Integrada na Federação Internacional de Escolas Taurinas, a "Tauroleve" em colaboração com a Escola de Toureio "José Falcão" levará a efeito a partir de hoje na "Palha Blanco", a IV Feira de Novilhadas da Federação Internacional de Escolas Taurinas.
O ciclo de novilhadas contempla dois espetáculos, dias 29 e 30 de Setembro pelas 17 horas,
(...)
Com preços simbólicos de 3 euros por espetáculo, ninguém pode ficar indiferente ao apoio destes jovens valores da tauromaquia.
in farpasblog
PELO MENOS VAMOS TER MENOS UMA CORRIDA(mas fazem 2 novilhadas, pior)
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domingo, 30 de setembro de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
O sonho de matar na arena
Visitámos as três principais escolas de toureio do País, onde se treina para um objectivo difícil: ser matador de touros.
Aos 16 anos, Diogo Peseiro não tem grandes dúvidas sobre a sua vocação: "O toureio é uma arte que eu amo. Desde sempre que está presente no meu corpo". Começou a aprender as lides do toureio apeado aos cinco anos, mas uma operação cirúrgica fê-lo parar por algum tempo. Agora aposta tudo no desejo de ser matador. "Entrei na Academia do Campo Pequeno há um ano e tenho sentido uma grande evolução. A escola está a dar-me excelentes oportunidades para concretizar os meus sonhos."
Diogo faz parte do grupo de cerca de 20 alunos que aprende na Academia de Toureio do Campo Pequeno, em Lisboa. Sob a orientação dos maestros Rui Bento Vasques e José Luís Gonçalves, ambos antigos matadores, jovens dos oito aos 21 anos lutam por um lugar na arena, onde sabem que só os melhores conseguem chegar. "Sabemos que a maior parte destes jovens não vai chegar a matadores. É um mundo muito competitivo e as oportunidades são poucas. Mas, pelo menos, temos a certeza de que vão sair daqui novos aficionados da festa brava, que ajudarão a que esta arte continue viva em Portugal", explica o maestro José Luís Gonçalves, de 46 anos, que se retirou em 2010.
ESCOLAS UNIDAS
Os jovens talentos do toureio a pé têm agora uma nova oportunidade de se mostrarem ao grande público. A Academia do Campo Pequeno juntou-se à Escola José Falcão, de Vila Franca de Xira, e à Escola de Toureio da Moita para fazerem uma série de 12 novilhadas integradas em corridas de touros. A primeira acontece já este domingo, dia 6 de Maio, em Vila Franca de Xira. Ao longo da temporada, as novilhadas vão passar pelas praças da Moita (26 de Maio), Arruda dos Vinhos, Salvaterra de Magos, Montijo (todas em Junho), Alcochete, Coruche, Caldas da Rainha (Agosto), Montemor-o-Novo, Nazaré e Sobral de Monte Agraço (Setembro). A grande final acontece no Campo Pequeno, em Lisboa, a 27 de Setembro.
Por estes dias, os alunos das três escolas intensificam os treinos para mostrar a sua galhardia na arena. Em Vila Franca de Xira, a Escola José Falcão é a mais antiga do País. Fundada em 1984, usa o nome de um dos maiores matadores de touros portugueses. José Falcão morreu em 1974, mas o seu nome perdura na memória dos aficionados.
Hoje, os oito alunos da escola têm por maestro Vítor Mendes, matador ainda no activo, com uma carreira de quase 40 anos nas arenas. Tal como nas outras escolas, o treino de salão (na arena, com modelos que simulam o touro) completa-se com visitas ao campo. É nos tentaderos - sessões organizadas pelas ganadarias em que os novilhos são postos à prova para se testar a sua bravura - que os jovens toureiros têm as primeiras oportunidades de enfrentar um animal.
TOUROS NO CAMPO
A Herdade da Adema, propriedade da famosa ganadaria Palha, foi o cenário de um desses tentaderos, em que participaram cinco alunos da Escola José Falcão. Na presença do maestro Vítor Mendes e de um matador espanhol, entre outros convidados, Tiago Santos, de 19 anos, foi um dos que teve oportunidade de tourear na arena da herdade. "Comecei aos 11 anos, quando o meu pai me levou à escola do Montijo. Hoje estou na categoria de novilheiro sem picadores, mas espero chegar ainda este ano a novilheiro com picadores." O próximo degrau é ser matador de touros. Então poderá trocar os novilhos (touros com menos de três anos) por animais adultos e peso superior.
Em Espanha - pátria incontornável para quem quer fazer uma carreira no toureio a pé -, os jovens têm a oportunidade de ir à arena e matar novilhos desde cedo. Tiago Santos aproveita todas as oportunidades. "No ano passado fiz 20 corridas. Toureei em Espanha, França e na América." São 32 os animais que morreram às suas mãos. "Matar um touro é uma mistura de vários sentimentos. Sentimos que nos superamos a nós próprios, é inexplicável." Apesar da muita experiência acumulada, Tiago não sabe ainda quando poderá ascender à categoria de matador: "Este é um mundo mais de vencidos do que de vencedores. Chegar a matador é sentir-se preparado. É preciso estar à altura." Com o 12º ano feito, aposta tudo na carreira tauromáquica. Não põe de parte a ideia de ir para a universidade, mas para já concentra-se nos touros.
Vítor Mendes é severo com Tiago na arena. Corrige-o à frente de todos, irrita-se quando o vê fazer gestos incorrectos. No final, explica que não há espaço para paternalismo ou paninhos quentes no toureio. "Só somos exigentes com aqueles que têm talento. Para se ser matador é preciso procurar a perfeição."
Outro aluno da Escola José Falcão é Pedro Noronha, de 17 anos (que estará hoje na corrida de Vila Franca de Xira). Nascido em Lisboa, conta que desde pequeno vai às corridas com os pais. Entrou na Escola José Falcão em Setembro de 2007 e hoje é novilheiro sem picadores. "Desde pequeno que gosto da arte do toureio a pé." Já fez novilhadas e espectáculos de variedades taurinas, mas ainda não teve oportunidade de matar um novilho: "Sei que esse dia virá". Pedro sublinha a importância das visitas às ganadarias: "Podemos estar mais perto do touro e ver o seu comportamento no campo. Temos também a oportunidade de tourear um animal, o que é fundamental para a nossa formação."
DO CAVALO PARA O CHÃO
Foi para conhecer melhor os terrenos do touro que Maria Mira, de 21 anos, entrou para a Academia do Campo Pequeno. "Comecei por tourear a cavalo em 2007. Neste momento sou praticante. Sempre gostei muito do toureio a pé e para mim é essencial saber tourear a pé para fazê-lo bem a cavalo", explica. Maria aprendeu a montar com o pai, mas demorou até que os pais se convencessem da sua vontade. "Sempre disse que queria ser toureira, mas ninguém me levava a sério. Só quando fiz 16 anos é que o meu pai percebeu que estava mesmo convencida disto."
Maria Mira espera seguir os exemplos de Ana Batista e Sónia Matias, duas cavaleiras portuguesas que se impuseram num mundo normalmente associado a homens. "O meu grande objectivo é tirar a alternativa como cavaleira, mas não ponho de parte a hipótese de me dedicar ao toureio a pé. Veremos o que o futuro me reserva", explica esta estudante de Línguas, que vem de Évora todas as semanas para treinar no Campo Pequeno, em Lisboa.
