sexta-feira, 27 de julho de 2012

O touro é um animal doméstico!

Comentário de um aficionado: "eu gostava era de ver estes meninos que vêem o touro como animal doméstico a terem um na varanda!"

(risos)
- Como se doméstico fosse para ter em casa. Bom seria consultarem o dicionário.
A denominação de animais domésticos é dada àqueles animais que são treinados para ter um comportamento habitual em situações semelhantes.

Domesticação - consiste numa relação ecológica do tipo esclavagismo desenvolvido pelos seres humanos associados com outras espécies de seres vivos.
Doméstico - que convive com o ser humano.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Colectivos!


Um grupo de aves é um bando.
Um grupo de peixes é um cardume.
Um grupo de cães é uma matilha.
Um grupo de touros é uma manada.
Um grupo de forcados é ....????

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Texto argumentativo

Touradas, um assunto capaz de dividir famílias, cidades, países. Quase se poderia dizer que se parece com futebol, só que no caso das touradas parece só haver dois clubes: os Pró e os Contra
Na minha opinião as touradas são cruéis porque com que os touros sofram. As touradas são usadas para entreter os humanos. Bem, tenho alguma dificuldade em chamar humanos, seres que se divertem com a tortura de um animal.
Uma coisa é matar os touros sem que sofram outra coisa é tortura-los espetando farpas que os deixam a jorrar sangue e pô-los cansados para no fim os matarem sem dó nem piedade. “ Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti”. Este é um ditado que se pode aplicar nesta situação, e dizer as pessoas que gostam das touradas, para que se ponham no lugar dos touros e imaginem o que é ser torturado e no fim morto. Não se trata de matar para sobreviver, trata-se de torturar e matar por divertimento! Que mal terão feito os touros? Nenhum. São apenas uma raça inferior e com menos poder, por isso podem servir de passatempo para os mais inteligentes e poderosos.
Há quem diga que os touros não sofrem com as farpas. Pobre argumento, não só não se sabe se é verdade, como mesmo que não sofram, continuam na arena a ser gozados pelas pessoas.
Acho que as touradas podem ser substituídas, por exemplo, por idas ao cinema, ao teatro, a concertos, ou a acontecimentos desportivos, pois estas actividades entretêm e divertem as pessoas e não prejudicam os touros.
Penso que as touradas são algo que deveria deixar de existir pois incentiva a crueldade. Os touros deviam ser livres e quando for necessária a sua carne, devem ser mortos rapidamente.

Filipe Esteves 11º ano

Só para os aficionados é que a Árvore Genealógica é mais interessante do que a Árvore Filogenética

Talvez os aficionados não saibam grande coisa de Biologia, mas o homem é parente do touro! Aliás, somos todos descendentes do Last Universal Common Ancestor (talvez com desenhos consigam perceber). O que significa que molestarem um animal é qualquer coisa como molestarem a vossa 'prima'.
Fonte

Só se manifestam onde?

Quem quer marrar nos manifestantes?
Uma das minhas questões favoritas, muitas vezes colocada por aficionados nervosos, é a seguinte:

"Porque é que os anti-touradas protestam sempre à porta do Campo Pequeno e não se manifestam em Santarém, na Chamusca, em Vila Franca de Xira, etc?"

Quando é feita esta interrogação é sempre no sentido de que se os "anti" forem para essas terras levam uns "amassos" dos "pró".

E porque é que eu adoro esta pergunta? Por três motivos:

1º- Só demonstram que são uns boçais e que só conseguem levar a deles a avante, através da violência física;

2º- Desprestigiam as localidades de onde são habitantes. Afinal, qual é a vontade de ir conhecer Vila Franca, por exemplo, quando se imagina que essa cidade está repleta de arruaceiros?

3º- Subentende-se que os aficionados de Lisboa são uns "bananas" porque não fazem nada. E é giro ouvi-los a dizer mal uns dos outros...

Fonte

A ferro e fogo!


À semelhança do que acontecia aos escravos e que, hoje em dia, nos repugna, também os touros são todos marcados.

É a chamada FERRA, que acontece todos os anos nas ganadarias e é motivo de festa, para muitos.

O dia da ferra é o dia em que se separa, a título definitivo, o bezerro da mãe. A partir dessa data, nem com as demais fêmeas os bezerros poderão pastar. Mas o que, concretamente, se faz?

Pega-se no animal e depois de imobilizá-lo, são-lhe cravados ferros em brasa, em todo o lado direito do seu corpo e segundo determinadas regras. Por exemplo, o ferro da ganadaria é marcado na nádega da rês e representa o símbolo da casa onde nasceu; no dorso é-lhe gravado o número de registo da ganadaria, para ser sempre possível a sua identificação; no pescoço ou por cima do símbolo da casa é cravada a letra P (o ferro da Associação Portuguesa de Toiros de Lide); e finalmente, é-lhe ferrado na espádua, o último algarismo do ano em que nasceu. Com tantas marcas, se eu fosse ganadeiro ainda aproveitava para ganhar uns trocos, usava o animal para publicitar vendas de imóveis ou qualquer coisa do género.

Mas dizem os tauromáquicos que o touro é um animal muito feliz, pois viver na Ganadaria é como viver no Céu. Por essa ordem de ideias não sei porque é que a escravatura foi abolida. Provavelmente aos escravos só lhes faltava ver os anjos a tocar harpa.

in farpas e cornadas

Éden, o paraíso do touro!

A ganadaria é o paraíso do touro.

Aficionado que é aficionado, defende sempre que o touro é um privilegiado.

Dizem que ele é obrigado a ser toureado mas que, mesmo assim, isso lhe compensa, pela vidinha de Lord que tem até então.
Afinal, durante (mais ou menos) 5 anos o animal encontra-se no paraíso a pastar, muito feliz e contente...

Ora, se lhe damos 5 anos de bons tratamentos, é mais do que natural que, depois, o castiguemos. Aliás, eu ando a alimentar o meu cão há 7 anos, por isso, se calhar, já está na altura de lhe começar a espetar com um garfo no lombo ou a dar pontapés no focinho.

Penso que quem tem este tipo de argumentos é porque sofre do complexo da bruxa d'"A Casinha de Chocolate": Primeiro, engordamos o Hansel e depois comemo-lo.

