segunda-feira, 19 de maio de 2014

Citação do ex. Presidente da CM de Azambuja

... esse "grande" aficionado e defensor das "touradas de morte". O que há a reter desta declaração não são esses detalhes - que não são novidade -, nem o facto de apenas ter escrito isto para defender a morte do touro na arena, é o resto. Ora leiam!

Fica claro como água... Depois não digam que somos nós que inventamos!

Fonte: ANIMAL 

Mais um seguidor do moita flores... deixou Azambuja numa cratera:
  OS DINHEIROS PÚBLICOS E A TAUROMAQUIA : Requalificação da Praça de Toiros de Azambuja custa 600 mil euros

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Município da Azambuja Aumenta IMI para Pagar Praça de Touros


"Há cerca de dois anos, a Câmara Municipal da Azambuja, gastou 600.000 euros na construção de uma praça de touros para umas centenas de pessoas. Centenas de pessoas essas, que só vão às touradas porque a câmara compra os bilhetes e oferece, caso contrário a praça estaria vazia.

Ora em 2013, o aumento do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), serviu para suportar o custo da praça de touros uma vez que o valor da mesma contribuiu para aumentar a dívida do município em milhões de euros.

Como contrapartida desse aumento os munícipes receberiam bilhetes para a tourada da feira de Maio.

No final de 2013 a Câmara recebeu a soma de 710.000 euros relativos a esse aumento, montante esse que serviu para amortizar a dívida gerada pela construção da praça de touros. Dessa verba nada sobrou para por exemplo: recuperar as piscinas, o mercado diário de Manique ou mesmo para subsidiar as obras no valor de 6.000 euros realizadas no campo de futebol de Aveiras de Cima.

Devido a tal facto, um grupo decidiu organizar duas touradas para arranjar essa quantia só que as mesmas deram prejuízos de cerca de 50.000 euros. E quem é que pagou esses prejuízos, a câmara pois claro.

Só mesmo neste país é que é possível um autarca endividar um município com a construção de uma praça de touros e para colmatar essa dívida aumentar o IMI!

Não fosse este o país da rebaldaria e este autarca estaria agora atrás das grades. E o caso da Azambuja não é único, uma vez que existem dezenas de autarquias que literalmente delapidam o orçamento municipal em obras em praças de touros, compra de bilhetes para touradas, etc."

Prótouro
Pelos touros em liberdade
http://protouro.wordpress.com/

quinta-feira, 13 de março de 2014

A criação de um toiro bravo

O Mirante dos Leitores

Edição de 2014-03-13

Se é por “paixão louca” por um animal que nos pomos a criá-los para ao fim de 4 anos os despacharmos para serem mortos depois de servirem de divertimento ao serem torturados numa qualquer praça de touros... (???!!!)...bom, deixemo-nos de paixões loucas, então! Fiquemo-nos só pelo “gostar” de animais! E por favor, não passemos a ter paixões loucas por pessoas ! 
A tourada tem os dias contados, como tantas outras formas de crueldade, tanto em Portugal como nos outros (poucos) países em que ainda sobrevive esta “paixão louca”. De facto, gostar de andar a espetar ferros no lombo de um bovino mostra bastante loucura, sim... E atribuir emoções de que só um ser humano é capaz, como o “humilhar”, a um bovino... enfim, poderá chamar-se transferência de sentimentos do ser humano para o bicho, mas não deixa de mostrar uma certa insanidade de quem nisso acredita... Por favor, avancemos para o Século 21 e acabemos com estas perversidades! As arenas de Roma também já passaram a museu!

Fernanda Correia

Não gosto de touradas como não gosto de muitas outras coisas. Percebo que quem cria um animal como um toiro bravo não o faça apenas por ser um bom ou mau negócio. Já não tenho a mesma opinião relativamente a quem cria animais em reservas de caça para proporcionar o prazer a quem tem dinheiro para isso, de os perseguir e matar a tiro. Não consigo perceber porque há tanta contestação às touradas comparativamente com a contestação à caça, por exemplo. Já nem sequer falo das crianças que poucos querem adoptar por ser mais fácil protestar contra toureiros do que fazer feliz uma criança. O mundo é mesmo uma grande porcaria e o homem é que o faz assim.

Jorge Calvão

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Embebedam-se Torturam Animais e Acabam nos Hospitais


Isto é o que acontece em todas as chamadas festas populares onde os touros são molestados e maltratados, como por exemplo largadas de touros.