TRADIÇÃO NA MOITA
Terra de aficionados, a Moita já teve várias escolas de toureio a pé. A Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita abriu há um ano e conta com um filho da terra para ensinar os mais novos. Luís Procuna, de 29 anos, é matador há nove. Aprendeu ali na Moita e fez-se matador em Espanha, onde tirou a alternativa e onde passa grande parte do ano. "Para se ser matador é preciso passar por Espanha. Só lá se pode matar o touro na arena, é a pátria por excelência do toureio", explica o matador. Com a ajuda do bandarilheiro Júlio André, ensina aos cerca de 30 alunos as três artes do toureio a pé - o capote, as bandarilhas e a muleta. Esta última esconde a espada, usada para matar o touro na arena, manobra proibida em Portugal.
João Rodrigues, de 16 anos, é um dos jovens mais promissores da escola, numa terra que já formou matadores como Nuno Manuel ‘Velásquez' ou Sérgio Santos ‘Parrita'. Ambos tiveram de deixar a carreira de matadores pelas bandarilhas, sinal da extrema competitividade de uma profissão de elite. João dá os primeiros passos da sua caminhada: "Já participei em nove corridas, sempre em Portugal. Gostava de seguir esta arte e de ser um matador de touros." Nascido no Montijo, o irmão mais velho foi forcado mas abandonou a vida taurina. Empenha-se nos treinos, três vezes por semana, para alimentar o sonho de ser matador. "Sei que tenho de ir para Espanha para triunfar, mas estou preparado para isso."
Ainda não tem o traje de luzes, o fato que os toureiros levam à arena. Feito em Espanha, um traje custa entre três a seis mil euros. Um investimento grande que um toureiro terá de fazer para vingar num mundo em que se pode ganhar muito dinheiro, mas ao qual só os mais capazes têm acesso. João Rodrigues quer estar entre eles.
ESCOLA ESPANHOLA
O colega Diogo Damas, de 19 anos, fez um percurso diferente. Começou aos nove ano na Escola de Toureio da Azambuja (ainda em actividade). Há dois anos esteve na cidade espanhola de Badajoz, numa escola exclusivamente dedicada aos touros. "Lá era diferente. Éramos 90 alunos, treinávamos todos os dias, fazíamos muitos tentaderos e íamos à arena." Diogo aprendeu o que é ir à arena e enfrentar a apreciação do público. Matou novilhos em arena. "É uma sensação diferente, o público reage com muita intensidade ao que fazemos. Quando se mata um touro, submetemo-nos ao julgamento das bancadas. Se as pessoas acenarem um lenço branco, é sinal de que triunfámos. São-nos então dadas as orelhas do novilho. Se falharmos, o público guarda os lenços e saímos da arena sem nada. A mim aconteceu-me de tudo, houve dias melhore e outros piores."
As diferenças também se notam no treino: "Na escola espanhola somos treinados para entrar a matar, que é a parte mais difícil. Aqui o treino é mais diversificado, treinamos o capote, as bandarilhas e a muleta." Outra diferença é o modo como se tratam os animais: "Em Portugal não se pode picar o touro, e por isso a investida é muito mais bruta. Os touros picados em Espanha investem com mais suavidade, ficam mais fáceis de trabalhar", explica Diogo Damas.
GÉMEAS BEM DIFERENTES
Na arena da Moita destacam-se duas raparigas praticamente iguais. Paula e Ana Santos, de 13 anos, treinam na escola da Moita há um ano. Paula não tem dúvidas: "Eu quero ser matadora. Desde que me conheço que já não vejo outra coisa. Gosto muito disto". Conhece o pior lado do toureio a pé: "Já levei muitas cornadas. Custa, mas o importante é voltarmos." Apesar do ar franzino, já mostrou valentia a enfrentar vacas no campo. A irmã gémea está menos convencida. "Ainda não sei o quero fazer. Mas gosto mais de cavalos, se pudesse seria cavaleira. Ainda estou à procura de uma pessoa que me ensine."
Outra colega de escola mostra que as portas das arenas estão abertas às mulheres. Ana Marques, de 14 anos, também está na escola desde a abertura. Gosta das lides dos touros, mas para ela o futuro não será por ali. "Estou aqui para aprender mais. Sempre tive medo de touros, mas convidaram-me para vir experimentar e gostei. Mas não quero seguir esta carreira. Tenho medo de ser apanhada e ficar ferida e quero seguir carreira na representação." Uma cornada de uma vaca, uma voltareta na linguagem dos toureiros, deixou-lhe marcas no corpo e na mente. "Fiquei com uma grande nódoa negra nas costas, os meus colegas de escola disseram-me que eu era maluca por andar aqui." O seu futuro não deverá passar pelas arenas, mas garante que a aprendizagem do toureio vai deixar marcas: "O gosto pelas corridas de touros vai durar sempre."
O maestro Luís Procuna sublinha a importância de haver raparigas a querer aprender. "É muito bom, até para as mulheres verem que o mundo das touradas não está fechado nos homens. Há muitas mulheres de classe nas arenas." A espanhola Maria Paz Vega é hoje a mais conhecida matadora de touros. Em Portugal, há muito que não se vê uma mulher tourear a pé. Os mais velhos lembram Ana Mendia, da Azambuja, que brilhou nas arenas nos anos 70.
Na escola estão desde crianças de seis anos a adolescentes à beira da maioridade. As taurinhas - estruturas com cabeça de touro e rodas de bicicleta usadas para treinar as manobras com os touros - fazem as delícias dos mais novos, mas o treino é exigente para todos. "Fazemos treino físico durante uma hora e mais duas de exercícios com os pitons (cornos) e as taurinhas. Há três treinos por semana, mas no Verão abrimos a praça todos os dias. É fundamental estar no melhor da forma", explica o bandarilheiro Júlio André, um dos professores da escola da Moita.
ARTE CONTESTADA
Nos últimos anos cresceram os movimentos que defendem o fim das touradas, vistas por estes militantes como um espectáculo cruel para com os animais. Os que agora se iniciam no toureio sabem que aquilo que fazem é criticado por muitos, mas isso não os demove. Tiago Santos, da Escola José Falcão, pede mais respeito a quem contesta as touradas: "Eu percebo porque é que há pessoas que dizem que a tourada é um espectáculo bárbaro. Estão no seu direito. Desde que não tentem prejudicar-me a mim e aos meus não me importa. Mas gostava que as pessoas percebessem a razão das coisas. Era bom que procurassem entender esta arte. Há quem prefira a morte do toureiro à morte do touro e isso não posso aceitar."
Em Espanha e em Portugal várias vilas e cidades declaram-se antitaurinas. Vítor Mendes tirou a alternativa como toureiro em Barcelona, praça hoje fechada. "É uma questão política, mas tenho a certeza de que a praça vai reabrir em breve", diz o matador português.
Luís Procuna aponta a fraca capacidade de resposta do mundo taurino aos ataques de que têm sido alvos. "Os movimentos de defesa dos animais estão unidos na contestação. Nós, que vivemos da tourada, pouco fazemos para nos unirmos na sua defesa. Fala-se muito, mas faz-se pouco para responder aos ataques."