Fonte

Procura-se aficionado honesto

Quando é que vai aparecer um aficionado, tão sincero, que diga com todas as letras:

Sim, o toiro é retirado do seu ambiente calmo e prazeroso.
Sim, o toiro é levado, sob stress, para uma praça de touros.
Sim, o toiro é espetado, com ferros, por pessoas que ganham dinheiro para fazer isso.
Sim, o toiro perde bastante sangue.
Sim, o toiro sofre dores (eu não gostava de estar no lugar dele).
Sim, o toiro, regra geral, é abatido após a lide (são raros os que têm a clemência da audiência).
Sim, a toirada, sob este ponto de vista, é uma prática cruel.

Mas SIM eu gosto de corridas de toiros!
SIM, sou aficionado!
E SIM, estou-me a borrifar para todos estes argumentos dos anti-touradas!

Fonte

A tourada vista por dentro...


O jornalista declara desde já – correndo o risco de ganhar inimigos de ambos os lados – que não é a favor nem contra as touradas. Declara-se ainda um leigo em matéria tauromáquica e por isso pediu ao empresário Paulo Pessoa de Carvalho que o sentasse ao lado de um aficionado para que este lhe desse umas dicas durante a corrida.
A crónica que se segue tem, pois, a visão e as explicações de Francisco Borges, 51 anos, ex-forcado do Grupo de Montemor, onde fez 85 pegas de caras e três de cernelha. Este bancário de profissão assiste a cerca de 30 corridas por ano e é uma figura bastante conhecida no meio tauromáquico.

São 21h45, a Praça de Touros da cidade está à pinha e cumprido o ritual de cortesia, irrompe pela arena o primeiro toiro da noite. São 510 quilos de músculos e nervo que em breve levam uma primeira estocada do cavaleiro António Ribeiro Telles que lhe desfere, certeiro, um ferro comprido. O bicho reage e persegue o cavalo, o que, para Francisco Borges, revela que o toiro é bravo porque não se intimidou com a dor e insiste em atacar o cavalo.
Segue-se um primeiro ferro curto que arranca aplausos da multidão, seguindo-se mais três até ao final da lide.

Uma lide a cavalo dura dez minutos e o cavaleiro pode desferir as farpas que quiser, mas a partir do quarto ferro curto é de bom tom pedir autorização ao director da corrida para poder continuar.
O director de hoje é Nuno Nery. Ele é a autoridade máxima dentro da praça, com poder para interromper ou cancelar a corrida, para mandar sair quem se porta mal e até para dar ordem de detenção, que deverá ser cumprida por um polícia.

Eis uma coisa curiosa do mundo da tauromaquia. O director de uma tourada é o representante do Estado, através da Secretaria de Estado da Cultura.
António Ribeiro Telles fez uma boa lide. É certo que o toiro também ajudou – era bravo e previsível. Agora o cornetim anuncia a pega de caras pelo Grupo de Forcados de Montemor. Francisco Borges benze-se discretamente, quase por instinto. Afinal foram 14 anos naquelas andanças e ainda hoje reconhece que sente um pico de adrenalina quando vê uma pega. Mais ainda se esta for do seu grupo de Montemor, o segundo mais antigo do país, fundado em 1939 (o primeiro foi o de Santarém).

Os rapazes saltam para a arena, posicionam-se e o forcado Filipe Mendes desafia o toiro, que não tarda em investir. A pega corre bem, muito por mérito deste jovem que soube manter-se agarrado ao toiro porque este fugiu ao grupo e tiveram que correr para o ajudar.
Segue-se Vítor Ribeiro, o segundo cavaleiro da noite, que observa, atento, o comportamento do toiro diante dos peões da brega (também designados bandarilheiros ou subalternos). Em breve desfere o primeiro ferro, destapando no toiro uma bandeira do CDS que ergue ao público, motivando um coro de aplausos. Paulo Portas, que fizera uma entrada discreta nos primeiros minutos da corrida, é o último a deixar de bater palmas.

Francisco Borges explica que as farpas actuais têm um mola que é accionada quando se espeta o toiro e que faz com que esta fique pendurada sob o dorso do animal em vez de se manter espetada. O objectivo é proteger os forcados aquando da pega porque, por mais de uma vez, houve ferimentos graves quando o animal investe e as farpas acertam no rosto do “forcado da cara” (forcado que pega o toiro).

A lide do cavaleiro Vítor Ribeiro está a ser um sucesso, apesar de ter contado com um toiro ainda mais colaborante do que o anterior. Entusiasmado, o público até bate palmas acompanhando o pasodoble, o que motiva o desagrado de quem percebe do assunto. “Vê-se que não é uma corrida de aficionados porque as pessoas batem palmas ao ritmo da música e isso pode distrair o toiro”, diz Francisco Borges. E tem razão. Há aqui dois tipos de público: o da tauromaquia e o do CDS/PP.
A intersecção destes dois grupos é que é grande.
Agora é a vez dos forcados das Caldas. Guilherme Carvalho Pinto dirige-se a Paulo Portas e oferece-lhe a pega, “com uma grande honra porque o senhor é um grande homem que defende a festa brava”. E, claro, novos aplausos.
A primeira pega não correu bem porque o forcado não se agarrou o suficiente. A segunda tentativa também falhou, mas à terceira foi de vez e Guilherme Pinto agarrou-se com genica ao animal enquanto a ajuda (o restante grupo de forcados) o imobilizava.
Às 22h20 solta-se de um lado das bancadas uma enorme faixa da Juventude Popular e ouvem-se vivas à JP. Para quem se tinha esquecido, a corrida de hoje também é política.

O terceiro toiro pesa 500 quilos e entra bem na arena, de forma bravia. Reage bem ao castigo, o mesmo é dizer, ao primeiro ferro, mas vai dar algum trabalho a Pedro Salvador, o cavaleiro que procurará por todos os meios captar a atenção de um animal que está demasiado atento ao que se passa fora da arena e reage a todos os movimentos circundantes. “O toiro não vai ao cavalo”, ouve-se dizer entre os entendidos. Por esse motivo, a dupla cavalo mais cavaleiro tem de se esforçar para lhe conseguir espetar os dois ferros compridos e quatro curtos com que termina a lide.
E segue-se a pega. O forcado de Montemor, Tiago Telles de Carvalho, pegou à primeira e mereceu os aplausos do público.

PAULO PORTAS NA ARENA
A corrida não teve intervalo, mas sim um momento em que o líder do CDS também entrou na arena e foi cumprimentar os artistas (expressão que designa os actores deste espectáculo).

