Mostrar mensagens com a etiqueta ANTI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ANTI. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A Verdade das Mentiras

Excluimo-nos de qualquer comentário porque as palavras e os factos falam por si!
Nos blogs da tauromáfia  pode ler-se:

Anti Taurinos provocam aficionados em Alcochete

Uma manifestação anti taurina, marcou este domingo a corrida de Alcochete.
Uma dezena de apoiantes da casa anti taurina, insultavam tudo e todos à passagem dos aficionados que se dirigiam para a praça de touros alcochetena, estando devidamente salvaguardados pela Guarda Nacional Republicana.
Perto do início da corrida os animos exaltaram-se, havendo mesmo uma pequena escaramuça entre os anti taurinos e aficionados, prontamente sanada pela GNR, sem que ninguém tenha sido identificado.
Os manifestantes foram depois escoltados pela GNR, para fora da Vila de Alcochete, terminando assim este triste episódio.
A luta pela causa anti taurina está cada vez mais perigosa e é tempo de as autoridades competentes tomarem uma atitude, pois vivemos numa democracia, e cada um é livre de fazer as suas escolhas culturais. 
touroeouro



Anti-Taurinos perturbam e ofendem em Alcochete

Os anti-taurinos realizaram ontem (09/08/2015) uma manifestação nas imediações da praça de toiros de Alcochete, dentro do recinto da feira e pouco tempo antes da corrida agendada para as 18h00.
O grupo de pessoas, munido de megafones e de cartazes, ofendiam continuada e reiteramente a honra dos transeuntes, dos artistas, dos aficionados, do público e da generalidade dos visitantes da feira, gritando impropérios a quem passava.
Por mais pacificistas que sejamos nós aficionados e por mais que queiramos ignorar estas pessoas que parecem acreditam que praticam o bem, é difícil aceitar esta constante ameaça e atentados contra a honra.
É do conhecimento comum e geral que as Festas do Barrete Verde e das Salinas estão íntima e intrinsecamente ligadas ao toiro e à tauromaquia.
Daí que, ou os anti-taurinos desconheciam esta óbvia factualidade ou acharam pertinente manifestar-se precisamente nesta feira, onde a tradição e o amor à festa brava é visível e indiscutível.
O direito à manifestação foi reconhecido em 1974.
No entanto, o mesmo decreto-lei que autoriza este tipo de manifestação salvaguarda a moral, os direitos das pessoas singulares e a ordem e tranquilidade públicas.
Ou seja:
Nenhuma manifestação deste tipo deve ser autorizada nestas condições.
Primeiro, porque apesar da suposta «paz», os anti-taurinos não se eximem a tecer comentários ofensivos da moral, do bom nome e da honra das pessoas que, no uso da sua liberdade, se encontram numa feira ou a entrar num espectáculo que é legal, conforme ao direito, aos usos e costumes!
Segundo, porque a presença destes anti-taurinos, com os seus megafones e cartazes ofensivos é susceptível de perturbar grave e efectivamente a ordem e a tranquilidade públicas, e, do mesmo passo contrária à lei – por colidir com o livre exercício de direitos de outras pessoas.
Terceiro e acima de tudo – o BOM SENSO, dita-nos que, nestas circunstâncias concretas, por melhores que se julguem as intenções dos ditos anti-taurinos, os benefícios que dali retiram são evidente, nítida e inequivocamente inferiores aos prejuízos que causam na moral e direitos dos aficionados!
solesombra

sexta-feira, 27 de março de 2015

Se acabarem as touradas acabam os touros bravos?

«Perceberam agora?», perguntou a Helena Matos, «Que se acabarem as touradas acabam os touros bravos?»(1) e, como exemplo, deu uma notícia que não tem nada que ver com touradas mas com gado abandonado (2). À parte da incoerência, o argumento de continuar as touradas para preservar os touros bravos é uma treta. 