Ninguém espera que em Portugal se altere a lei que proíbe a morte dos animais na arena. Quem quer ser matador tem de ir para Espanha. O sul de França e os países da América Latina são uma extensão natural de um mercado que conta com milhões de aficionados. Em Portugal, o toureio a pé tem perdido terreno para os cavaleiros e forcados. "Não é possível fazer mais de 25 corridas por ano. Espero que venha uma nova geração que possa contribuir para mudar as coisas", diz o matador Luís Procuna.
"O MAIS IMPORTANTE É FORMAR AFICIONADOS"
(Vítor Mendes, 54 anos, matador de touros desde 1974, ensina na escola José Falcão)
Nasce-se matador ou treina-se para se ser matador?
- Creio que se nasce matador. Para se chegar ao nível mais alto tem de ser ter uma qualidade e um talento inatos. O resto faz-se pela aprendizagem.
Estamos a viver uma crise de novos valores no toureio a pé?
- Para descobrirmos novos talentos temos de ir à mina e escavar à procura de pedras preciosas. É preciso criarem--se oportunidades. Dos 40 miúdos que estão inscritos nas escolas de Portugal, julgo que haverá quatro ou cinco com qualidade para chegarem mais longe. Houve uma sequência no toureio a cavalo, em que as novas gerações sucederam às anteriores. No toureio a pé surgiram três ou quatro nomes, que por uma série de razões acabaram por não vingar.
Os jovens percebem que estão a querer entrar num mundo altamente competitivo, que os obriga a ir para Espanha?
- Não podemos olhar só para as escolas de toureio com o objectivo de formar novos profissionais. Estamos a formar jovens com conhecimento do toureio, o que é muito importante. Importa que sejam bons aficionados e que se entusiasmem com os touros.
Como tem corrido esta nova experiência como formador?
- Aqueles que chegam à escola têm origens sociais e valores muito distintos entre si. Tem sido gratificante verificar o empenho deles em aprender.
NOTAS
CICLO
As 12 novilhadas levam às arenas os alunos das três principais escolas portuguesas.
ESCOLAS
Na Azambuja e em Alter do Chão também existem escolas que ensinam as artes do toureio.
ESPANHA
Nas academias espanholas, os jovens estão em regime de internato. Dedicam todo os dias aos touros.
Aos 16 anos, Diogo Peseiro não tem grandes dúvidas sobre a sua vocação: "O toureio é uma arte que eu amo. Desde sempre que está presente no meu corpo". Começou a aprender as lides do toureio apeado aos cinco anos, mas uma operação cirúrgica fê-lo parar por algum tempo. Agora aposta tudo no desejo de ser matador. "Entrei na Academia do Campo Pequeno há um ano e tenho sentido uma grande evolução. A escola está a dar-me excelentes oportunidades para concretizar os meus sonhos."
Diogo faz parte do grupo de cerca de 20 alunos que aprende na Academia de Toureio do Campo Pequeno, em Lisboa. Sob a orientação dos maestros Rui Bento Vasques e José Luís Gonçalves, ambos antigos matadores, jovens dos oito aos 21 anos lutam por um lugar na arena, onde sabem que só os melhores conseguem chegar. "Sabemos que a maior parte destes jovens não vai chegar a matadores. É um mundo muito competitivo e as oportunidades são poucas. Mas, pelo menos, temos a certeza de que vão sair daqui novos aficionados da festa brava, que ajudarão a que esta arte continue viva em Portugal", explica o maestro José Luís Gonçalves, de 46 anos, que se retirou em 2010.
ESCOLAS UNIDAS
Os jovens talentos do toureio a pé têm agora uma nova oportunidade de se mostrarem ao grande público. A Academia do Campo Pequeno juntou-se à Escola José Falcão, de Vila Franca de Xira, e à Escola de Toureio da Moita para fazerem uma série de 12 novilhadas integradas em corridas de touros. A primeira acontece já este domingo, dia 6 de Maio, em Vila Franca de Xira. Ao longo da temporada, as novilhadas vão passar pelas praças da Moita (26 de Maio), Arruda dos Vinhos, Salvaterra de Magos, Montijo (todas em Junho), Alcochete, Coruche, Caldas da Rainha (Agosto), Montemor-o-Novo, Nazaré e Sobral de Monte Agraço (Setembro). A grande final acontece no Campo Pequeno, em Lisboa, a 27 de Setembro.
Por estes dias, os alunos das três escolas intensificam os treinos para mostrar a sua galhardia na arena. Em Vila Franca de Xira, a Escola José Falcão é a mais antiga do País. Fundada em 1984, usa o nome de um dos maiores matadores de touros portugueses. José Falcão morreu em 1974, mas o seu nome perdura na memória dos aficionados.
Hoje, os oito alunos da escola têm por maestro Vítor Mendes, matador ainda no activo, com uma carreira de quase 40 anos nas arenas. Tal como nas outras escolas, o treino de salão (na arena, com modelos que simulam o touro) completa-se com visitas ao campo. É nos tentaderos - sessões organizadas pelas ganadarias em que os novilhos são postos à prova para se testar a sua bravura - que os jovens toureiros têm as primeiras oportunidades de enfrentar um animal.
TOUROS NO CAMPO
A Herdade da Adema, propriedade da famosa ganadaria Palha, foi o cenário de um desses tentaderos, em que participaram cinco alunos da Escola José Falcão. Na presença do maestro Vítor Mendes e de um matador espanhol, entre outros convidados, Tiago Santos, de 19 anos, foi um dos que teve oportunidade de tourear na arena da herdade. "Comecei aos 11 anos, quando o meu pai me levou à escola do Montijo. Hoje estou na categoria de novilheiro sem picadores, mas espero chegar ainda este ano a novilheiro com picadores." O próximo degrau é ser matador de touros. Então poderá trocar os novilhos (touros com menos de três anos) por animais adultos e peso superior.
Em Espanha - pátria incontornável para quem quer fazer uma carreira no toureio a pé -, os jovens têm a oportunidade de ir à arena e matar novilhos desde cedo. Tiago Santos aproveita todas as oportunidades. "No ano passado fiz 20 corridas. Toureei em Espanha, França e na América." São 32 os animais que morreram às suas mãos. "Matar um touro é uma mistura de vários sentimentos. Sentimos que nos superamos a nós próprios, é inexplicável." Apesar da muita experiência acumulada, Tiago não sabe ainda quando poderá ascender à categoria de matador: "Este é um mundo mais de vencidos do que de vencedores. Chegar a matador é sentir-se preparado. É preciso estar à altura." Com o 12º ano feito, aposta tudo na carreira tauromáquica. Não põe de parte a ideia de ir para a universidade, mas para já concentra-se nos touros.
Vítor Mendes é severo com Tiago na arena. Corrige-o à frente de todos, irrita-se quando o vê fazer gestos incorrectos. No final, explica que não há espaço para paternalismo ou paninhos quentes no toureio. "Só somos exigentes com aqueles que têm talento. Para se ser matador é preciso procurar a perfeição."
Outro aluno da Escola José Falcão é Pedro Noronha, de 17 anos (que estará hoje na corrida de Vila Franca de Xira). Nascido em Lisboa, conta que desde pequeno vai às corridas com os pais. Entrou na Escola José Falcão em Setembro de 2007 e hoje é novilheiro sem picadores. "Desde pequeno que gosto da arte do toureio a pé." Já fez novilhadas e espectáculos de variedades taurinas, mas ainda não teve oportunidade de matar um novilho: "Sei que esse dia virá". Pedro sublinha a importância das visitas às ganadarias: "Podemos estar mais perto do touro e ver o seu comportamento no campo. Temos também a oportunidade de tourear um animal, o que é fundamental para a nossa formação."
