos seus tempos áureos, também por culpa da crise.

​ Empresário da Palha Blanco:
“Público de Vila Franca é o mais exigente do país”

O empresário Paulo Pessoa de Carvalho gere a praça de Vila Franca de Xira desde 2015. Sendo possível que se mantenha até 2017 se for vontade do empresário e da entidade proprietária- a Santa Casa da Misericórdia local. “Esta é uma relação que tem estado a correr bem. Sabemos que não podemos entrar em loucuras porque em termos económicos as pessoas já não aderem tanto à tourada. Tentam conter-se o mais possível”.

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O empresário fala de uma afición difícil

Este empresário não poupa nos elogios ao profissionalismo da entidade proprietária, nomeadamente, “no brio que tem” no que concerne às condições do equipamento, cuja cereja no topo do bolo é a enfermaria que tem à frente o cirurgião Luís Ramos, “um dos melhores médicos da Península Ibérica”, dotada de “condições excelentes”. “A praça de touros é cuidada de forma exímia pela Santa Casa” que naturalmente já se encontra adaptada à nova lei. O empresário que também gere as praças de Almeirim e da Chamusca, igualmente detidas pelas santas casas locais, não tem dúvidas em salientar que prefere gerir equipamentos desta natureza não pertencentes a Câmaras, “onde por vezes se anda ao sabor dos diferentes partidos, e dos seus interesses”. “Nas instituições como as santas casas, mesmo que a direção mude, a filosofia de gestão não se altera muito, é mais institucional, e as regras não mudam. A gestão é mais pura e dura”.

No que se refere aos lucros, “não são os desejáveis nem para mim nem para a Santa Casa. Estamos sempre aquém. Mas posso dizer que as coisas não estão a correr mal face às minhas expetativas”. O empresário, a par do de Azambuja, foi o único neste trabalho que não teve problemas em avançar com o valor da renda que todos os anos entrega à Santa Casa: 17 mil euros mais Iva.

O empresário das Caldas da Rainha refere que encontrou um público difícil em Vila Franca, muito opinativo e crítico, que nem sempre vai às corridas. “Percebemos que as pessoas escolhem muito bem as praças onde querem ir. Por outro lado, a conjuntura nacional também nos afeta”. Vender os preços dos bilhetes a preços mais económicos, na ordem dos cinco euros, como alguns defendem não é visto como solução, “visto não se traduzir como mais compensatório”. O valor mínimo cobrado em Vila Franca é de 12,5 euros. Com praça esgotada, consegue no máximo chegar a uma faturação a rondar os 90 mil euros.

Para Paulo Pessoa de Carvalho, a praça de Vila Franca é um desafio, “porque foi sempre uma praça séria. A empresa que esteve antes de mim fez ali um bom trabalho”. Por outro lado, o desafio é também a afición que lhe é inerente: “a mais exigente de Portugal, e isso nem sempre se traduz em público”. Nestas duas temporadas que leva de Palha Blanco, o empresário desabafa- “Ali já tive alegrias, sofri e transpirei. Já me trataram mal, e dirigiram-me impropérios. E algumas vezes tive que me calar, encolher os ombros, e ouvir com a maior das descontrações”. As críticas normalmente vão desde “a má apresentação do touro até ao desempenho dos artistas”. “Em Vila Franca qualquer coisa serve para ralharem connosco, quando tudo corre bem, e não nos dizem nada, então é sinal que correu mesmo tudo bem”. Imagem

​A Palha Blanco tem uma lotação de 3500 lugares, com quatro corridas principais por ano, duas no Colete Encarnado e duas na Feira de Outubro. Um dos itens do caderno de encargos do contrato com a Santa Casa constam as corridas com toureio a pé em que a cidade tem tradição. “Por vezes não é fácil encontrar nomes, mas faz parte e isso significa defender as raízes da terra”. Neste aspeto há que contratar fora do país: “Comercialmente o toureio a pé não funciona. Apenas com nomes espanhóis. O toureio ficou órfão de Pedrito de Portugal que de facto tinha uma mística, mas ainda assim não tinha o toureio profundo dos espanhóis”.