O touro bravo não é uma espécie. É seleccionado e criado para ser agressivo mas não tem importância para a diversidade genética dos bovinos. Nem é uma coisa muito natural. «A raça Brava resulta de um processo de selecção e transformação, até à obtenção de um animal que, não perdendo as suas características de investida, permite ser submetido, através do toureio»(3). É um bicho de circo. Se deixarem de criar estes animais, biologicamente não se perde nada. 

O argumento de que se crie o touro bravo pelo valor ecológico do montado também não colhe, e até é inconsistente. É verdade que o montado é um ecossistema importante, com grande biodiversidade e abrigando espécies em perigo como o Lince Ibérico e a Águia Imperial. Tem também um grande valor económico, por exemplo pela produção de cortiça. Mas o touro não faz lá falta e, se o montado é assim tão importante, certamente que não vai desaparecer só por se deixar de fazer touradas. Os montados em Portugal estão legalmente protegidos e, ao contrário do que este argumento assume, o mais plausível é que os proprietários das ganadarias simplesmente aproveitem os montados para criar estes touros. Não é plausível que os montados só sejam úteis por causa dos touros. Parece-me contraditório afirmar que o montado é muitíssimo importante mas que sem o touro bravo ninguém quer montados para nada. 

Mas o maior erro da Helena Matos é julgar que torturar os animais em espectáculos públicos é uma forma adequada de os proteger. Se quisermos preservar o touro bravo, então o melhor será criar reservas naturais para esses animais. A solução da Helena faz tanto sentido como incentivar as lutas de cães para promover a criação do Dogue Argentino. Mas isso, dirão os aficionados da tauromaquia, é uma coisa completamente diferente. A tourada é uma tradição milenar na qual o bravo animal é homenageado pelo público por enfrentar o sofrimento até à sua gloriosa morte. A luta de cães, pelo contrário, é um espectáculo bárbaro e antiquada no qual a assistência se entretém vendo animais a sofrer até à morte. Perceberam agora? 

1- Blasfémias, Perceberam agora?
2- Esta, no Jornal de Notícias, mas ver também esta, no Público, mais detalhada.
3- Café Portugal, Touro bravo é estudado na Faculdade de Medicina Veterinária



Fonte: ktreta

quinta-feira, 13 de março de 2014

A criação de um toiro bravo

O Mirante dos Leitores

Edição de 2014-03-13

Se é por “paixão louca” por um animal que nos pomos a criá-los para ao fim de 4 anos os despacharmos para serem mortos depois de servirem de divertimento ao serem torturados numa qualquer praça de touros... (???!!!)...bom, deixemo-nos de paixões loucas, então! Fiquemo-nos só pelo “gostar” de animais! E por favor, não passemos a ter paixões loucas por pessoas ! 
A tourada tem os dias contados, como tantas outras formas de crueldade, tanto em Portugal como nos outros (poucos) países em que ainda sobrevive esta “paixão louca”. De facto, gostar de andar a espetar ferros no lombo de um bovino mostra bastante loucura, sim... E atribuir emoções de que só um ser humano é capaz, como o “humilhar”, a um bovino... enfim, poderá chamar-se transferência de sentimentos do ser humano para o bicho, mas não deixa de mostrar uma certa insanidade de quem nisso acredita... Por favor, avancemos para o Século 21 e acabemos com estas perversidades! As arenas de Roma também já passaram a museu!

Fernanda Correia

Não gosto de touradas como não gosto de muitas outras coisas. Percebo que quem cria um animal como um toiro bravo não o faça apenas por ser um bom ou mau negócio. Já não tenho a mesma opinião relativamente a quem cria animais em reservas de caça para proporcionar o prazer a quem tem dinheiro para isso, de os perseguir e matar a tiro. Não consigo perceber porque há tanta contestação às touradas comparativamente com a contestação à caça, por exemplo. Já nem sequer falo das crianças que poucos querem adoptar por ser mais fácil protestar contra toureiros do que fazer feliz uma criança. O mundo é mesmo uma grande porcaria e o homem é que o faz assim.

Jorge Calvão

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Antitaurina colhida violentamente por um toiro...