DO CAVALO PARA O CHÃO
Foi para conhecer melhor os terrenos do touro que Maria Mira, de 21 anos, entrou para a Academia do Campo Pequeno. "Comecei por tourear a cavalo em 2007. Neste momento sou praticante. Sempre gostei muito do toureio a pé e para mim é essencial saber tourear a pé para fazê-lo bem a cavalo", explica. Maria aprendeu a montar com o pai, mas demorou até que os pais se convencessem da sua vontade. "Sempre disse que queria ser toureira, mas ninguém me levava a sério. Só quando fiz 16 anos é que o meu pai percebeu que estava mesmo convencida disto."
Maria Mira espera seguir os exemplos de Ana Batista e Sónia Matias, duas cavaleiras portuguesas que se impuseram num mundo normalmente associado a homens. "O meu grande objectivo é tirar a alternativa como cavaleira, mas não ponho de parte a hipótese de me dedicar ao toureio a pé. Veremos o que o futuro me reserva", explica esta estudante de Línguas, que vem de Évora todas as semanas para treinar no Campo Pequeno, em Lisboa.
TRADIÇÃO NA MOITA
Terra de aficionados, a Moita já teve várias escolas de toureio a pé. A Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita abriu há um ano e conta com um filho da terra para ensinar os mais novos. Luís Procuna, de 29 anos, é matador há nove. Aprendeu ali na Moita e fez-se matador em Espanha, onde tirou a alternativa e onde passa grande parte do ano. "Para se ser matador é preciso passar por Espanha. Só lá se pode matar o touro na arena, é a pátria por excelência do toureio", explica o matador. Com a ajuda do bandarilheiro Júlio André, ensina aos cerca de 30 alunos as três artes do toureio a pé - o capote, as bandarilhas e a muleta. Esta última esconde a espada, usada para matar o touro na arena, manobra proibida em Portugal.
João Rodrigues, de 16 anos, é um dos jovens mais promissores da escola, numa terra que já formou matadores como Nuno Manuel ‘Velásquez' ou Sérgio Santos ‘Parrita'. Ambos tiveram de deixar a carreira de matadores pelas bandarilhas, sinal da extrema competitividade de uma profissão de elite. João dá os primeiros passos da sua caminhada: "Já participei em nove corridas, sempre em Portugal. Gostava de seguir esta arte e de ser um matador de touros." Nascido no Montijo, o irmão mais velho foi forcado mas abandonou a vida taurina. Empenha-se nos treinos, três vezes por semana, para alimentar o sonho de ser matador. "Sei que tenho de ir para Espanha para triunfar, mas estou preparado para isso."
Ainda não tem o traje de luzes, o fato que os toureiros levam à arena. Feito em Espanha, um traje custa entre três a seis mil euros. Um investimento grande que um toureiro terá de fazer para vingar num mundo em que se pode ganhar muito dinheiro, mas ao qual só os mais capazes têm acesso. João Rodrigues quer estar entre eles.
ESCOLA ESPANHOLA
O colega Diogo Damas, de 19 anos, fez um percurso diferente. Começou aos nove ano na Escola de Toureio da Azambuja (ainda em actividade). Há dois anos esteve na cidade espanhola de Badajoz, numa escola exclusivamente dedicada aos touros. "Lá era diferente. Éramos 90 alunos, treinávamos todos os dias, fazíamos muitos tentaderos e íamos à arena." Diogo aprendeu o que é ir à arena e enfrentar a apreciação do público. Matou novilhos em arena. "É uma sensação diferente, o público reage com muita intensidade ao que fazemos. Quando se mata um touro, submetemo-nos ao julgamento das bancadas. Se as pessoas acenarem um lenço branco, é sinal de que triunfámos. São-nos então dadas as orelhas do novilho. Se falharmos, o público guarda os lenços e saímos da arena sem nada. A mim aconteceu-me de tudo, houve dias melhore e outros piores."
As diferenças também se notam no treino: "Na escola espanhola somos treinados para entrar a matar, que é a parte mais difícil. Aqui o treino é mais diversificado, treinamos o capote, as bandarilhas e a muleta." Outra diferença é o modo como se tratam os animais: "Em Portugal não se pode picar o touro, e por isso a investida é muito mais bruta. Os touros picados em Espanha investem com mais suavidade, ficam mais fáceis de trabalhar", explica Diogo Damas.
GÉMEAS BEM DIFERENTES
Na arena da Moita destacam-se duas raparigas praticamente iguais. Paula e Ana Santos, de 13 anos, treinam na escola da Moita há um ano. Paula não tem dúvidas: "Eu quero ser matadora. Desde que me conheço que já não vejo outra coisa. Gosto muito disto". Conhece o pior lado do toureio a pé: "Já levei muitas cornadas. Custa, mas o importante é voltarmos." Apesar do ar franzino, já mostrou valentia a enfrentar vacas no campo. A irmã gémea está menos convencida. "Ainda não sei o quero fazer. Mas gosto mais de cavalos, se pudesse seria cavaleira. Ainda estou à procura de uma pessoa que me ensine."
Outra colega de escola mostra que as portas das arenas estão abertas às mulheres. Ana Marques, de 14 anos, também está na escola desde a abertura. Gosta das lides dos touros, mas para ela o futuro não será por ali. "Estou aqui para aprender mais. Sempre tive medo de touros, mas convidaram-me para vir experimentar e gostei. Mas não quero seguir esta carreira. Tenho medo de ser apanhada e ficar ferida e quero seguir carreira na representação." Uma cornada de uma vaca, uma voltareta na linguagem dos toureiros, deixou-lhe marcas no corpo e na mente. "Fiquei com uma grande nódoa negra nas costas, os meus colegas de escola disseram-me que eu era maluca por andar aqui." O seu futuro não deverá passar pelas arenas, mas garante que a aprendizagem do toureio vai deixar marcas: "O gosto pelas corridas de touros vai durar sempre."
O maestro Luís Procuna sublinha a importância de haver raparigas a querer aprender. "É muito bom, até para as mulheres verem que o mundo das touradas não está fechado nos homens. Há muitas mulheres de classe nas arenas." A espanhola Maria Paz Vega é hoje a mais conhecida matadora de touros. Em Portugal, há muito que não se vê uma mulher tourear a pé. Os mais velhos lembram Ana Mendia, da Azambuja, que brilhou nas arenas nos anos 70.
Na escola estão desde crianças de seis anos a adolescentes à beira da maioridade. As taurinhas - estruturas com cabeça de touro e rodas de bicicleta usadas para treinar as manobras com os touros - fazem as delícias dos mais novos, mas o treino é exigente para todos. "Fazemos treino físico durante uma hora e mais duas de exercícios com os pitons (cornos) e as taurinhas. Há três treinos por semana, mas no Verão abrimos a praça todos os dias. É fundamental estar no melhor da forma", explica o bandarilheiro Júlio André, um dos professores da escola da Moita.