Questionado sobre a dificuldade de se ser empresário neste meio, garante que já pensou muitas vezes em desistir, até porque o setor é pouco unido. “Cada vez que nós trabalhamos, e nos pomos empenhadamente a fazer as coisas, esperamos o mínimo de retorno financeiro, mas muitas vezes no final temos de ir inventar dinheiro onde ele não há. Só mesmo um maluco é que paga para trabalhar”. Por outro lado, “há empresários que estão neste meio, porque acham piada, por brincadeira, e este é mundo muito difícil”.

A rentabilidade das praças de touros também pode passar por outro género de espetáculos, nomeadamente, musicais. Esta foi uma vertente que explorou enquanto esteve à frente da praça das Caldas. No caso da Palha Blanco vai receber em breve um espetáculo de José Cid.

Já no que às ditas “trocas”, refere que há cavaleiros melhores e piores, “mas nas bilheteiras valem todos o mesmo”. “Um cavaleiro tem todo o direito de pedir sete ou mil euros, mas a verdade é que esse toureiro, normalmente, vale quase tanto como um que vá lá por mil”. Como não há um nome sonante, “isso torna tudo mais difícil”. As “trocas” são algo “que limita bastante o trabalho. “Esta moda dos empresários apoderados tem sido algo complicado, em que essa pessoa só compra o meu toureiro se eu comprar o dele”. “Trata-se de uma grande promiscuidade, que é difícil para o empresário”, não tem dúvidas. No seu caso não é apoderado atualmente de nenhum toureiro. Paulo Pessoa de Carvalho não considera que esta forma de estar nos bastidores das touradas seja limitativa do aparecimento de novos valores, “porque quem tem de romper, rompe!”, mas não deixa de ser verdade “que muitas jovens figuras vão aparecendo não tanto pelo seu talento, mas por circunstâncias económicas que geram essas oportunidades”. E ilustra o quadro – “Por vezes esse toureiro não é grande coisa e anda-se ali numa grande mentira, com o apoderado a tecer elogios que não têm nada a ver”. “Antes as pessoas apareciam claramente por mérito, mas hoje desvirtuou-se essa realidade, que no fim de contas descredibiliza a festa”. Por outro lado, alguns toureiros “recusam-se a pegar touros mais imprevisíveis como os da ganadaria Palha”, ilustra para definir a crise de talento e empenho.

A nova lei que regula a atividade taurina no entender do empresário enferma de um grave problema tendo em conta que na sua feitura, o anterior Governo decidiu ouvir os movimentos antitaurinos, “o que não faz sentido”. “Não quer dizer que quem não goste da atividade taurina não possa opinar sobre a regulamentação da atividade, pois pode ter uma palavra a dizer pela sua experiência, o que não pode acontecer é que que quem queira matar a atividade tenha o direito de vir dizer alguma coisa”.


Leia aqui o artigo completo:
 CAPT: ABOLIÇÃO da tauromaquia em Portugal e no Mundo



segunda-feira, 30 de junho de 2003

Reportagem da SIC "Vermelho e Negro"

A exigência ética do fim das touradas

A SIC exibiu, durante esta semana que passou, em cada emissão do "Jornal da Noite", com repetição integral no "Jornal das 10" da SIC Notícias de ontem, a excelente reportagem "Vermelho e Negro", a respeito das touradas em Portugal.

Neste trabalho de grande qualidade, da autoria da jornalista Cristina Boavida, foi possível conhecer melhor o mundo das corridas de touros em Portugal, nomeadamente permitindo reforçar ainda mais a ideia de que este é um meio de violência e crueldade em que as vítimas são os touros (e também os cavalos), perseguidos, molestados, feridos e sacrificados que são, em nome daquilo que é na verdade um negócio, mais do que uma tradição. E, como é óbvio, mesmo que a única razão fosse a tradição, nada se seguiria daí que pudesse justificar uma tal barbaridade.