Uma activista Anti-tauromaquia foi violentamente colhida por um toiro,  num festejo popular taurino onde andava a colher dados para uma reportagem ANTI. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tourada, Não! Abolição!

Tortura é Cultura? 

Sempre justificadas como tradição, as corridas de touros – vulgarmente conhecidas como touradas – são, na verdade, um dos costumes mais bárbaros de um sector minoritário e ultrapassado da sociedade portuguesa. Por trás da suposta bravura dos cavaleiros tauromáquicos, dos bandarilheiros, dos forcados e dos demais intervenientes neste espectáculo medieval e degradante, esconde-se uma triste e horrível realidade – a perseguição, molestação e violentação de touros e cavalos que, aterrorizados e diminuídos nas suas capacidades físicas, são forçados a participar num espectáculo de sangue em que a arte é a violência e a tortura é a cultura.

O Touro Bravo enfraquecido para a Tourada

A vergonhosa realidade das touradas começa no seu princípio, quando os touros – principais vítimas desta barbaridade (além dos cavalos e das vacas, assim como dos novilhos, quando são usados ainda enquanto bebés e jovens) –, depois de terem já perdido cerca de 10% do seu peso na viagem da ganadaria (onde são criados e onde estão habituados a uma vida tranquila) para a praça de touros, devido ao stress, são mantidos nos curros, até à hora de entrarem na arena, onde a angústia e o medo vão sendo cada vez mais crescentes. Junta-se a isto o sofrimento físico, que aqui começa, não só porque os animais são conduzidos com aguilhões e à paulada, mas também porque, entre outros métodos de preparação, sofrem o horror de terem os seus chifres serrados, a sangue frio, para serem embolados (nas touradas portuguesas, os touros não têm sequer os seus chifres inteiros e expostos, para terem uma oportunidade mínima de se defenderem).

Tourada é Cobardia, Não é Valentia


Ao entrar na arena, os touros vão já fortemente enfraquecidos e feridos (devido aos chifres serrados a sangue frio antes da tourada), além de apavorados. O pânico do touro é tão grande, que fugiria deste cenário aterrorizador, se tivesse essa possibilidade. Ao contrário do que os defensores das touradas alegam, é possível observar a expressão de medo e de confusão dos touros sempre que entram na arena, e que se agrava quando a tortura da tourada se acentua, à medida que as bandarilhas e os restantes ferros (que podem ter comprimentos variáveis entre os 8cm e os 30 cm, além de terem arpões na ponta, para se prenderem à carne e aos músculos dos animais, rasgando os seus tecidos e provocando-lhes um sofrimento atroz, além de febres imediatas, acrescidas de um enfraquecimento acentuado pela perda de litros de sangue).

Cavalos – As Outras Vítimas das Touradas

Se os touros adultos e os novilhos (bebés e jovens) são vítimas das horríveis touradas, também os cavalos são brutalizados neste espectáculo de perversão e divertimento cruel. Na tourada à portuguesa, os cavaleiros tauromáquicos fazem o comum toureio a cavalo, expondo o cavalo às investidas que os pobres touros tentam, embora em vão, sempre para se tentarem defender. A cobardia dos cavaleiros tauromáquicos é tal, que, montando cavalos, cravam os ferros enormes no dorso dos touros, sem se exporem a qualquer perigo, enquanto os cavalos tentam esquivar-se, sofrendo com o pânico de se confrontarem com os touros, sendo comum ficarem feridos pelos chifres e pelas pancadas dos touros. Além disso, ao usarem esporas e ao serem extremamente agressivos com os cavalos para os forçarem a dirigirem-se aos touros, os cavaleiros rasgam as costelas dos cavalos, que ficam severamente feridos, sangrando consideravelmente.

Tourada é Tortura, Não é Arte nem Cultura!