Muito álcool, provavelmente à mistura com outras drogas, é o cocktail perfeito para a insanidade. E não somos nós que o afirmamos, são os médicos: “A maioria dos ferimentos sofridos nas largadas de toiros da região (Vila Franca de Xira) são causados pela ingestão em excesso de bebidas álcoolicas.”

Feridos graves a necessitarem de internamento hospitalar (os mortos não contam), passam a factura a todos os contribuintes, e tudo isto com a conivênicia daqueles que nos governam, uma vez que não existe nenhuma lei que regule este tipo de “divertimentos”.

E ano após ano, pessoas são gravemente feridas e os organizadores de tais barbaridades, recusam responsabilidades porque não existe legislação.

Prótouro
Pelos touros em liberdade


Álcool em excesso provoca dois a três feridos graves por ano nas largadas de toiros da região 

A maioria dos ferimentos sofridos nas largadas de toiros da região são causados pela ingestão em excesso de bebidas álcoolicas e todos os anos contribuem para uma média entre dois a três feridos graves na região que acabam por precisar de internamento em hospitais de Vila Franca e Lisboa. 
A informação é avançada por Nuno Araújo Bentes, médico de cirurgia geral do hospital de Vila Franca de Xira, que na manhã de sexta-feira, 14 de Fevereiro, falou sobre politraumas nas largadas de toiros, nas primeiras “Jornadas de Saúde” realizadas em Samora Correia, concelho de Benavente. 
“O álcool e os acidentes andam de mão dada. São alturas festivas em que se cometem excessos e habitualmente as vítimas de traumas mais graves são as que abusaram do álcool”, revela a O MIRANTE. 
O clínico, que trabalha há três anos no hospital, diz que o serviço está preparado para prestar o melhor apoio às vítimas e que nas alturas festivas toda a gente já se encontra de prevenção.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Azambuja contra a mudança do nome do campo da feira


A JUNTA NÃO TEM NADA MAIS IMPORTANTE PARA FAZER???
"Tauromáquico"!? Nem pensar!

SABIAM que na Azambuja, querem que o antigo "Campo da Feira" passe a chamar-se "Campus Tauromáquico" - designação que não faz qualquer sentido!
Por favor, assine esta petição:
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT72518

Petição em Azambuja contra a mudança do nome do campo da feira
http://www.omirante.pt/index.asp?idEdicao=54&id=69784&idSeccao=479&Action=noticia#.UwY9Lvl_sue

«A Câmara Municipal de Azambuja aprovou na reunião de Câmara do dia 4 de Fevereiro, a alteração toponímica do actual "Campo da Feira" para "Campus Tauromáquico", zona que compreende uma praça de touros, a "Poisada do Campino", um pavilhão desportivo, e parque de estacionamento automóvel, à entrada da sede de concelho. A decisão motivou o desacordo das bancadas da oposição e até foi sugerido que o vereador António Amaral, membro do executivo PS, não votasse por ser parte interessada na matéria, pois foi o mesmo que enquanto presidente da junta de Azambuja sugeriu a alteração em causa. Tal não foi observado e depois de muita discussão o nome foi aprovado. Esta quinta-feira, dia seis, foi lançada a petição contra a decisão camarária, por Mário Pedrosa, enquanto cidadão. O mesmo integrou as listas da coligação de centro-direita nas últimas eleições para a junta de Azambuja, não tendo sido eleito.»
http://valorlocal.weebly.com/peticcedilao.html

OS DINHEIROS PÚBLICOS E A TAUROMAQUIA : Requalificação da Praça de Toiros de Azambuja custa 600 mil euros
http://vfxantitouradas.blogspot.pt/2012/03/praca-de-touros-de-azambuja-foi-um.html

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«CURIOSIDADES: O "CAMPUS TAUROMÁQUICO"
Na Azambuja, a Junta de Freguesia pretende alterar a designação "Campo da Feira" para "Campus Tauromáquico".
A intenção de criar o "Campus" (que remete para Universidade), está a causar grande indignação, e os cidadãos locais até criaram uma petição. O promotor da petição lembra que "... não tem qualquer sentido a alteração do nome porque até a praça de touros só é utilizada uma vez por ano para uma corrida e uma novilhada."
Recorde-se, a propósito, que foram gastos 600.000 euros em obras nesta praça de touros, dinheiro que saíu dos bolsos dos contribuintes portugueses. De acordo com as estatísticas da IGAC, no ano passado realizaram-se duas touradas nesta praça...»