O requinte do sadismo que caracteriza os cavaleiros tauromáquicos foi revelado por aquele que é considerado o maior de todos eles: João Moura. Como se pode ver nesta reportagem, a forma que este toureiro (responsável pela morte de milhares de touros na sua carreira de barbérie) encontrou de compensar o cavalo que, segundo o mesmo, mais o ajudou e do qual mais gostou, foi usar as suas patas para fazer uma mesa de centro para a sua sala de estar, assim como expor a sua crina e outras partes anatómicas deste animal, nomeadamente a cabeça, presa numa parede juntamente com a cabeça de alguns dos muitos touros que João Moura massacrou durante a sua actividade taurina.

Pode, de resto, ver-se João Moura e João Moura Júnior (filho do primeiro) a treinarem com bezerras de muito pouca idade, espetando os seus frágeis e ainda pouco desenvolvidos corpos com as habituais farpas que usam como seus privilegiados instrumentos de tortura. Pudemos ver as bezerras visivelmente incomodadas com a dor causada por esta prática abjecta, para além de uma delas estar com os chifres serrados de tal maneira que não paravam de sangrar (os chifres são serrados para lhes serem retiradas as defesas naturais e, assim, estarem numa luta ainda mais desigual com os seus agressores, os toureiros e forcados). E estes treinos acontecem numa base quase diária, o que significa que o martírio de animais - nomeadamente de animais muito jovens ou mesmo bébés, como foi o caso da bezerra que Moura levou para o programa "Herman SIC" há umas semanas atrás - é muitíssimo frequente.

Ainda a propósito da família Moura, foi deveras preocupante e assustador ver João Moura Júnior, um adolescente de apenas quatorze anos, já iniciado nestas práticas hediondas, habituado já a, tal como o pai, torturar animais com fins ora lúdicos, ora económicos. Como disse este jovem, "é a profissão". De valores éticos, não sabe, pois evidentemente não teve quem lhos transmitisse (e, segundo mesmo, nem em termos de habilitações académicas quer avançar, pois pretende ficar apenas com o 9º ano de escolaridade, num país que está a determinar o 12º ano como escolaridade mínima obrigatória). É de notar que João Moura, para além das suas primevas actividades tauromáquicas, é também conhecido por organizar provas equestres ilegais (os chamados "raides equestres") sem autorização da Federação Equestre Portuguesa e sem observar qualquer regulamento da mesma ou qualquer legislação vigente, levando, nestas provas, vários cavalos à morte por exaustão para seu gáudio. É, portanto, um homem para quem a moral e a lei nada dizem, sobretudo quando isso possa constituir um obstáculo às suas inclinações mais primitivas.

Nesta reportagem, pudemos ainda conhecer melhor Luís Rouxinol, um cavaleiro tauromáquico também propenso a ter comportamentos ilícitos decorrentes das suas tendências violentas que não só se dirigem contra animais não-humanos como também contra humanos. A prova disso é que, no Verão do ano passado, quando um grupo de activistas anti-tourada se manifestava, no pleno exercício dos seus direitos civis e constitucionais, contra uma corrida de touros que estava a decorrer na Praça da Touros de Torres Vedras e em que participava este cavaleiro tauromáquico, Rouxinol contornou propositadamente a barreira de protecção policial que determinava o espaço reservado aos manifestantes e que os resguardava, e atirou-se com o seu cavalo (outra das suas muitas vítimas) literalmente para cima destes activistas. Quando dois agentes da PSP presentes no local o tentaram deter e fazer com que descesse do cavalo, Rouxinol destinou-lhes o mesmo tratamento que destinou aos activistas, agredindo os agentes da autoridade. Tanto assim que o próprio Comando da PSP de Torres Vedras acabou por proceder judicialmente contra este cavaleiro tauromáquico. É, aliás, importante destacar que é comum ver aficionados das touradas, forcados e toureiros agredirem activistas dos direitos dos animais quando estes legitimamente - e, como sempre, dentro da legalidade - se manifestam contra as corridas de touros nas quais estes participam ou a que assistem. Ainda sobre Luís Rouxinol, é de referir que este cavaleiro tauromáquico foi um dos participantes na Corrida de Touros que aconteceu em Santarém no passado dia 10 de Junho, considerado pelos mesmos o "Dia da Raça", tendo esta sido, supostamente, a "Corrida do Dia da Raça", o que mostra também a tendência xenófoba destas pessoas.