A segunda parte da corrida – com os cavaleiros Brito Pães, Duarte Pinto e Soller Garcia – revelar-se-ia desastrosa para o grupo de forcados das Caldas da Rainha, com dois feridos a serem evacuados da arena. Xavier Ovídeo, que dedicou a pega a Paulo Pessoa de Carvalho, acabaria por se desprender do animal e por ele ser pisado, tendo de ser retirado em maca pelos colegas e pelos bombeiros, enquanto o toiro era mantido a uma distância prudente pelo trabalho dos peões de brega. A pega dos forcados caldenses acabaria por se concretizar com Francisco Rebelo de Andrade.

Seguiu-se o quinto toiro da noite, com 485 quilos, que foi lidado por Duarte Pinto e cuja pega – por coincidência – foi dedicada pelos forcados de Montemor ao próprio Francisco Borges. Modestamente, só nesta altura este aficionado conta que tem dois filhos no grupo de Montemor e que estão ali ambos naquela noite.

A sensação do pai ex-forcado perante os filhos que lhe seguem as pisadas é contraditória: “por um lado não queremos porque sabemos os riscos que se correm, mas por outro é um orgulho porque é uma actividade de grande camaradagem, onde se forma um grupo de amigos capazes de dar a vida uns pelos outros”.

O último toiro da noite, com 536 quilos, revelou-se o menos colaborante de todos. Ficava parado no meio da praça e recusava-se a perseguir o cavaleiro que, apesar de tudo, teve uma boa lide. Entretanto os Forcados Amadores das Caldas da Rainha decidem que este toiro será pegado de cernelha, o que significa fazer entrar os cabrestos (bois mansos que servem de guia aos touros e os encaminham para a saída) na arena para o rodearem e o obrigarem a andar no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Nessa altura, dois únicos forcados devem pegá-lo em simultâneo, um pelos costados e o outro pelo rabo, até o imobilizarem.

José Sousa Dias e Salvador Costa Pereira por duas vezes o tentaram, mas não o conseguiram, até que o primeiro acabou por ser evacuado por, ao estar atento aos movimentos do toiro, não ter reparado num cabresto que chocou contra ele e o pisou.
Os forcados caldenses decidem então realizar uma pega de caras, terminando a noite com muito espectáculo, mas nem sempre fazendo as coisas bem feitas.

Em teoria, os cabrestos deveriam ser retirados da arena e o grupo posicionar-se para pegar o toiro. Mas, algo desesperados por a noite não estar a correr da melhor maneira, os caldenses decidem pegá-lo por entre a confusão dos cabrestos, falhando um primeira tentativa.
Nova tentativa, outra vez improvisada, e Mário Cardeira, que já fora ao chão e tem a cara coberta de sangue, salva a honra do grupo e consegue pegar o maior toiro da noite, sendo bastante ovacionado pela sua coragem.

A corrida chegou ao fim.
Carlos Cipriano
in Gazeta das Caldas

“O CDS defende as touradas”
“O CDS/PP não tem uma posição oficial sobre as touradas. Há muita gente que é contra e muita gente que é a favor. Mas sempre que quiserem atacar as touradas, o CDS defende-as”. A afirmação é de Paulo Portas, no final da corrida, após ter recusado inicialmente prestar declarações, dizendo que “não confundo política com entretenimento”.
C.C.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

“Tourear é... Reduzir um Touro a Nada!"

Tourear é dar lide a um toiro, é dar-lhe toureio, é dominá-lo, impor-lhe a nossa vontade, dar cabo dele, reduzi-lo a nada. O verdadeiro toureio, por conseguinte, é aquele em que o toureiro toureia o toiro. Toureá-lo não é enfeitá-lo, repito: é dominá-lo, vencê-lo.
 D. Bernardo da Costa (Mesquitella)
Foto "gentilmente" cedida por ATCT

DOM RIDÍCULO...
O que eles dizem! O que eles aplaudem! Dominar e vencer, eis o verdadeiro toureio!
E o touro que tanto amam?
- É vencido! Humilhado! Sacrificado! Torturado!
- COBARDES!

Este é o animal que eles querem reduzir a nada! 
Tourear é reduzir um touro a nada???
Com estas palavras escritas por um aficionado, não precisamos de argumentos para abolir a tauromaquia.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

“culturalmente ignorante, ditatorial, centralizadora e arrogante”

OLHA QUE QUATRO, A DEFENDER A IGNORÂNCIA, A DITADURA DO SANGUE, A CENTRALIZAÇÃO DE IDEIAS DESUMANAS E A ARROGÂNCIA DOS NÉSCIOS!
Imagem do importante evento cultural e patrimonial português defendido no debate em Vila Franca de Xira... Esta afirmação não virá de cérebros imprepardos?

«A tauromaquia é uma tradição sem partidos que deve estar acima dos políticos», uma estranha forma de ver a tortura de seres vivos, defendida num debate sobre a Política e os Toiros, ocorrido a 4 de Julho, em Vila Franca de Xira (a segunda terra mais carniceira de Portugal) no âmbito da XXIII semana da COLTURA tauromáquica da cidade, em que participaram quatro aficionados que envergonham o país.

Sim, porque em Vila Franca de Xira não há semanas culturais nobres. Apenas a sanguinária, que até é Património Imoral do Município.

Ora os quatro “magníficos” foram a presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha (que está envolta em trevas, embora tenha luz no nome); Gabriela Canavilhas (ex-ministra da cultura, senhora de uma COLTURA igual a varredura); Demétrio Perez (ex-delegado da junta de Andalucia, Espanha, outro que tal tauricida) e Francisco Moita Flores (presidente da Câmara Municipal de Santarém, aquele que acha que quem defende a VIDA e a DIGNIDADE DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS é talibã).

Disse-se nesse debate que a tauromaquia é um importante evento cultural e patrimonial português (não têm mínima noção do que disseram, e passam por incultos em qualquer parte do mundo, até entre os mais incultos dos incultos) e que deve ser preservado (talvez como as múmias) e deve estar acima dos interesses partidários e políticos (o que é o mesmo que dizer abaixo de lixo).
A desiluminada Maria da Luz Rosinha, do PS, referiu que «nestas coisas não deve haver partidos. Trata-se de defender a nossa cultura e o que temos de mais tradicional».

Ora, francamente, a tortura de seres vivos é o que Vila Franca de Xira tem de “mais tradicional”? Não terão por lá um Rancho Folclórico que DIGNIFIQUE aquela terra? A TORTURA DE TOUROS e CAVALOS é o que têm de mais tradicional? Nem um docinho têm?