Basta de Touradas
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=722993477731461&set=a.472890756075069.108951.143034799060668&type=1&theater

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"a tauromaquia tem um passado glorioso, um presente decadente e um futuro inexistente"

«A Tauromaquia Tem um Futuro Inexistente
O jornal “O Mirante”, publicou no dia 20 do corrente mês, um artigo intitulado: “Memórias de toiros Murteira Grave que faziam tremer as pernas a toureiros e forcados”.
Joaquim Grave filho, num jantar convívio no clube taurino vilafranquense, ao recordar o pai, proferiu a seguinte afirmação: “Hoje não há tempo para os toiros se criarem mas não concordo com os aficionados que dizem que a tauromaquia tem um passado glorioso, um presente decadente e um futuro inexistente. O segredo dos ganaderos e dos aficionados é saber acompanhar os tempos”.
A afirmação só vem provar que até os aficionados sabem que as touradas têm um futuro inexistente. Obviamente que ele discorda porque quando as touradas acabarem, acaba-se o negócio e os subsídios.
E como o negócio vive à conta dos aficionados, está tudo dito.»
Prótouro
Pelos touros em liberdade

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Antitaurina colhida violentamente por um toiro...

Uma activista Anti-tauromaquia foi violentamente colhida por um toiro,  num festejo popular taurino onde andava a colher dados para uma reportagem ANTI. 

sábado, 2 de novembro de 2013

Superstições...?

Porque começou a temporada tauromáquica...


"QUE DEUS REPARTA AZAR"!!!


"Os Gatos Pretos Desejam SORTE aos TOUROS e CAVALOS
 e AZAR aos Toureiros e Forcados"




Os mitos e medos das superstições associadas às touradas:
O amarelo é a cor que os agentes da tauromaquia habitualmente associam à desgraça, infortúnio e insucesso.

Em 2008 numa manif da ANIMAL
... activistas vestidos de amarelo (cor que simboliza o azar e o infortúnio no mundo da tauromaquia) e segurando faixas dizendo "Que Deus Reparta Azar" (contrário do dizer tauromáquico comum "Que Deus Reparta Sorte") e sinais dizendo "Os Gatos Pretos Desejam SORTE aos Touros e Cavalos e AZAR aos Toureiros e Forcados"
Superstições

Não se consideram supersticiosos mas está rodeado da superstição na tauromaquia. Por exemplo, refere que o “amarelo é uma cor renegada pelos toureiros que recusam-se a vestir num quarto onde os lençóis ou cortinas sejam amarelas”. Não sabem a origem desta superstição contra a cor amarela, recordando que este ano organizou uma corrida de touros e fez-se um cartaz com a cor amarela e surgiram várias reclamações por parte dos toureiros.


Deu nas vistas o grupo de aficionados de Coruche (em Zafra)
... mas ninguém lhes disse que o amarelo não é a côr que dá azar aos toureiros?...




quarta-feira, 30 de outubro de 2013

= PEGAS E DROGAS =


Repare-se no olhar deste touro! Os forcados não sentem compaixão pelos animais e são tão maus para estes como qualquer outro interveniente nas touradas.

Numa corrida de touros à portuguesa, uma pega é isto:    = A PEGA – Parte 1 =


Recentemente, alguém se lembrou de organizar, para decorrer em breve caso obtenha a aprovação da IGAC, um espetáculo de demonstração de pegas sem que estas se sigam à debilitação dos bovinos por cavaleiros tauromáquicos. Ora, se os bovinos não estiverem já extremamente debilitados nos momentos das pegas, como é que os forcados vão conseguir atirar-se para cima deles?
Será que os touros vão ser previamente drogados? Não seria a primeira vez:   PJ INVESTIGA UTILIZAÇÃO DE DROGAS NOS TOUROS

Esperemos que a IGAC tenha o bom senso de não permitir este espetáculo não tipificado de humilhação dos animais, que não deixa de implicar sofrimento para estes e que é ainda mais perigoso para os forcados do que os tradicionais.

Ou esperemos que, no mínimo, logo após cada pega, sejam feitos aos bovinos testes para detecção de drogas!

Fonte:  Marinhenses Anti-touradas

= A PEGA – Parte II =


- Efeitos dos puxões nos rabos dos bovinos -

Conforme referido no ponto “Pega de Caras” em “A PEGA – Parte I” (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=471009412932627&set=a.433770216656547.101053.215151238518447&type=3&theater), o rabejador dá vários puxões ao rabo da vítima: para a destabilizar e travar, numa primeira fase, e para a obrigar a mover-se em círculos, numa segunda.