ARTE CONTESTADA
Nos últimos anos cresceram os movimentos que defendem o fim das touradas, vistas por estes militantes como um espectáculo cruel para com os animais. Os que agora se iniciam no toureio sabem que aquilo que fazem é criticado por muitos, mas isso não os demove. Tiago Santos, da Escola José Falcão, pede mais respeito a quem contesta as touradas: "Eu percebo porque é que há pessoas que dizem que a tourada é um espectáculo bárbaro. Estão no seu direito. Desde que não tentem prejudicar-me a mim e aos meus não me importa. Mas gostava que as pessoas percebessem a razão das coisas. Era bom que procurassem entender esta arte. Há quem prefira a morte do toureiro à morte do touro e isso não posso aceitar."
Em Espanha e em Portugal várias vilas e cidades declaram-se antitaurinas. Vítor Mendes tirou a alternativa como toureiro em Barcelona, praça hoje fechada. "É uma questão política, mas tenho a certeza de que a praça vai reabrir em breve", diz o matador português.
Luís Procuna aponta a fraca capacidade de resposta do mundo taurino aos ataques de que têm sido alvos. "Os movimentos de defesa dos animais estão unidos na contestação. Nós, que vivemos da tourada, pouco fazemos para nos unirmos na sua defesa. Fala-se muito, mas faz-se pouco para responder aos ataques."
Ninguém espera que em Portugal se altere a lei que proíbe a morte dos animais na arena. Quem quer ser matador tem de ir para Espanha. O sul de França e os países da América Latina são uma extensão natural de um mercado que conta com milhões de aficionados. Em Portugal, o toureio a pé tem perdido terreno para os cavaleiros e forcados. "Não é possível fazer mais de 25 corridas por ano. Espero que venha uma nova geração que possa contribuir para mudar as coisas", diz o matador Luís Procuna.
"O MAIS IMPORTANTE É FORMAR AFICIONADOS"
(Vítor Mendes, 54 anos, matador de touros desde 1974, ensina na escola José Falcão)
Nasce-se matador ou treina-se para se ser matador?
- Creio que se nasce matador. Para se chegar ao nível mais alto tem de ser ter uma qualidade e um talento inatos. O resto faz-se pela aprendizagem.
Estamos a viver uma crise de novos valores no toureio a pé?
- Para descobrirmos novos talentos temos de ir à mina e escavar à procura de pedras preciosas. É preciso criarem--se oportunidades. Dos 40 miúdos que estão inscritos nas escolas de Portugal, julgo que haverá quatro ou cinco com qualidade para chegarem mais longe. Houve uma sequência no toureio a cavalo, em que as novas gerações sucederam às anteriores. No toureio a pé surgiram três ou quatro nomes, que por uma série de razões acabaram por não vingar.
Os jovens percebem que estão a querer entrar num mundo altamente competitivo, que os obriga a ir para Espanha?
- Não podemos olhar só para as escolas de toureio com o objectivo de formar novos profissionais. Estamos a formar jovens com conhecimento do toureio, o que é muito importante. Importa que sejam bons aficionados e que se entusiasmem com os touros.
Como tem corrido esta nova experiência como formador?
- Aqueles que chegam à escola têm origens sociais e valores muito distintos entre si. Tem sido gratificante verificar o empenho deles em aprender.
NOTAS
CICLO
As 12 novilhadas levam às arenas os alunos das três principais escolas portuguesas.
ESCOLAS
Na Azambuja e em Alter do Chão também existem escolas que ensinam as artes do toureio.
ESPANHA
Nas academias espanholas, os jovens estão em regime de internato. Dedicam todo os dias aos touros.
Veja o vídeo
Fonte
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
TOURADAS EM PORTUGAL - Escolas de Tortura - A “ARTE” DE TORTURAR E MATAR
ESCOLAS DE TOUREIO – APRENDER A TORTURAR
Os futuros toureiros começam de tenra idade a ser preparados nestes antros de tortura aos quais se dá o nome de "escolas" de toureio.
Nestas escolas com a conivência dos pais começam bem cedo 6/7 anos a aprender como se torturam animais. Muitos deles acabam por abandonar os estudos para se dedicarem a esta suposta profissão. Tendo em conta a alta taxa de abandono escolar que se verifica no nosso país, muitos deles não chegam a completar a escolaridade obrigatória.
Muitas destas crianças provêm de familías com escassos recursos económicos que veem nesta "profissão" um modo de os seus filho/as atingirem fama, posição social e sobretudo ganharem dinheiro, muito dinheiro.
Começam por aprender toureio de salão que consiste na simulação de uma lide de capote e muleta em que o candidato a toureiro desenha lances com o capote e passes com a muleta.
Para os treinos é usada a chamada “tourinha”.
Mais tarde começam a treinar com bezerras e novilhos nas chamadas aulas práticas.
As aulas práticas passam também por visitas a ganaderias para participação em tentas.
No nosso país não há idade limite para tourear e muitas destas crianças começam a tourear em praças de touros aos 12 anos de idade.
De acordo com dados fornecidos pelos tauromafiosos o nosso país contabiliza 8 escolas de toureio, Vila Franca de Xira, Moita, Azambuja, Santarém, Golegã, Palmela, Almeirim e Coruche.
Estas escolas são financiadas com os nossos impostos, nomeadamente através das Câmaras Municipais.
Uma das "escolas" de toureio mais conhecidas é a de Vila Franca de Xira.
Transcrevemos a publicidade que a Câmara Muncipal têm o descaramento de fazer na sua website:
"A Escola de Toureio “José Falcão” de Vila Franca de Xira foi fundada em 11 de Agosto de 1984, ano do 10º aniversário da morte do matador de toiros vilafranquense, José Falcão.
Em Outubro de 1996, foi constituída uma Sociedade entre a Câmara Municipal de V. F. Xira, o Clube Taurino Vilafranquense e a Junta de Freguesia de V. F.X..
É a única Escola de Toureio Portuguesa que faz parte da Federação Internacional de Escolas Taurinas, desde 2001.
Devido a esse facto, os alunos da Escola têm levado o nome da Cidade às principais praças de toiros de Espanha e França.
A 13 de Junho de 2003, no Salão Nobre da Câmara Municipal, foi assinado um protocolo entre a Companhia das Lezírias, na pessoa do seu Presidente do Conselho de Administração, Dr. Salter Cid, e a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, para a cedência das instalações do tentadero e casa do Cabo à Escola de Toureio.
No dia 1 de Maio de 2004, após as obras de recuperação, foram inauguradas as referidas instalações".
CONTACTOS
Cabo da Lezíria
Apartado 10113
2601-909 Vila Franca de Xira
Telefone: 263 200 770 (Alexandra Moura)
E-mail: freguesia@jf-vfxira.pt
Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª feira, 10h-12h30
TOURADAS
Nas touradas ditas á portuguesa, os touros sofrem tanto como nas francesas e espanholas, embora os toureiros digam o contrário.
Os cavaleiros que actuam nas touradas á portuguesa, treinam em praças privadas, torturando inúmeros touros. Também obrigam os cavalos a árduos treinos para que os mesmos se tornem dóceis e obedientes.
Nas touradas á portuguesa, o touro é brutalmente expulso do curro para a arena onde tem que enfrentar o cavaleiro que lhe espetará várias bandarilhas.
Devido ao enorme sofrimento, o touro tenta sem sucesso perseguir o cavaleiro , pois é a sua única defesa, mas claro quem acaba por sofrer os seus "ataques" é o cavalo, apesar de o touro ter os cornos embolados.