Que terra mais pobrezinha culturalmente!

Uma ideia também defendida neste debate foi a de que «o trabalho feito na praça Palha Blanco e a constante aposta na festa do Colete Encarnado têm permitido a Vila Francacrescer e recuperar, pouco a pouco, o seu lugar central no cenário tauromáquico português».

Isto realmente é algo muito importante, que traz um ENORME PRESTÍGIO para a terra, muito maior do que os festivais de música erudita ou mesmo roqueira. Ficam ACIMA de qualquer cidade europeia, com tanta COLTURA.

VFX cresce com TORTURA e SANGUE. Está ao nível dos grandes centros europeus, onde a verdadeira Cultura borbulha a cada esquina, num edifício, numa fonte, numa ponte, num jardim, numa escultura, num grupo de artistas de rua...

A casa estava cheia, o que foi motivo de ORGULHO para Rosinha. Uma casa cheia de sádicos, talvez também necrófilos, ávidos de sangue.

Neste debate, imaginem, foi proposta a realização de uma corrida de homenagem nacional às figuras públicas que apoiam e “dão a cara” pela festa de touros.

Algo que trará um ENORME prestígio aos homenageados, que talvez até recebam uma medalha da autarquia, onde figure a imagem que ilustra este texto. Para recordarem o tempo em que eram sanguinários, quando a tourada for considerada a vergonha de um mundo antigo, como hoje é o do Circo Romano.

Também se falou naquela MENTIRA em que se baseiam os tauricidas para sustentarem a tese da NECESSIDADE da tauromaquia: a quantidade de empregos gerados pela actividade tauromáquica na região do Ribatejo (que ousadia! Até parece que são mais do que as mães!).

E reflectiram igualmente sobre a proibição de touros de morte em Portugal.

Esta gente em vez de EVOLUIR, REGRIDE. Cada vez está mais “doente”. A loucura libertou-se em Vila Franca de Xira e escorreu pelas mentes daquela gente.

A Rosinha chegou a citar o “brilhante” Miguel Sousa Tavares em relação à proposta de lei apresentada pelo Bloco de Esquerda, nessa mesma tarde, para que acabassem a exibição televisiva de touradas e os apoios públicos aos espectáculos tauromáquicos, dizendo que é uma proposta«culturalmente ignorante, ditatorial, centralizadora e arrogante».

Isto pode parecer uma anedota, mas não é. Esta é a realidade PODRE da tauromaquia.

O que eles defenderam ali foi a ignorância, a ditadura do sangue, a centralização de ideias desumanas e a arrogância dos néscios.

Como é possível isto ainda existir?... É um grande mistério envolto nos fumos e nos mofos dos tempos primitivos.

Conclusão: esta gente não tem o cérebro programado para a EVOLUÇÃO.

A morte de um touro...

setembro 2010

... e não chegou a enfrentar, como se queria, o toiro de Murteira Grave (na foto), que entrou aos tropeções na arena e acabou moribundo, com sinais de... fractura na coluna ou outra coisa mais estranha?...

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Transmissão Televisiva de Touradas - NÃO

As marcas que apoiam, directa ou indirectamente, as touradas tem que ser denunciadas.
As marcas denunciadas neste vídeo, ignorando todos os apelos que foram dirigidos aos seus detentores/gestores, optaram por marcar presença nos blocos publicitários da tourada transmitida dia 29/06/2012 na RTP.
BOICOTE A RTP. BOICOTE AS MARCAS DENUNCIADAS. DIVULGUE ESTE VÍDEO.
Vamos acabar com todos os apoios à tauromaquia rumo à sua ABOLIÇÃO.

Estas marcas, ignorando todos os apelos, marcaram presença nos blocos de publicidade da tourada transmitida pela RTP na passada sexta-feira, 6 de Julho. Desta forma, contribuíram para que a RTP continue a transmitir espetáculos de crueldade para com os animais e a beneficiar a indústria tauromáquica :(

Por favor, pelo fim da emissão televisiva de touradas em canais de sinal aberto:
- Divulgue esta lista;
- Mostre o seu descontentamento enquanto consumidor(a);
- Considere deixar de utilizar/consumir produtos destas marcas.

sábado, 7 de julho de 2012

E agora?

Cancelado por CRUELDADE!

Assim é Vila Franca?
E
... se foram eles proprios a fazer aquilo, só para se fazerem de vitimas e acusarem os antis!
... não serão os próprios a "criar o caso" para serem notícia?
... queixam-se que têm praças meio vazias
... se isto "tem água no bico"?

... quatro dezenas de cartazes(FOTOS?)
... duas lonas da praça de toiros Palha Blanco (FOTOS?)
... vários outdoor’s (FOTOS?)
... vandalizadas na última madrugada por movimentos anti-taurinos? (QUANTOS?)
... prejuízos de várias centenas de euros à empresa vilafranquense Tauroleve (CENTENAS? QUANTO CUSTA CADA CARTAZ? E OUTDOOR? E LONA?)
... Ricardo Levesinho, o empresário da praça, diz que se tratou de um acto “criminoso” que o deixa “triste” e “revoltado”

CRIME É TORTURAR ANIMAIS!
REVOLTADOS FICAMOS NÓS!


Cartazes de corrida de toiros em Vila Franca de Xira vandalizados
Um conjunto de quatro dezenas de cartazes de promoção da corrida mais importante das festas do Colete Encarnado em Vila Franca de Xira, bem como as duas lonas da praça de toiros Palha Blanco, foram vandalizadas na última madrugada por movimentos anti-taurinos. Vários autocolantes contendo os dizeres “cancelado por crueldade” foram colados em cima dos cartazes e das lonas, situação que gerou prejuízos de várias centenas de euros à empresa vilafranquense Tauroleve, que gere a praça. Também vários outdoor’s do município de Vila Franca de Xira, que anunciavam o Colete Encarnado, foram vandalizados. Ricardo Levesinho, o empresário da praça, diz que se tratou de um acto “criminoso” que o deixa “triste” e “revoltado”, especialmente numa altura em que a cidade se prepara para viver os 80 anos do Colete Encarnado, a festa maior do concelho.

“Não acredito que se tenha tratado de um protesto das associações de defesa dos animais. Essas dão a cara e enfrentam os seus princípios. Isto foi feito às escondidas, durante a noite, de forma cobarde. Penso tratar-se de movimentos anti-taurinos”, lamenta a O MIRANTE. O empresário não apresentou queixa na polícia mas não está descartada a hipótese de o vir a fazer. “Toda a gente é livre de pensar e de agir, já não vivemos no fascismo", lamenta. Ricardo Levesinho diz que respeita quem não gosta de toiros mas apenas “os que dão a cara”.