A cauda dos bovinos é um prolongamento da sua coluna vertebral. É composta, na sua estrutura óssea, por uma sequência de vértebras, chamadas coccígeas ou caudais, que se articulam umas com as outras. Ora, ao ser puxada, isso provoca, muitas das vezes, luxação das vértebras, ou seja, perda da condição anatômica de contato entre elas, e ruptura de ligamentos e de vasos sanguíneos. Chega a ocorrer desinserção da cauda da sua conexão com o tronco. Como a porção caudal da coluna vertebral está na continuação dos outros segmentos da coluna vertebral e diretamente ligada à região sacral, afecções que ocorrem primeiramente nas vértebras caudais podem repercutir-se mais para frente, comprometendo inclusive a medula espinhal que está contida dentro do canal vertebral. Estes processos patológicos são extremamente dolorosos.

Um dos sinais, muitas vezes presente, de que ocorreram lesões na coluna vertebral dos bovinos durante a pega, é a notória falta de estabilidade e força nas patas traseiras, enquanto o seu rabo está a ser puxado e logo após esse triste momento.

Fonte:  Marinhenses Anti-touradas

= A PEGA – Parte 1 =



- Momentos pré-pega para os bovinos -

Transporte ganadaria-praça, que lhes causa muito stress e os faz perder muito peso;
Embolação, que inclui o corte e limagem dos cornos sem anestesia, e os deixa ainda mais stressados e debilitados Embolação1

Lide por cavaleiro tauromáquico que dura cerca de 10 minutos e inclui o cravar de arpões de 6 a 8 ferros/bandarilhas, e que os deixa exaustos, devido à sua fraca resistência física e às fortes hemorragias que os ferimentos provocam.

- Estado dos bovinos no momento imediatamente antes da pega -

Assustados, feridos, febris, com dificuldades respiratórias, esgotados e à beira de um colapso.

- PEGA DE CARAS -

Os peões de brega – aqueles indivíduos que ao longo da lide vão saltando para a arena com uns panos cor-de-rosa e que cansam ainda mais os touros - preparam o bovino para a pega, colocando-o no sítio em que o cabo (chefe) dos forcados manda, para então se dar início ao cobarde ato, no qual os intervenientes são oito homens, ou oito mulheres, que desconhecem o significado da palavra compaixão.

Um desses oito forcados provoca o touro, vociferando e batendo palmas. Os restantes, estão colocados em fila indiana, escondidos atrás daquele, para que o touro não os veja.

Enquanto o touro é instigado a investir, evidencia sinais de exaustão, medo e tristeza, como sejam: língua caída, respiração ofegante, emissão de berros, e, muitas vezes, choro. Nas touradas televisionadas, os berros são propositadamente abafados por palavras proferidas pelos comentadores de serviço, e as lágrimas não são mostradas, optando-se nesses momentos pela transmissão de imagens de sorrisos de crianças inocentes ou de poses de figuras públicas que se encontram nas bancadas.

Muitos dos bovinos demonstram uma grande falta de vontade de investir. Alguns chegam a escavar a terra com uma das patas dianteiras, olhando na direção do forcado que os provoca, talvez na esperança de que isso funcione como um aviso de investida que faça, por si só, o homem-ameaça ir-se embora dali.

Quando, finalmente, o animal corre em direção ao homem-ameaça, este salta-lhe para a cara, conseguindo, muitas das vezes, agarrar-se ao seu pescoço ou aos seus cornos. O bovino sacode a cabeça na esperança de se ver livre daquilo, mas aparecem, de imediato, mais 7 indivíduos para o imobilizar. São os chamados “ajudas”, um dos quais é “rabejador”. Este último, começa por dar vários puxões fortes ao rabo da vítima, para a destabilizar e travar, e após a imobilização, quando já não está nenhum dos seus colegas em cima dela, remata esta cena triste fazendo com que o touro se mova em círculos, para que os colegas possam abandonar o local sem correr qualquer risco de investida.

- Uma das variantes da pega de caras – “AGARRAR” -

Por diversos motivos, como o touro ser mais manso do que o desejável, ou a falta de habilidade dos forcados, quando se está a tornar difícil concretizar a pega, uma das opções de recurso, algumas vezes tomada, é o grupo, todo em “molho”, atirar-se para cima do animal. Em linguagem tauromáquica, chama-se a esta cruel variante: “agarrar”. Imagine-se o estado em que o bovino fica, com vários homens a caírem sobre os ferros terminados em arpões que tem cravados no corpo! Veja-se esta foto: http://www.touroeouro.com/index.php/page/news/3/98

- Vivo para os currais -

Existem outras variantes da pega de caras e outros tipos de pegas, como a de cernelha, mas, por vezes, após várias tentativas falhadas, nenhuma chega a ser consumada. Quando assim é, diz-se que o touro “volta vivo aos currais”. Esta expressão diz tudo!