Todo o decorrer da chamada corrida de touros à portuguesa consiste na “lide” de seis touros, habitualmente. Cada um dos touros é primeiro toureado pelo cavaleiro tauromáquico, que lhe crava cerca de quatro ferros compridos e, como referido, com amplos arpões na ponta. Seguidamente, é comum entrar em cena o bandarilheiro, que faz o toureio a pé, “lidando” um touro já febril, brutalmente enfraquecido, confuso e assustado. O bandarilheiro espeta, habitualmente, mais quatro farpas no dorso do touro, que assim vai continuando a ser exposto a todo este horror. Segundo os defensores da tourada, este espectáculo – que de nada mais se compõe a não ser da crueldade contra touros (e cavalos) – é uma arte, património da cultura portuguesa. Não será antes, objectivamente, um acto de tortura?

O Público da Tourada Aplaude a Violência e Regozija-se com o Sofrimento

Enquanto o touro é brutalizado na tourada, e enquanto o cavalo é também vítima desta brutalização, enquanto o sangue de ambos os animais escorre e mancha a arena em que este acto deplorável acontece, não são apenas toureiros (cavaleiros tauromáquicos e bandarilheiros) que participam nesta festa de sacrifício de animais – existe um público presente que, por minoritário que seja na sociedade portuguesa, aprecia e aplaude a violência a que assiste, regozijando-se com o sofrimento bárbaro que ali é infligido aos animais.

Os Forcados e a Pega, Ou a Continuação da Tortura

Depois do toureio, vem a “pega”. Os forcados, um grupo de dez indivíduos que vem “pegar” o touro, são habitualmente considerados os mais “bravos” de todos os intervenientes na tourada, onde nada mais do que cobardia, perversão e indecência se encontra. A “pega” consiste em enfrentar um touro que tem cerca de oito ferros cravados no dorso, que está gravemente febril e que já perdeu muitos litros de sangue, com a “bravura” de dez indivíduos que atacam um animal nestas condições, puxando-o, empurrando-o, pontapeando-o e esmurrando-o, puxando-lhe o rabo, por fim. Na tourada, na altura da pega, o touro é já praticamente incapaz de se manter de pé de forma minimamente capaz, pelo que a bravura dos forcados e da pega é, na verdade, um aproveitamento indecente de um animal severamente ferido.

Associações Académicas, Instituições de Beneficência e Igreja Católica Promovem Tortura de Animais

O escândalo das touradas é maior do que a própria existência de um espectáculo destes ser permitida pela lei de um país supostamente civilizado e apoiado por um público, ainda que residual e certamente perturbado. Algumas associações académicas, como a Associação Académica de Coimbra e a Federação Académica do Porto, apoiam garraiadas (touradas com “garraios”, ou seja, touros jovens ou ainda não totalmente desenvolvidos), como a Garraiada Académica de Coimbra, ocorrida há alguns meses em Coimbra, na qual estas imagens foram captadas. E, como se o envolvimento de associações de estudantes universitários neste genocídio não fosse já suficientemente grave, a própria Igreja Católica, nomeadamente através da Rádio Renascença, apoia e organiza touradas em Portugal. Diversas instituições particulares de solidariedade social estão também envolvidas nesta vergonha, nomeadamente as Santas Casas da Misericórdia, sendo a maioria destas proprietárias da maior parte das praças de touros portuguesas

Depois da Tourada, A Violência e o Sofrimento Seguem-se nos Curros

Depois da tourada, com o toureio a cavalo, toureio a pé e pega, cada touro regressa aos curros, horrivelmente ferido, com um sofrimento agonizante, onde, uma vez mais a sangue frio, lhe será cortada a carne e os tecidos musculares para lhe serem arrancados os ferros com os seus arpões, que lhe foram cravados durante a tourada. A dor é indescritível. Tanto nas touradas à portuguesa, sejam corridas de touros ou garraiadas, como nas largadas, touradas à corda, ou mesmo nas sortes de varas, tentas públicas e touradas de morte que, embora ilegais, acontecem em Portugal com a permissão das autoridades, os touros (e os cavalos) são as vítimas de um espectáculo com características extraordinariamente cruéis, envergonhando Portugal, por ser um país em que cerca de 3.000 touros e 100 cavalos por ano sofrem indefesos o mal que é a tourada.