A injustificabilidade das corridas de touros era já conhecida. Contudo, esta reportagem também nos permitiu confirmar ainda mais esta ideia. Quando vimos que os dois cavaleiros praticantes entrevistados (nomeadamente João Moura Júnior) responderem com frases como "É muito complicado explicar agora" ou "não sei" quando lhes foi perguntado se não achavam que o que faziam era cruel, facilmente concluímos que estas pessoas nem rudimentares justificações conseguem apresentar para aquilo que fazem. Por outro lado, o forcado entrevistado deixou também muito claro o que os machistas são os indivíduos ligados às touradas, vendo as mulheres como instrumentos, enfeites ou apoio. Isso ficou também muito claro num célebre debate televisivo sobre as touradas, exibido o ano passado na RTP ("Gregos & Troianos"), quando Gonçalo da Câmara Pereira, aficionado assumido, falou em "namoradas mansas e namoradas bravas" numa muito infeliz analogia com "touros mansos e touros bravos", sugerindo que as primeiras não precisariam de ser domadas mas que as segundas já precisariam de ser dominadas, tal como os touros. O entendimento destas pessoas é, pois, o seguinte: as mulheres estão na mesma linha dos touros, ou seja, são também instrumentos, que deverão ou não ser dominados (eventualmente pela força) consoante sejam "mansas" ou "bravas". Ora, este quadro mental dispensa comentários.

Neste contexto, a cavaleira tauromáquica Sónia Matias, também entrevistada nesta reportagem, orgulhar-se-á de ser respeitada pelos seus pares. Muito possivelmente, não consegue compreender que estas pessoas estão demasiadamente condicionadas do ponto de vista moral, cultural e mesmo intelectual para saberem o que é o respeito, nomeadamente a própria Sónia Matias. Está, claramente, iludida. Também esta lamentável figura do meio tauromáquico português revelou a sua inconsciência sem pejo, pois, quando lhe foi perguntado se alguma tinha sentido pena dos touros, Sónia Matias respondeu prontamente com um "não", soltando imediatamente a seguir uma gargalhada cuja causa ninguém conseguiria compreender: rir-se-ia do facto de não ter pena dos touros que tortura e mata, rir-se-ia de si mesma por não ter pena dos touros que tortura e mata ou rir-se-ia da pergunta? Diremos talvez que o melhor será não apurar a resposta.

Nesta reportagem, ficou também claro que as touradas são um negócio, sendo que João Moura é dos cavaleiros tauromáquicos mais bem sucedidos (dado que é aquele que aufere maiores rendimentos por tourada). É elementar salientar que, no fundo, aquilo que move estas pessoas - desde os toureiros aos ganadeiros e empresários tauromáquicos - não é mais do que os rendimentos que conseguem obter nestas práticas, para além de um suposto estatuto social que, em círculos de uma confrangedora pobreza moral, cultural e civilizacional, é reconhecido e apreciado por pessoas cujo carácter é, no mínimo, duvidoso. Mas foi interessante notar que Manuel Gonçalves, empresário tauromáquico também entrevistado nesta reportagem, reconheceu que, actualmente, "é mais fácil perder cinco mil contos do que ganhar quinhentos contos" neste negócio, dizendo também que "uma praça de touros que tenha capacidade para dez mil pessoas tem apenas mil ou mil e quinhentas pessoas na assistência", o que confirma aquilo que as organizações portuguesas e espanholas de defesa dos animais bem sabem: as touradas são um negócio em franco declínio, quer em Portugal, quer em Espanha. O público das corridas de touros é, de resto, numa grande percentagem, o mesmo público, pois compõe-se de um grupo de pessoas que percorre a maioria das corridas de touros que se realizam em Portugal. As diversas sondagens que ao longo dos anos se têm feito (por diversos centros de sondagens) são, de resto, muito claras: dos resultados habitualmente conseguidos, entre 80% a 85% da população portuguesa não concorda com a existência de touradas.