Fonte:  Marinhenses Anti-touradas

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Tourada, uma tradição sem futuro


Quem vendeu (e quem comprou) a mentira de que os animais não sofrem e de que não são possuidores de sentimentos, cometeu e disse uma mentira colossal e nada inteligente.

E se agora alguém nos agarrasse e privasse da nossa liberdade? E se alguém se apoderasse da nossa vida, como se faz a um mero objecto pessoal, e nos torturasse? E se alguém nos levasse para um ambiente estranho e nos humilhasse, tratando-nos como um corpo sem alma? E se alguém nos matasse, a troco de umas meras palmas, desprovidas de qualquer sentimento de compaixão e de piedade? E se nos fizessem isto tudo em nome de uma tradição sanguinária e sem escrúpulos, cujo nome é conhecido por tourada? Tenho mais uma pergunta: gostariam de estar nesta situação? Eu respondo: não!

E os touros? Gostariam de estar nesta situação, ou será que são animais que retiram prazer da dor e, como tal, são sadomasoquistas? Eu volto a responder: não! Pois bem, é deste modo que eu classifico as touradas: uma tradição violenta, medieval e completamente desajustada da “suposta” evolução do homem e das sociedades.

Se nós, humanos, seres sencientes, não somos (não somos, não devemos, não podemos…) expostos a actos violentos para fins de lazer, porque é que os outros animais, também eles sencientes, podem estar sujeitos a barbaridades destas? Quem vendeu (e quem comprou) a grande mentira de que os animais não sofrem e de que não são possuidores de sentimentos, cometeu e disse uma mentira colossal e nada inteligente.

Apesar de não ser necessário, realizaram-se inúmeras investigações científicas para mostrar àqueles que têm um campo de visão estreito que, de facto, os animais não humanos (neste caso, os touros) são sensíveis à dor, têm sentimentos e, como tal, não devem ser usados e abusados com o intuito de alimentar a maldade interminável de alguns seres humanos.

Muitas vezes, nós, os defensores da abolição das touradas (em Portugal e no resto do mundo), somos acusados de sermos extremistas. Pois bem, para mim, extremismo é defender um “espectáculo” que junta e atrai pessoas para assistir à morte e humilhação pública de um animal, numa “luta” desigual e cobarde.

E o que dizer de um país que subsidia uma actividade que viola o direito dos animais? Portugal tem centenas de milhares de desempregados, famílias a passar fome, idosos a morrer sozinhos em casa, crianças sem material escolar, artistas (artistas a sério, daqueles que conseguem emocionar as pessoas sem terem de recorrer a uma bandarilha) que não têm trabalho... Torturar um animal é mais importante que tudo isto? Felizmente, cada vez há mais pessoas activas e cientes da decadência e obscuridade desta prática selvagem, ao mesmo tempo que as praças de touros vão estando cada vez mais vazias.

É tempo de acabar com este atraso cultural e deixar esta tradição viver apenas nos livros de História. Chega de vitimar touros, cavalos e pessoas em nome de uma prática sem defesa. É hora de darmos as mãos e liquidar toda esta violência gratuita (contra um ser que apenas se limitou a nascer), promovendo uma atitude de respeito pelos outros seres vivos que partilham o universo connosco. Juntos, chegaremos à abolição!

in  p3.publico

domingo, 13 de outubro de 2013

Feira de outubro 2013 UM FRACASSO!

PODIA TER ACONTECIDO O PIOR!

Encierro Feira de Outubro 2013- Vila Franca de Xira
Touros com Cornos Inteiros (são "embolados" na praça). Este vídeo revela a IRRESPONSABILIDADE da organização e da empresa "Tauroleve" que deveriam zelar pela segurança de quem assistia. 

Este touro do encierro de sábado dia 5 de outubro(mais uma cópia dos espanhóis) para a corrida, que foi mais um fracasso de bilheteira(como se pode ver nas fotos em baixo) apesar de levarem fado e flamengo para actuar nas bancadas da praça.
... os touros estavam no largo ... o encierro, imitação de Pamplona.. 
o que se vê nos corno do touro é uma bocado de rede para coberturas que tapava as tranqueiras no largo onde foram soltos(como se pode ver no vídeo)
. Este foi o 2º touro a sair da camionete e começou com investidas aos cabrestos e ao outro touro(como se pode ver no vídeo).