Cerca de 40 cartazes tauromáquicos foram vandalizados esta noite em Vila Franca de Xira
No dia de abertura das importantes festas do Colete Encarnado, a cidade de Vila Franca acordou com atos de vandalismo praticados em cerca de 40 cartazes, alegadamente por movimentos anti-taurinos, o que a empresa promotora dos espetáculos taurinos na Palha Blanco, a TauroLeve, considera demonstrar pouca formação ética e respeito pelas tradições.
Também vários outdoors municipais não foram poupados aos atos de vandalismo.

Uma vergolha! Anti taurinos vandalizam Vila Franca
No dia de abertura das importantes festas do Colete Encarnado, a cidade de Vila Franca acordou vandalizada pelos anti-taurinos que umas vez mais mostraram a sua pouca formação ética e de respeito pelas tradições.
Mais de quarenta cartazes referentes aos espetáculos taurinos que terão lugar na Centenária Palha Blanco, bem como outdoors do Município a anunciar a sua festa maior – Colete Encarnado – este ano a comemorar o seu 80º aniversário da primeira edição, foram vandalizados com autocolante que demonstram a pouca formação das pessoas.
Ao longo das ruas e também na praça de toiros as provas são mais do que evidentes dos seus autores!
Fica uma vez mais provado o desrespeito que estas pessoas têm pela cultura, pelo que uma vez mais é importante o apoio e a presença de todos, nestas importantes festas, quer na tauromaquias populares como também nos espetáculos taurinos a ter lugar na Palha Blanco

Vila Franca de Xira Vandalizada
No dia em que se iniciaram as Festas do Colete Encarnado, os cartazes taurinos e outdoors que publicitam os espectáculos taurinos na Palha Blanco foram vandalizados, ao que tudo indica por grupos de anti-taurinos. Da empresa Tauroleve recebemos uma imagem que ilustra o triste acontecimento e que evidencia o desrespeito desta facção por uma das mais emblemáticas demonstrações culturais do nosso país.

Vila Franca acorda vandalizada por anti-taurinos
No dia de abertura das importantes festas do Colete Encarnado, a cidade de Vila Franca acordou vandalizada pelos anti-taurinos que umas vez mais mostraram a sua pouca formação ética e de respeito pelas tradições.

Vila Franca de Xira acorda vandalizada pelos anti-taurinos

Anti-taurinos atacam em Vila Franca!

VILA FRANCA ACORDA VANDALIZADA PELOS ANTI-TAURINOS

VILA FRANCA ACORDA VANDALIZADA PELOS ANTI-TAURINOS

Mais uma razão para enchermos a Palha Blanco: Antis vandalizam cartazes

Vila Franca acorda vandalizada
Estes vandalismos, um dia vão dar merda e da grossa... De certeza!!!
Embora estes vandalismos nas paredes de algumas praças de toiros sejam sempre executados cobardemente por tipos que se escondem na calada da noite, é evidente que um dia serão apanhados - tantas vezes o cantaro vai á fonte que um dia deixa lá a asa -, e quando isso acontecer será complicado. Eu por exemplo, não respondo por mim numa circunstância dessas...


PREPAREM-SE QUE VAMOS COMEÇAR A SER CAÇADOS E TOUREADOS ;)))
MEDUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

Margarida Netto partilhou uma ligação.
https://www.facebook.com/margarida.netto.3
há 16 horas
a Liberdade e o Respeito, no seu melhor !

Vila Franca acorda vandalizada por anti-taurinos
shar.es
No dia de abertura das importantes festas do Colete Encarnado, a cidade de Vila Franca acordou vandalizada pelos anti-taurinos que umas vez mais mostraram a sua pouca formação ética e de respeito pelas tradições.
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15 pessoas gostam disto.
Armando Laudemiro Onde está o respeito pelos outros!?
há 16 horas
Beatriz Magalhães Ferreira Sim. Onde está a Democracia?
há 16 horas
Luís Miguel Pistola Nada de novo vindo de quem vem...
há 16 horas
António Manuel gente sem vergonha a onde está a justiça
há 16 horas
Joaquim Nunes Democratas de meia tijela, belo exemplo que estão a dar aos mais novos.
há 16 horas
Maria Antonia Brito Apolonia Enjaulem-nos como fazem aos touros,é o que merecem.É a liberdade que temos neste país de falsos democratas!
há 15 horas
Manuel Andrade Guerra Mais um ataque cobarde (no escuro da noite), por parte dos talibãs anti-taurinos que odeiam a Liberdade! A melhor resposta será dada pela presença de muitos milhares de pessoas na Festa do Colete Encarnado, em particular nas manifestações culturais da Tauromaquia, dentro e fora da praça "Palha Blanco".
há 15 horas · 1
Ruca Ferraz sem comentários...
há 15 horas
Manuel Andrade Guerra Já agora uma simples pergunta: seria muito difícil à PSP de Vila Franca identificar os vândalos, uma vez que aqueles papeis nojentos tiveram de ser impressos em algum sítio... e alguém os pagou.
há 15 horas · 1
Maria Antonia Brito Apolonia Ainda não percebeu que qdo é preciso a PSP olha para o lado? só olham a direito qdo é para multar!
há 14 horas · 1
Ruca Ferraz Mentecaptos que não conhecem o significado do respeito e da liberdade !!! Diria mesmo ANIMAIS ...
há 14 horas
Luis Paiva de Andrada Enjaulem-nos COM os toiros. E ai sim, gostava de ver o agradecimento que os toiros davam aos seus "amigos ".
há 14 horas · 2
Ruca Ferraz brilhante Luis Paiva de Andrada...
há 14 horas · 1
João Faria podemos sempre começar a tourerar e caçar esta cambada dos anti-taurinos,já que me parece que é o que estão a pedir!!!
há 14 horas





ISTO É VILA FRANCA! ISTO É O QUE O POVO GOSTA!

... esperas de toiros, tourada, música, E muito vinho!
No sábado, é noite de sardinha assada, com oferta de 2.500 quilos de sardinha, 2500 litros de vinho, 1 500 pães e 500 litros de caldo verde.

SABEM QUANTO CUSTA ESTE COLETE ENCARNADO?????