A verdade, porém, é que, embora as corridas de touros estejam condenadas a um fim que se afigura cada vez mais próximo, Portugal continua de algum modo refém desta triste realidade, que nos choca e envergonha. Milhares de bezerros e touros continuam a ser torturados e mortos anualmente em Portugal em actividades tauromáquicas. A título de exemplo, no domingo passado, dia 8 de Junho, na Labrujeira (concelho de Torres Vedras), três bezerras de quatro meses foram literalmente espezinhadas por populares a cavalo num suposto toureio a cavalo sem farpas. As bezerras ficaram caídas, com ferimentos graves e inconscientes, na arena improvisada desta aldeia. Evidentemente, isto infringiu leis vigentes, desrespeitando até o próprio Regulamento de Espectáculos Tauromáquicos. Alertada para o caso, a ANIMAL dirigiu-se à Labrujeira, encontrando uma população afogada em álcool e preparada para, depois deste massacre, assistir a uma largada de touros que aconteceria horas depois. Chegada ao posto da GNR mais próximo, a equipa da ANIMAL identificou-se (nomeadamente Miguel Moutinho, como dirigente da organização), pedindo aos agentes da autoridade que identificassem a Comissão de Festas responsável por este massacre. A GNR, seguindo os procedimentos que também se "tradicionalizaram" depois de Barrancos, não se dispôs a identificar a Comissão de Festas, remetendo para uma eventual queixa que a ANIMAL apresentasse no Ministério Público, após a qual seria solicitada a esta força policial a identificação dos responsáveis. Só nesta tarde, três bezerras de quatro meses perderam a vida depois de um sofrimento brutal, ao que se seguiu a tortura de mais três touros. A ANIMAL nada mais pôde fazer, desde logo perante a total passividade das autoridades policiais.

Perante tudo isto, o fim das touradas apresenta-se como uma exigência ética que deve urgentemente ser cumprida. Não é admissível que Portugal continue a permitir a perseguição e tortura de animais, nomeadamente nas circunstâncias em que isto acontece no meio tauromáquico. A continuação destas práticas é um autêntico escândalo moral, como defendeu Artur Mendes, Presidente da ANIMAL, quando entrevistado na reportagem "Vermelho e Negro". A ANIMAL está cada vez mais empenhada na defesa dos animais e na promoção do fim de todos os actos cruéis a que sejam submetidos, estando especialmente concentrada (sobretudo numa altura do ano em que a época tauromáquica está no seu auge) em combater as corridas de touros.

É por esta razão e por entender que é altura de, num tom ainda mais elevado, afirmar a necessidade e o dever de respeitar e proteger os animais, que a ANIMAL apela a todas as pessoas para que participem na 2ª Marcha Anti-Tourada e de Defesa Animal, a acontecer a 18 de Julho, a partir das 17h, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

‎"Vermelho e Negro" é uma reportagem da autoria de Cristina Boavida, da SIC. Foi transmitida em Junho de 2003 mas não há vídeos em lado nenhum. Há esta transcrição com alguns ficheiros mp3, mas dá para ficar a conhecer um pouco melhor o "antes e depois" de uma tourada...
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