FRACASSOS de bilheteira
Corrida dia 5 de outubro
Corrida dia 5 de outubro.. CRIANÇAS?!!!
Corrida dia 5 de outubro.. CRIANÇAS?!!!
Mais um forcado que precisou de ser assistido...


O "sector" sol  VAZIO mas à sombra não estava melhor!

Corrida de 6 de outubro
Nem o Fado e Flamengo trouxeram mais gente à praça...
Corrida de 6 de outubro
Corrida de 6 de outubro

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

SUBSÍDIOS PARA A TORTURA!

E NÃO HÁ DINHEIRO!?!?!
O que a autarca da NOSSA terra faz ao nosso dinheiro!!!


€ 1.133.904,14 para a tauromaquia em Vila Franca de Xira
Mais de UM MILHÃO de euros de dinheiro dos contribuintes em apenas 3 anos!

2008 - € 372.845,06
€ 60.000,00 - Escola de toureio José Falcão (Relatório e Conta 2008)
€ 4.000,00 - Protocolo com a Casa dos Forcados de Vila Franca de Xira (Relatório e Conta 2008)
€ 18.214,64 - Semana da Cultura Tauromáquica (Relatório e Conta 2008)
€ 30.004,80 - Protocolo com Clube Taurino - Feira Anual de Outubro (Relatório e Conta 2008)
€ 250.475,62 - Festa tauromáquica Colete Encarnado (Relatório e Conta 2008)
http://www.cm-vfxira.pt/files/3/documentos/20090416120657864101.pdf
€ 10.150,00 - Segurança e encerramento das tranqueiras durante as esperas e largadas de touros na feira anual de Outubro - Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=1700&lk=srch


2009 - € 361.878,69
€ 4.124,74 - Protocolo com a Casa dos Forcados de Vila Franca de Xira (Relatório e Conta 2009)
€ 60.000,00 - Escola de toureio José Falcão (Relatório e Conta 2009)
€ 1.000,00 - Confederação de cidades Taurinas (Relatório e Conta 2009)
€ 236.085,32 - Festa tauromáquica Colete Encarnado (Relatório e Conta 2009)
€ 3.720,00 - Aluguer de touros - Salão do Cavalo (Relatório e Conta 2009)
€ 28.804,80 - Protocolo com Clube Taurino - Feira Anual de Outubro (Relatório e Conta 2009)
€ 16.873,83 - Semana da Cultura Tauromáquica (Relatório e Conta 2009)
http://www.cm-vfxira.pt/files/3/documentos/2010043012261208904.pdf
€ 11.270,00 - Obras de beneficiação da enfermaria da praça de touros de Vila Franca de Xira - Joaquim Euleutério e Filhos, Lda.
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=128521&lk=srch

"Execução anual do plano de actividades municipais"
http://www.cm-vfxira.pt/files/3/documentos/2010043012261208904.pdf

2010 - € 399.180,39
€ 60.000,00 - Escola de toureio José Falcão (pág. 115 Relatório e Conta 2010)
€ 288.688,36 - Festa tauromáquica Colete Encarnado (pág. 113 Relatório e Conta 2010)
€ 28.737,50 - Protocolo com Clube Taurino - Feira Anual de Outubro (pág. 113 Relatório e Conta 2010)
€ 17.648,13 - Semana da Cultura Tauromáquica (pág. 114 Relatório e Conta 2010)
€ 4.106,40 - Circuito Tauromáquico - Protocolo com a Casa dos Forcados (pág. 114 Relatório e Conta 2010)
http://www.cm-vfxira.pt/files/3/documentos/2010043012261208904.pdf



Em 2011 gastaram-se 432.125 € para a tauromaquia em Vila Franca de Xira.


Eventos tauromáquicos = 374.500 €
Protocolo Clube Taurino
e Casa dos forcados = 63.125 €


"Milhões para as touradas, farpas para o Povo"

O país vive uma grave crise económica e limitações orçamentais, e a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, ao invés de escolher apoiar a esterilização de animais abandonados e as associações locais de ajuda animal, escolheu continuar, como se nada se passasse, a atribuir verbas de milhares de euros para o Grupo de Forcados Amadores de Caldas da Rainha, tendo atribuído 13.715€30 em apenas quatro anos.