Em 2011 gastaram €249.000



Colete Encarnado mostra as tradições durante três dias nas ruas de Vila Franca de Xira
... 3 esperas de toiros
... toiros de meia casta... quatro toiros
... o município investiu num programa de qualidade a exemplo dos anos anteriores, onde não vão faltar sardinha assada, fado e artistas internacionais.
A presidente da câmara, Maria da Luz Rosinha (PS), sublinha que foi feito "um grande esforço para apresentar um programa em tudo igual ao ano anterior. Não cortámos na despesa. O Colete Encarnado é a nossa maior festa e merece esse investimento", refere.
... tertúlias e colectividades desfilam
... inauguração rua dos varinos (antiga travessa do mercado)
... as tertúlias juntam-se num jantar na noite de quinta-feira, 5 de Julho, pelas 20h00, no mercado municipal.
... missa rociera
... Paulo Brissos
.. a banda Ensemble Song e Diego Miranda
... artesanato e velharias pode visitar a feira que decorre no jardim municipal
... corrida de campinos na praça de toiros Palha Blanco.
... desfile de campinos e amazonas pelas ruas da cidade
... banda Sonido Andaluz
... garraiada na praça de toiros Palha Blanco
... distribuição de caldo verde na rua
... corrida de toiros
... fado com Rodrigo
... e os festejos terminam com fogo-de-artifício no Tejo à meia-noite


Tauroleve: de Ricardo e Rui Levesinho
A Misericórdia de Vila Franca de Xira

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Resposta á Intervenção de Margarida Netto no debate sobre espetáculos tauromáquicos

Exma. Sra. Deputada, 
Tive a oportunidade de assistir à sua intervenção no debate parlamentar da passada quarta-feira, sobre os projectos de lei apresentados pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Ecologista os Verdes, que pediam o fim do financiamento público às actividades tauromáquicas, o fim da transmissão destas actividades na televisão pública, e que estes fossem considerados espectáculos susceptíveis de influírem negativamente na formação da personalidade de crianças e adolescentes.

Não lhe escrevo para lhe explicar aquilo que considero ser óbvio quanto à tauromaquia em si, temo que se não compreende a razão pelo qual alguém se manifesta pelo respeito ético e pela valorização da vida de um animal, será certamente porque a sua ignorância sobre os animais não humanos não lhe permite atribuir tal valor e desenvolver tal concepção de ética, e não ambiciono transmitir-lhe tamanho conhecimento numa mensagem electrónica.
Escrevo-lhe para manifestar o maior repúdio por uma afirmação em particular que fez ao fim do segundo minuto da sua intervenção, e passo a citar:
"(...) considera que todos estes espectáculos e tradições ancestrais, dignos de reprovação, citando estudos que ninguém viu, ninguém comprovou, e em que poucos acreditam."
Sinto-me extremamente embaraçado por lhe vir explicar algo que creio ser elementar, de me ver obrigado a explicar-lhe que, enquanto deputada, tem a obrigação por profissão de ser rigorosa nas discussões parlamentares em que se envolve, e jamais fazer afirmações baseadas no mais puro e ingénuo desconhecimento sobre a matéria comenta, acrescentando ainda que a arrogância com que declara a afirmação citada, revela que não teve sequer a menor preocupação em assegurar o rigor na sua intervenção, o que, na minha óptica, torna a situação ainda mais grave. É para mim, enquanto cidadão deste país, uma grande humilhação ser governado por pessoas tão medíocres como a sra. deputado revelou ser numa tão curta frase.
Estou a enviar-lhe por anexo alguns artigos de referencia, de uma área de psicologia e psiquiatria que tem vindo a ser bastante explorada no meio académico pelo menos desde os anos '70. Espero que a sra. deputada tenha a ocasião de ler estes artigos, e as referências que dentro deles encontrará, e estarei disponível para lhe enviar, dentro das limitações da minha instituição, quaisquer outros artigos que pretenda ler e contudo não tenha acesso aos respectivos jornais. Recomendo-lhe ainda dois livros de referencia:

"Child Abuse, Domestic Violence and Animal Abuse: Linking the circles of compassion for prevention and intervention", editado por Franck R. Ascione e Phil Arkow, publicado pela Purdue University Press"Animal Cruelty: Pathway to Violence Against People", de Linda Merz-Perez e Kathleen M. Heide, publicado pela Altamira Press.
Ainda sobre o seu comentário, afirmou mais tarde que é falso que as touradas influenciam negativamente as crianças e adolescentes (creio que os artigos que lhe estou a enviar em anexo, um dos quais especificamente sobre tauromaquia e publicado numa revista de revisão científica, a vão esclarecer por completo quanto a este ponto), e que o mesmo não se pode dizer sobre certos filmes e séries (incluindo, na sua opinião, alguns desenhos animados) que passam na televisão; não me apercebi recentemente de nenhuma série ou filme que sendo susceptível de influenciar negativamente crianças, não estivesse classificada como tal, mas se a sra. deputada identificou algum ou alguns casos, creio que deverá ser a sra. deputada a denunciar essas situações e não esperar que alguém do BE ou do PEV se aperceba da situação e se chegue à frente para realizar a devida denuncia. Em todo o caso, estranho que não consiga distinguir a diferença entre violência ficcionada, e violência gratuita apresentada num formato de espectáculo ou festa. Espero que a bibliografia que lhe recomendo a ajude a refinar a sua opinião. Aproveito ainda para lhe enviar também em anexo um artigo, publicado também numa revista de revisão científica, sobre a relação entre preocupação com direitos dos animais e preocupação com problemas sociais e humanos.
Afirmou ainda que a tauromaquia é um dos espectáculos mais participados em Portugal. Sinto-me outra vez na obrigação, embaraçosa, de fazer por si o trabalho de casa que a sra. deputada deveria ter feito antes de preparar sequer a sua intervenção, apresentando-lhe o relatório do INE referente a estatísticas da cultura em 2010:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=132415701&PUBLICACOESmodo=2
Deverá consultar a página 27 deste relatório.
Espero que este tenha sido apenas um episódio no qual deixou a sua paixão pela cultura tauromáquica superar a sua racionalidade e profissionalismo, e que de futuro os portugueses não voltem a assistir a este tipo de incompetência e descuido da sua parte, no exercício das suas funções politicas. 