Quando o touro está exausto, com o tórax perfurado por várias bandarilhas que lhe causam dores atrozes, uma vez que destroem os muscúlos, entram na arena os forcados. Estes homens desafiam o touro e quando o mesmo investe uma vez mais para se defender, atiram-se contra ele numa tentativa de o imobilizar. Um deles agarra o rabo do touro , puxando o mesmo.

Depois da pega, o touro regressa ao curro onde aguardará numa tremenda agonia a abertura do matadouro (as bandarilhas são arrancadas a força do seu corpo deixando enormes buracos e feridas).
É frequente o uso de sal nas feridas após a retirada das bandarilhas, como forma de tratamento! uma vez que muitos destes touros são posteriormente utilizados noutras touradas.

AÇORES
Nas touradas realizadas nos Açores aparece a figura do picador espanhol, tal como nas touradas espanholas. A lei portuguesa nº19/2002 de 31 de Julho, artigo 3º, nº 3 proíbe expressamente a sorte de varas , mas como habitualmente , as autoridades nada fazem.

"FESTAS POPULARES"
Touro á corda
Uma corda é atada aos cornos do touro e este é largado nas ruas. Uma multidão persegue o mesmo, usando todos os meios para o torturar. Como exemplo mais conhecido, o touro á corda de Ponte de Lima (zona norte).
Também os Açores primam pela mesma barbaridade.
Largadas de touros
Várias aldeias ou vilas no Ribatejo têm estas "festas" durante o Verão. Os touros são largados nas ruas para serem perseguidos e martirizados por populares. Não raramente vários acidentes ocorrem e várias pessoas são gravemente feridas ou mortas.
Capeias (região de Guarda)
As capeias são uma barbaridade muito sui generis praticada na região da Guarda.
Vários homens escudados por uma armação pontiaguda feita com toros de madeira, chamada forcão, enfrentam com "bravura" um touro.


Chegas de bois
Estas lutas, são prática comum na região de Trás-os-Montes, e a luta é travada entre dois bois de raça barrosã. A luta termina quando um dos bois vence o outro.

"Festas populares" em pequenas vilas com morte dos touros
Barrancos
Muito conhecida esta vila de 3000 habitantes, que todos os anos em Agosto , nas festas em honra da Santa Padroeira da vila, matam durante três dias 6 touros e uma vaca. A matança é sempre feita por aprendizes de matadores espanhóis. A tourada é feita na praça central da vila, numa arena montada para a ocasião. Os touros são toureados por toureiros/matadores espanhóis que após espetarem várias bandarilhas no touro, tentam matá-lo com a espada (algumas vezes após dez ou onze tentativas).
Estas touradas estavam proibídas desde 1928, no entanto em 11 de Julho de 2002, a Assembleia da República decidiu legalizá-las, após o recado dado pelo Presidente Aficionado da República Portuguesa , aquando da sua visita áquela vila.
Outras aldeias tais como Aldeia da Luz e Monsaraz, também matam o touro. Uma vez mais desrespeitando completamente a lei.
Monsaraz 2010

Elementos da Comissão de Festas escondem-se por debaixo de uma lona preta para matar o touro e assim evitarem ser identificados pela GNR.

Espectadores com crianças de tenra idade tocam o touro morto ilegalmente.

Os futuros toureiros começam de tenra idade a ser preparados nestes antros de tortura aos quais se dá o nome de "escolas" de toureio.
Nestas escolas com a conivência dos pais começam bem cedo 6/7 anos a aprender como se torturam animais. Muitos deles acabam por abandonar os estudos para se dedicarem a esta suposta profissão. Tendo em conta a alta taxa de abandono escolar que se verifica no nosso país, muitos deles não chegam a completar a escolaridade obrigatória.
Muitas destas crianças provêm de familías com escassos recursos económicos que veem nesta "profissão" um modo de os seus filho/as atingirem fama, posição social e sobretudo ganharem dinheiro, muito dinheiro.
Para os treinos é usada a chamada “tourinha”.
As aulas práticas passam também por visitas a ganaderias para participação em tentas.
No nosso país não há idade limite para tourear e muitas destas crianças começam a tourear em praças de touros aos 12 anos de idade.
| Foto gentilmente "oferecida" pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira |
Estas escolas são financiadas com os nossos impostos, nomeadamente através das Câmaras Municipais.
Uma das "escolas" de toureio mais conhecidas é a de Vila Franca de Xira.
Transcrevemos a publicidade que a Câmara Muncipal têm o descaramento de fazer na sua website:
"A Escola de Toureio “José Falcão” de Vila Franca de Xira foi fundada em 11 de Agosto de 1984, ano do 10º aniversário da morte do matador de toiros vilafranquense, José Falcão.
Em Outubro de 1996, foi constituída uma Sociedade entre a Câmara Municipal de V. F. Xira, o Clube Taurino Vilafranquense e a Junta de Freguesia de V. F.X..
É a única Escola de Toureio Portuguesa que faz parte da Federação Internacional de Escolas Taurinas, desde 2001.
Devido a esse facto, os alunos da Escola têm levado o nome da Cidade às principais praças de toiros de Espanha e França.
A 13 de Junho de 2003, no Salão Nobre da Câmara Municipal, foi assinado um protocolo entre a Companhia das Lezírias, na pessoa do seu Presidente do Conselho de Administração, Dr. Salter Cid, e a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, para a cedência das instalações do tentadero e casa do Cabo à Escola de Toureio.
No dia 1 de Maio de 2004, após as obras de recuperação, foram inauguradas as referidas instalações".
CONTACTOS
Cabo da Lezíria
Apartado 10113
2601-909 Vila Franca de Xira
Telefone: 263 200 770 (Alexandra Moura)
E-mail: freguesia@jf-vfxira.pt
Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª feira, 10h-12h30
TOURADAS
Nas touradas ditas á portuguesa, os touros sofrem tanto como nas francesas e espanholas, embora os toureiros digam o contrário.
Os cavaleiros que actuam nas touradas á portuguesa, treinam em praças privadas, torturando inúmeros touros. Também obrigam os cavalos a árduos treinos para que os mesmos se tornem dóceis e obedientes.
Nas touradas á portuguesa, o touro é brutalmente expulso do curro para a arena onde tem que enfrentar o cavaleiro que lhe espetará várias bandarilhas.
Devido ao enorme sofrimento, o touro tenta sem sucesso perseguir o cavaleiro , pois é a sua única defesa, mas claro quem acaba por sofrer os seus "ataques" é o cavalo, apesar de o touro ter os cornos embolados.
É frequente o uso de sal nas feridas após a retirada das bandarilhas, como forma de tratamento! uma vez que muitos destes touros são posteriormente utilizados noutras touradas.
AÇORES
Nas touradas realizadas nos Açores aparece a figura do picador espanhol, tal como nas touradas espanholas. A lei portuguesa nº19/2002 de 31 de Julho, artigo 3º, nº 3 proíbe expressamente a sorte de varas , mas como habitualmente , as autoridades nada fazem.
"FESTAS POPULARES"
Touro á corda
Uma corda é atada aos cornos do touro e este é largado nas ruas. Uma multidão persegue o mesmo, usando todos os meios para o torturar. Como exemplo mais conhecido, o touro á corda de Ponte de Lima (zona norte).