Fonte: Relatórios de contas da Secção financeira da Câmara Municipal de Caldas da Rainha

2008 - € 3.697,00
http://www.cm-caldas-rainha.pt/portal/page/portal/PORTAL_MCR/MUNICIPIO/SECCAO_FINANCEIRA/parte4.pdf

2009 – € 3.697,00
http://www.cm-caldas-rainha.pt/portal/page/portal/PORTAL_MCR/MUNICIPIO/SECCAO_FINANCEIRA/publicacao_2009.pdf

2010 - € 3.327,00
http://www.cm-caldas-rainha.pt/portal/page/portal/PORTAL_MCR/MUNICIPIO/SECCAO_FINANCEIRA/Prestacao_contas_2010.pdf

2011- € 2994.30
http://www.cm-caldas-rainha.pt/portal/page/portal/PORTAL_MCR/MUNICIPIO/SECCAO_FINANCEIRA/Prestacao_contas_2011_SITE.pdf

Fonte: Caldas da Rainha Anti-Tourada

domingo, 21 de julho de 2013

Nota relativa à "Petição por um Referendo Popular sobre corridas de touros em Portugal"

Congratulamo-nos com as iniciativas individuais contra a tauromaquia e, sempre que as consideramos válidas e potencialmente eficazes, oferecemos o nosso apoio, quer no acompanhamento que nos seja solicitado para a sua execução, quer na divulgação.

Neste caso concreto, entendemos haver alguns problemas estruturais que, não só inviabilizam à partida a iniciativa, como comprometem a eficácia e credibilidade da luta abolicionista.

A começar pela dificuldade de conciliar este referendo com o art 115/6 da CRP: este referendo poderá facilmente ser entendido como recaindo sobre mais do que uma matéria, já que são muitas as questões que estão em jogo e seria extremamente complexo condensá-las adequadamente numa pergunta de “sim” ou “não”.

 A tauromaquia divide-se em múltiplas actividades de natureza semelhante, mas regulações e conteúdos diferentes e movimenta muitos interesses que seria difícil referendar de uma vez só.

Efectivamente cremos que o caminho deverá continuar a ser o enfraquecimento progressivo da tauromaquia através de acções que asfixiem o seu financiamento, e a aceitação pública de que ainda usufrui.

VilaFranquenses Anti-tauromaquia

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Fernando Rocha depois do Encontro de 1ºgrau com o touro!


Fernando Rocha depois do Encontro de 1ºgrau com o touro!

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/07/07/humorista-fernando-rocha-e-um-dos-feridos-nas-largadas-de-touros-em-vila-franca-de-xira





Pedro Menezes Antes estava de nariz empinado, agora vai cabisbaixo... Desceu à realidade!
Não gosto · Responder · 5 · Domingo às 20:11

    VilaFranquenses Anti-tauromaquia Hoje deve estar lindo e negro
    Gosto · 1 · Domingo às 20:37
    Ana Maria Gonçalves pra mim ele tava morto
    Gosto · Segunda-feira às 0:06
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Os Peludos da Mélinha Devia ter sido entre as pernas, para a próxima não ia de certeza!
Responder · Exibir · Segunda-feira às 16:04
Eugenie da Rocha os piores sao as pessoas que assistem a essas merdaq de touradas
Não gosto · Responder · 1 · Segunda-feira às 13:43

    VilaFranquenses Anti-tauromaquia O pior são os responsáveis por estas festas! Promovem a tortura de animais. As pessoas estão lá porque querem!
    Gosto · Segunda-feira às 13:50
    Eugenie da Rocha se nao ouvesse ninguem que assistise ...acabariam por terminar CRUELDEDE meu DEUS so se ve miseria contra os ANIMAIS e depois ainda dizem que a crise para parvoises Portugal os portugueses fazem parte .Por isso so tenho pena dos ANIMAIS .Tenho pena nao viver no Pais porque quando vou de ferias meu DEUS é so patudinhos na rua ou acorentados .....
    Gosto · Segunda-feira às 14:22 · Editado
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VilaFranquenses Anti-tauromaquia http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/07/07/humorista-fernando-rocha-e-um-dos-feridos-nas-largadas-de-touros-em-vila-franca-de-xira
Gosto · Responder · Segunda-feira às 9:59
Marta Antunes só la vai quem quer... se não tem pernas para correr não se meta nelas....
Não gosto · Responder · 1 · há 11 horas
Jose Santos hahahahahahahahaha
Não gosto · Responder · 1 · Segunda-feira às 13:03
Maria Manuela Rangel Coitadinho, coitadinho, coitadinho! Só foi pena não ser pior, porque ninguém o mandou pôr-se à frente do touro! É benfeito, mesmo benfeito...
Não gosto · Responder · 1 · Segunda-feira às 11:57
Laura Sousa Tadinhos! Só é pena não ficarem mesmo magoados para acabarem de uma vez com a brincadeira!
Não gosto · Responder · 1 · Segunda-feira às 11:36
Maria Manuela Rangel COITADINHO!!!
Não gosto · Responder · 1 · Segunda-feira às 5:51
Teresa Meneses
Não gosto · Responder · 1 · Domingo às 20:23
Bernardo E Carla Fernandes Nojo !!! e a palavra certa
Não gosto · Responder · 1 · Domingo às 20:21