Com os melhores cumprimentos, 
Miguel Marques



Deputada do CDS-PP Margarida Netto intervém no debate do Projeto de Lei n.º 188/XII/1.ª (BE) -Proibe a exibição de espetáculos tauromáquicos na televisão pública e altera a lei da televisão, designando estes espetáculos como suscetíveis de influírem negativamente na formação da personalidade de crianças e adolescentes; Projeto de Resolução n.º 352/XII/1.ª (PPD/PSD e CDS-PP) - Promove a acessibilidade, a sustentabilidade e qualidade dos serviços de abastecimento de água e de saneamento; Projeto de Lei n.º 189/XII/1.ª (BE) - Impede o apoio institucional à realização de espetáculos que inflijam sofrimento físico ou psíquico ou provoquem a morte de animais; Projeto de Lei n.º 265/XII/1.ª (PEV) - Assume as touradas como espetáculo ilícito e impõe limites à sua emissão televisiva

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A tauromaquia, abominada em todo o mundo civilizado, é a vergonha de Espanha!

CARTA A SERGIO RAMOS

Ayer, 1 de julio de 2012, la selección española de fútbol, de la que tú formas parte, hacía historia logrando su segundo título consecutivo en un Campeonato de Europa, dos años después de proclamarse campeona del mundo en Sudáfrica. Ninguna nación hizo algo similar. Mi enhorabuena por lo conseguido. El eterno equipo perdedor se ha convertido en los últimos cuatro años en el eterno ganador. Ya estamos buscando rival para la final del 2014 en el campeonato del mundo de Brasil.

Debo reconocer que ya no me emociono con estos acontecimientos. Debe ser que los años y la experiencia acumulada, me hacen medir con prismas distintos según qué cosas ocurren a mi alrededor. He dicho que no me emocionan, lo que no quiere decir que no me alegren, eso si, con moderación. Dicen que dada la situación económica de nuestro país, que se desmorona, no vienen mal este tipo de satisfacciones. Es posible.

Hoy, las calles de Madrid se llenarán de hinchas entusiastas, de gente que agobiada por los problemas cotidianos, dará rienda suelta a sus instintos patrióticos celebrando vuestro gran éxito y os recibirá en olor de multitud. Ya sabes: “Yo soy español, español, español…” “No hay dos sin tres…" “Soy español: ¿a qué quieres que te gane?"

Y aclarado todo esto, hay algo que me ha producido una sensación desagradable, que me ha incomodado y por qué no decirlo, me ha provocado asco. Te aseguro que fuimos muchos los que no nos identificamos con tu gesto, muchos los que apretamos los puños e insultamos a la pantalla del televisor e indirectamente a ti cómo resulta lógico y fácil de imaginar. Por si no lo sabes, aunque estoy seguro de que eres consciente de ello (ahí están tus declaraciones justificando lo que hiciste), en nuestro país hay una amplia mayoría de detractores de lo que quisiste representar, y de paso fomentar y promocionar. Estamos en contra del maltrato animal, del que los festejos taurinos son el máximo exponente. Y digo el máximo, porque están autorizados y sirven de diversión. Si tú le hicieras a un perro o a un caballo lo que le hace un torero a un toro, serías detenido, juzgado y condenado. Lo de la pena que te caería ya es otra historia.

No es la primera vez que lo haces. Te he visto festejar tus merecidos triunfos de la misma forma en varias ocasiones, pero es la primera que haces extensiva tu celebración a tus compañeros de equipo. Dicen, en la página del medio de información taurino “Aplausos”, que en un diálogo vía Twitter con Talavante de la Puebla (el torero que al parecer te había dado su capote) hacías la siguiente afirmación:

“La selección se alegra de lo que hacéis los toreros”.

No sé la razón por la que te atreves a declarar esto. De hecho, las imágenes que vimos por televisión la noche del 1 de julio nos mostraron a UN jugador, tú, en una esquina del campo, que capote en mano daba unos pases de torero y saludaba al “respetable” una vez terminada la “faena” con el toro imaginario. ¿Dónde estaban el resto de los compañeros que se alegraban de la representación que ponías en escena? ¿Había más capotes en el vestuario de la selección esperando el triunfo? Lo pregunto por qué no vi a ninguno de los jugadores de la selección española aplaudirte o acompañarte en tu particular celebración tras el éxito obtenido. Tampoco puedo describir con estas letras las caras que ponían mientras hacías la exhibición, ya que sus rostros no nos los mostraron las cámaras de televisión. Y digo esto sabiendo que no eres el único miembro del equipo que es aficionado a los toros. Sé que lo son Casillas y también el seleccionador Vicente del Bosque, aunque seguro que hay algunos más. La diferencia entre tú y ellos es el respeto. Respeto a una mayoría, sí, mayoría de ciudadanos que nos molesta que se identifique a nuestro país con una práctica cruel de maltrato animal. No creo que sea difícil de entender para tu capacidad intelectual. ¿Lo es? De ser así, es decir, que seas incapaz de entenderlo, flaco favor le estás haciendo al mundo de la tauromaquia, que aprovechando la coyuntura se ha hecho eco de tu excelsa faena en la hierba del estadio de Kiev, calificándola como un “guiño favorable”. Reconozco que este tipo de actitudes, las de los medios taurinos, son comprensibles.

Nosotros también “aprovechamos” el gesto de Maite Martínez, cuando hace cinco años despreció, devolviéndola al lugar de donde se le había lanzado , una bandera de España con la silueta del toro, el día que obtuvo la medalla de bronce en los Mundiales de Osaka en la modalidad atlética en la que competía (800 metros lisos). También nos hemos “aprovechado” de todo el equipo nacional de gimnasia artística masculina (incluido su cuerpo técnico) y de parte del equipo femenino, así como de algunas nadadoras del equipo nacional de natación sincronizada, que rompieron una lanza contra el Toro de Tordesillas y que recientemente han firmado un manifiesto en contra de las subvenciones que recibe la tauromaquia y de los recortes en sanidad y educación; manifiesto que muy pronto verá la luz. Si he de serte sincero, nos sentimos orgullosos de contar con todos ellos, porque representan el esfuerzo y la superación en el deporte sin recibir grandes prebendas materiales por su trabajo. En definitiva, por amor, sin más. Espero que entiendas la diferencia que podemos establecer entre unas actitudes y las otras, sin despreciar el duro camino que tú y todos tus compañeros de selección habéis recorrido para llegar donde habéis llegado. Evidentemente es para sentirse orgulloso.