Também os Açores primam pela mesma barbaridade.
Largadas de touros
Várias aldeias ou vilas no Ribatejo têm estas "festas" durante o Verão. Os touros são largados nas ruas para serem perseguidos e martirizados por populares. Não raramente vários acidentes ocorrem e várias pessoas são gravemente feridas ou mortas.
Capeias (região de Guarda)
As capeias são uma barbaridade muito sui generis praticada na região da Guarda.
Vários homens escudados por uma armação pontiaguda feita com toros de madeira, chamada forcão, enfrentam com "bravura" um touro.
Chegas de bois
Estas lutas, são prática comum na região de Trás-os-Montes, e a luta é travada entre dois bois de raça barrosã. A luta termina quando um dos bois vence o outro.
"Festas populares" em pequenas vilas com morte dos touros
Barrancos
Muito conhecida esta vila de 3000 habitantes, que todos os anos em Agosto , nas festas em honra da Santa Padroeira da vila, matam durante três dias 6 touros e uma vaca. A matança é sempre feita por aprendizes de matadores espanhóis. A tourada é feita na praça central da vila, numa arena montada para a ocasião. Os touros são toureados por toureiros/matadores espanhóis que após espetarem várias bandarilhas no touro, tentam matá-lo com a espada (algumas vezes após dez ou onze tentativas).
Estas touradas estavam proibídas desde 1928, no entanto em 11 de Julho de 2002, a Assembleia da República decidiu legalizá-las, após o recado dado pelo Presidente Aficionado da República Portuguesa , aquando da sua visita áquela vila.
Monsaraz 2010
Elementos da Comissão de Festas escondem-se por debaixo de uma lona preta para matar o touro e assim evitarem ser identificados pela GNR.
Espectadores com crianças de tenra idade tocam o touro morto ilegalmente.

Câmaras Municipais que apoiam e patrocinam touradas em Portugal.
Protestem: Enviem emails/cartas/faxes
ALANDROAL
Câmara Municipal do Alandroal
Praça da República
7250 - 116 Alandroal
Portugal
Fax: 00 351 268440042
Email: cm-alandroal@mail.telepac.pt
ALBUFEIRA
Câmara Municipal de Albufeira
Rua do Município
8200-863 Albufeira
Portugal
Fax: 00-351- 289 599 511
Email: presidencia@cm-albufeira.pt
geral@cm-albufeira.pt
ALCACÉR DO SAL
Câmara Municipal de Alcácer do Sal
Praça Pedro Nunes
7580-125 Alcácer do Sal
Portugal
Fax: 00-351- 265 610 059
Email: chefe.gap@m-alcacerdosal.pt
ALCOCHETE
Câmara Municipal de Alcochete
Paços do Concelho - Largo de S.João
2894 - 001 Alcochete
Portugal
Fax: 00-351 - 212 348 690
Email: geral@cm-alcochete.pt
ALJUSTREL
Câmara Municipal de Aljustrel
Av. 1º de Maio
7600 - 010 Aljustrel
Portugal
Fax: 00 - 351 - 284 601 611
Email: jfaljustrel@mail.telepac.pt
ALMEIRIM
Câmara Municipal de Almeirim
R. 5 de Outubro
2080-052 Almeirim
Portugal
Fax - 00-351 - 243 594 138
Email: assembleia.cma@almeirimdigital.com
ALTER DO CHÃO
Câmara Municipal de Alter do Chão
Largo do Município
7440-026 Alter do Chão
Portugal
Fax: 00 - 351 - 245 612 431
Email: geral@cm-alter-chao.pt
ARRONCHES
Câmara Municipal de Arronches
Praça da República- Apartado 8
7340-012 Arronches
Portugal
Fax: 00 - 351 - 245 580 081
Email:cmarronches@ptnetbiz.pt
ARRUDA DOS VINHOS
Câmara Muncipal de Arruda dos Vinhos
Largo Miguel Bombarda
2630-112 Arruda dos Vinhos
Portugal
Fax: 00-351-263 976 586
Email: presidente@cm-arruda.pt
cm-arruda@cm-arruda.pt
AZAMBUJA
Câmara Muncipal da Azambuja
Praça do Município, nº 19
2050-315 Azambuja
Portugal
Fax: 00-351-263 401 271
Email : gap@cm-azambuja.pt
geral@cm-azambuja.pt
BARRANCOS
Câmara Municipal de Barrancos
Praça do Município, 2
7230 - 030 Barrancos
Portugal
Fax: 00-351-285 950 638
Email:geral@cm-barrancos.pt
BEJA
Câmara Municipal de Beja
Praça da República
7800-427 Beja
Portugal
Fax: 00 - 351 - 284 322 300
Email:geral@cm-beja.pt
CARTAXO
Câmara Municipal do Cartaxo
Praça 15 de Dezembro
2070-050 Cartaxo
Portugal
Fax: 00-351- 243 700 269
Email:gap@cm-cartaxo.pt
ELVAS
Câmara Municipal de Elvas
Rua Isabel Maria Picão - Apartado 70
7350-953 Elvas
Portugal
Fax: 00-351 - 268 624 334
Email:gabinete.informacao@cm-elvas.pt
ESTREMOZ
Câmara Municipal de Estremoz
Rossio Marquês de Pombal
7100-513 Estremoz
Portugal
Fax: 00-351- 268 332 663 /268 334 010
Email:cmestremoz@cm-estremoz.pt
ÉVORA
Câmara Muncipal de Évora
Praça do Sertório
7000-509 Évora
Portugal
Fax: 00-351- 266 702 950
Email: cmevora@mail.evora.net
FIGUEIRA DA FOZ
Câmara Municipal da Figueira da Foz
Av.Engº Saraiva de Carvalho
3084-501 Figueira da Foz
Portugal
Fax: 00-351- 233 403 310
Email: municipe@cm-figfoz.pt
IDANHA-A-NOVA
Câmara Municipal de Idanha-a-Nova
Largo do Município
6060-163 Idanha-a-Nova
Portugal
Fax: 00 -351- 277 202 723/277 200 580
Email:cmidanha@iol.pt
LAGOS
Câmara Municipal de Lagos
Edifício dos Paços do Concelho
Praça Gil Eanes
8600-668 Lagos
Portugal
Fax: 00-351- 282 769 317
Email: cmlagos@mail.telepac.pt
expediente.geral@cm-lagos.pt
LISBOA
Câmara Municipal de Lisboa
Praça do Município,1º
1100-365 Lisboa
Portugal
Fax: 00-351-213 236 259
Email: aml@cm-lisboa.pt
gab.presidencia@cm-lisboa.pt
MOITA
Câmara Municipal da Moita
Praça da República
2864-007 MOITA
Portugal
Fax: 00-351-212894928
Email:cmmoita@cm-moita.pt
MONFORTE
Câmara Municipal de Monforte
Praça da República - Apartado 4
7450-115 Monforte
Portugal
Fax: 00-351- 245 573 423
Email:cmmonforte@mail.telepac.pt
MONTIJO