Nas esperas/largadas o touro não sofre


Argumento:
- Nas esperas/largadas o touro não sofre...

Claro que não, ele está ali de livre e espontânea vontade.
No existe sofrimento?
Lembrem-se que desde que nascem, estes animais(touros de lide) sofrem horrores, são afastados do seu habitat, são ferrados com ferros em brasa, são PICADOS nas "tentas" onde fazem a selecção(?) da bravura(?), são usados e espetados tal como o touro adulto(4-5 anos).


NENHUM TOURO DE LIDE ATINGE OS 6 ANOS, COM EXEPÇÃO DOS TOUROS QUE RETORNAM AO CAMPO PARA SEMENTAL.
COMEÇAM A SER TORTURADOS DESDE QUE NASCEM...

- As idades dos bovinos de lide...

Vitelos – até 6 meses de idade. Peso até 120 Kg
Bezerros - até aos 2 anos. Peso entre os 120 e os 300 Kg
Garraios - entre 2 e 3 anos. Peso entre 250 e 350 Kg
Novilhos - entre 3 e 4 anos. Peso entre 250 e 400 Kg
Touro - mais de 4 anos. Peso até 600 Kg

- Expectativa de vida...
Bovinos -- 17 - 25 (30)

As verdadeiras vítimas....
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.347099768718700.78410.305023079593036&type=3




domingo, 7 de julho de 2013

“Sou um pregador da cirurgia taurina”

Luís Ramos, 33 anos, cirurgião e aficionado 
foto“Sou um pregador da cirurgia taurina”

 17-08-2005
 
A especialidade da cirurgia taurina não existe e, provavelmente, nunca irá existir. Mas a especificidade das lesões causadas por toiros com mais de 500 quilos, por vezes em pontas, e com uma musculatura muito forte obriga a um estudo permanente dos danos causados nos órgãos e tecidos. Os cirurgiões aprofundam soluções para salvar as vítimas e minimizar o seu sofrimento.
Luís Ramos, natural de Vila Franca de Xira, tem apenas 33 anos, mas possui uma vasta experiência nesta área. Desde que chegou ao Hospital de Vila Franca de Xira, há 11 anos e como estagiário, o médico começou a acompanhar as vítimas das cornadas. O gosto pela festa brava vem desde pequeno quando acompanhou o pai nas esperas de toiros e nas corridas pela Feira de Outubro e Colete Encarnado. Nunca sonhou ser toureiro ou forcado, mas cedo percebeu que tinha o gosto por socorrer as vítimas da festa brava.
Foi com naturalidade que, enquanto fez a especialidade de cirurgião, se dedicou à cirurgia taurina e começou a trocar experiências com especialistas espanhóis através da Internet. Os convites para participar em congressos e colóquios começaram a aparecer. Hoje Luís Ramos é conhecido como “o cirurgião dos toiros” de Vila Franca. “Sou o pregador da cirurgia taurina”, refere.
Como aficionado, Luís Ramos é um defensor da corrida integral com toiros picados e mortos na arena. O cirurgião não aceita que se sujeite o animal ao sofrimento de esperar horas e dias para ser abatido após uma corrida. “Deve ser logo abatido e posto à carne”, diz.
Vilafranquense e defensor das tradições, Luís Ramos não esconde a tristeza pela falta de público na praça Palha Blanco e aponta “o preço excessivo dos bilhetes e a falta de seriedade de alguns cartéis, ao longo dos últimos anos, como causas principais do afastamento dos aficionados. 
O médico gostava de ver aparecer novas figuras da terra que pudessem atrair novos públicos. “Há um vazio de referências”, explica. Luís Ramos considera que a autarquia e as escolas do concelho têm um papel importante na divulgação e promoção da festa brava e podem ajudar a captar novos aficionados.
Nelson Silva Lopes