Los otros miembros de la selección española de fútbol, mientras no se manifiesten públicamente, no se muestran favorables a nada, es decir, no pueden ser tus cómplices. A los abolicionistas nos encantaría que algunos jugadores de “La Roja” nos dijeran públicamente que es lo que piensan de tus “excesos” taurinos, aunque me temo que no va a ser imposible. ¿Algún voluntario?

De 23 jugadores, además de los miembros del cuerpo técnico, has sido el único que mostró su alegría de esa forma.

Soy consciente de que con esta reflexión no seré capaz de hacerte cambiar. Sé que la próxima vez que alcances algún triunfo, sin duda merecido, volverás a sacar el capote, vete a saber de qué torero, y que muchos nos sentiremos ofendidos y molestos, y que volveremos a insultar al televisor, en el que, no lo olvides, estarás tú con tu capote. Sé que te dará lo mismo.

Dado tu privilegiado estatus social, lo que opinemos de tus acciones los demás (no todos, cómo resulta evidente) será como la embestida de un toro imaginario a tu capote, al que te quitarás de encima con una verónica, ya que los naturales ceñidos los dejaremos para tu amigo Talavante, que los hace ajustados y como nadie.

Atentamente

José Enrique Zaldívar Laguía.

in BLOG VETERINARIO



EXQUISITA CARTA DIRIGIDA A LOS ESPAÑOLES QUE AÚN CREEN QUE EL TOREO ES SEÑA DE IDENTIDAD ESPAÑOLA Y QUE APORTA ALGO BUENO A NUESTOS VALORES PATRIOS Y PERSONALES
de  Rafael Luna Murillo

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Spartacus, Touradas e Consciência

Ao ler o título poderá perguntar-se o que é que Spartacus tem a ver com Touradas e mais ainda, o que é que ambos tem a ver com a Consciência.

Espero ao longo das próximas linhas poder esclarecê-lo.

Spartacus e as Touradas são temas que me despertavam interesse na juventude e adolescência.

Spartacus porque sempre gostei bastante de assistir a grande produções cinematográficas.


As Touradas porque, talvez como uma grande maioria dos portugueses, era "obrigado" a assistir em minha casa. Nunca assisti um espetáculo de Tourada ao vivo. Porém como a minha família, em especial meu pai, assistia, eu assistia também embora com um sentimento contraditório!

Se meu pai, como meu exemplo, assistia, é porque era bom, então eu imitava-o, quase como qualquer criança que admira seus pais, esperando vir a gostar também. No entanto dentro de mim sentia que o espetáculo não era tão bom assim como aparentava. Era também ela uma grande realização, mas o que estava a ser transmitido por detrás daquelas aparências grandiosas e maravilhosas, ou seja a verdadeira mensagem do espetáculo não era o que parecia...

Com Spartacus a história é diferente. O escravo que luta com as mesmas armas dos outros, seja corpo a corpo, seja com armas idênticas, provocou em mim, por este motivo, uma admiração especial.

A admiração seria ainda maior no caso de Spartacus se tomasse em linha de conta o seu ideal de libertação da escravatura. Já no caso das Touradas continuo a ter dificuldade em encontrar algum motivo válido que justifique a sua realização.

Vivi aquele conflito durante muitos anos. Como a minha vida não dependia destas questões, nunca parei para refletir sériamente sobre o tema e tomar uma decisão clara, gostar ou não gostar de Touradas. Até ao final de Julho passado em que voltei a Portugal e quando dei por mim, uma das noites, estava junto de meu pai, como tantas outras vezes, sobretudo na infância e adolescência, a assistir a mais uma Tourada, na televisão.

Esta reflexão pretende questionar apenas as formas de luta (afinal bem vistas as coisas, a tourada é uma luta entre um homem e um animal) e não as suas motivações!

Como seria uma Tourada em que apenas se realizasse o toureio a pé e sem bandarilhas? Estaria mais de acordo com a luta entre escravos?


Porquê utilizar um nobre animal como o cavalo para fazer um espetáculo assim? Será que em nome da "racionalidade" o homem se serve da "irracionalidade" animal para sua própria diversão? Será que o fato de um homem se achar mais forte que um animal (afinal em que plano ele é mais forte?) lhe dá o direito de utilizar armas que reforçam mais o seu poderio? Que força é essa afinal?

Hoje já se chega ao ponto de proteger os chifres do animal, não para proteger esse mesmo animal mas sim o "ser humano" que lhe vai fazer frente.

Qual a relação que existe entre o que tenho comentado e a chacina dos indios pelos homens brancos com a utilização de armas? Será o mesmo tipo de "superioridade"?

Seria interessante prender os animais a alguma distância e matá-los através de tiros de espingarda? Quem sabe pode vir a tornar-se numa futura modalidade com interesse para os humanos!

A Consciência é um tema que entrou na minha vida apenas depois de ter alcançado a idade adulta e por uma necessidade de busca relacionada com a minha própria sobrevivência.

E ... será que Spartacus ou as Touradas tem alguma relação com a Consciência?

Fonte

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Porquê Touradas?

O titulo que eu escolhi foi sobre as criticas que têm surgido sobre as touradas ao longo destes últimos anos, mas porquê a tourada?
Existem muitos argumentos a favor das touradas e algumas delas são:

Tudo o que é tradição merece ser preservado, a tourada é tradição, logo, a tourada merece ser preservada.
Se não fossem as Touradas e os seus adeptos, a raça dos Touros Bravos já estava extinta.
Quem não gosta ou não concorda, não veja.
Quem é contra as Touradas devia preocupar-se com outras coisas que também são feitas, nomeadamente o abandono de cães.
Quem diz que é contra as touradas é hipócrita porque muitas vezes maltrata os cães e outros animais.
O touro praticamente não sofre com o que lhe é feito na arena.
Os Touros nascem para serem lidados, são animais agressivos por natureza.
Se quem gosta, respeita a opinião de quem não gosta, porque é que quem é contra não respeita a opinião contrária?
A arte de tourear é tão bonita que seria uma pena perdê-la.
As Touradas enaltecem a nobreza do Touro.

Depois destes argumentos válidos porquê quererem acabar com as touradas?
Se é para salvar os touros, então estão enganados pois se acabarem com as touradas, acabam com a raça dos touros, pois os touros são criados muito bem, são bem alimentados, têm uma vida de luxo que até algumas pessoas não o têm, para depois subirem para a arena.
Se acabarem com as touradas os touros já nem criados são.

Por isso a minha pergunta, Porquê as touradas?
Se depois disto tudo se percebe a importância das touradas.

Fonte