Câmara Muncipal do Montijo
R. Manuel Neves Nunes de Almeida
2870-352 Montijo
Portugal Fax: 00-351-212327608
Email:geral@mun-montijo.pt
MOURA
Câmara Municipal de Moura
Praça Sacadura Cabral
7860-207 Moura
Porugal
Fax: 00-351-285 251 702
Email:cmmoura@cm-moura.pt
NAZARÉ
Câmara Municipal da Nazaré
Av.Vieira Guimarães, 54
2450-951 Nazaré
Portugal
Fax: 00-351- 262 550 019
Email: presidente@cm-nazare.pt
NISA
Câmara Muncipal de Nisa
Praça do Municipio 6050-999 Nisa
Portugal
Fax: 00-351-245 412 799
Email:geral@cm-nisa.pt
PORTALEGRE
Câmara Muncipal de Portalegre
R.Guilherme Gomes Fernandes, n.72
7300 - 186 Portalegre
Portugal
Fax: 00-351-245 307 470
Email:municipio@cm-portalegre.pt
PÓVOA DO VARZIM
Câmara Municipal da Póvoa do Varzim
Praça do Almada
4490-438 Póvoa do Varzim
Portugal
Fax: 00-351- 252 611 140
Email: pvarzim@cm-pvarzim.pt
REGUENGOS DE MONSARAZ
Câmara Muncipal de Reguengos de Monsaraz
Praça da Liberdade
7200-370 Reguengos de Monsaraz
Portugal
Fax : 00-351- 266 508 059
Email:geral@cm-reguengos-monsaraz.pt
SABUGAL
Câmara Muncipal do Sabugal
Praça da República
6324-007 Sabugal Portugal
Fax: 00-351- 271 753 408
Email:geral@cm-sabugal.pt
SALVATERRA DE MAGOS
Câmara Municipal de Salvaterra de Magos
Praça da República
2120-072 Salvaterra de Magos
Portugal
Fax. 00-351- 263 500 029
Email: c.m.salvaterramagos@mail.telepac.pt
SANTARÉM
Câmara Municipal de Santarém
Praça do Município
2000-027 Santarém
Portugal
Fax: 00-351- 243 304 299
Email: press@cm-santarem.pt
SETÚBAL
Câmara Municipal de Santarém
Paços do Concelho
2901-866 Setúbal
Portugal
Fax: 00-351- 265 541 546
Email:gapc@mun-setubal.pt
SOBRAL DE MONTE AGRAÇO
Câmara Muncipal de Sobral de Monte Agraço
Praça Dr. Eugénio Dias, 4
2590-016 Sobral de Monte Agraço
Portugal
Fax: 00-351-261 940 310
Email:geral@cm-sobral-monte-agraco.pt
SOUSEL
Câmara Municipal de Sousel
Praça da República, 1
7470-220 Sousel
Portugal
Fax: 00-351-268 550 115
Email:geral@cm-sousel.pt
VILA FRANCA DE XIRA
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Praça Afonso de Albuquerque,2
2600-093 Vila Franca de Xira
Fax: 00-351- 263 276 002
Email: presidencia@cm-vfxira.pt
gap@cm-vfxira.pt
gabimprensa@cm-vfxira.pt
VILA NOVA DA BARQUINHA
Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha
Praça da república
2260-411 Vila Nova da Barquinha
Fax: 00-351- 249 720 368
Portugal
Email: presidente@cm-vnbarquinha.pt
VILA VIÇOSA
Câmara Municipal de Vila Viçosa
Praça da República
7160-207 Vila Viçosa
Portugal
Fax:00-351- 268 980 604
Email:geral@cm-vilavicosa.pt
cultura@cm-vilavicosa.pt
AÇORES
ANGRA DO HEROÍSMO
Câmara Municipal de Angra do heroísmo
Praça Velha
9701 - 857 Angra do Heroísmo
Açores
Portugal
Fax: 00-351- 295 212 107
Email:angra@cm-ah.pt
GRACIOSA
Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa
9880-352 Santa Cruz da Graciosa
Açores
Portugal
Fax. 00-351- 295 732 300
Email: presidente@cm-graciosa.pt
geral@cm-graciosa.pt
S.JORGE
Câmara Municipal da Calheta
Rua 25 de Abril
9850-032 Calheta (S.Jorge)
Açores
Portugal
Fax: 00 - 351- 295 416 437
Email:cmcalheta@hotmail.com
Protestem: Enviem emails/cartas/faxes
ALANDROAL
Câmara Municipal do Alandroal
Praça da República
7250 - 116 Alandroal
Portugal
Fax: 00 351 268440042
Email: cm-alandroal@mail.telepac.pt
ALBUFEIRA
Câmara Municipal de Albufeira
Rua do Município
8200-863 Albufeira
Portugal
Fax: 00-351- 289 599 511
Email: presidencia@cm-albufeira.pt
geral@cm-albufeira.pt
ALCACÉR DO SAL
Câmara Municipal de Alcácer do Sal
Praça Pedro Nunes
7580-125 Alcácer do Sal
Portugal
Fax: 00-351- 265 610 059
Email: chefe.gap@m-alcacerdosal.pt
ALCOCHETE
Câmara Municipal de Alcochete
Paços do Concelho - Largo de S.João
2894 - 001 Alcochete
Portugal
Fax: 00-351 - 212 348 690
Email: geral@cm-alcochete.pt
ALJUSTREL
Câmara Municipal de Aljustrel
Av. 1º de Maio
7600 - 010 Aljustrel
Portugal
Fax: 00 - 351 - 284 601 611
Email: jfaljustrel@mail.telepac.pt
ALMEIRIM
Câmara Municipal de Almeirim
R. 5 de Outubro
2080-052 Almeirim
Portugal
Fax - 00-351 - 243 594 138
Email: assembleia.cma@almeirimdigital.com
ALTER DO CHÃO
Câmara Municipal de Alter do Chão
Largo do Município
7440-026 Alter do Chão
Portugal
Fax: 00 - 351 - 245 612 431
Email: geral@cm-alter-chao.pt
ARRONCHES
Câmara Municipal de Arronches
Praça da República- Apartado 8
7340-012 Arronches
Portugal
Fax: 00 - 351 - 245 580 081
Email:cmarronches@ptnetbiz.pt
ARRUDA DOS VINHOS
Câmara Muncipal de Arruda dos Vinhos
Largo Miguel Bombarda
2630-112 Arruda dos Vinhos
Portugal
Fax: 00-351-263 976 586
Email: presidente@cm-arruda.pt
cm-arruda@cm-arruda.pt
AZAMBUJA
Câmara Muncipal da Azambuja
Praça do Município, nº 19
2050-315 Azambuja
Portugal
Fax: 00-351-263 401 271
Email : gap@cm-azambuja.pt
geral@cm-azambuja.pt
BARRANCOS
Câmara Municipal de Barrancos
Praça do Município, 2
7230 - 030 Barrancos
Portugal
Fax: 00-351-285 950 638
Email:geral@cm-barrancos.pt
BEJA
Câmara Municipal de Beja
Praça da República
7800-427 Beja
Portugal
Fax: 00 - 351 - 284 322 300
Email:geral@cm-beja.pt
CARTAXO
Câmara Municipal do Cartaxo
Praça 15 de Dezembro
2070-050 Cartaxo
Portugal
Fax: 00-351- 243 700 269
Email:gap@cm-cartaxo.pt
ELVAS
Câmara Municipal de Elvas
Rua Isabel Maria Picão - Apartado 70
7350-953 Elvas
Portugal
Fax: 00-351 - 268 624 334
Email:gabinete.informacao@cm-elvas.pt
ESTREMOZ
Câmara Municipal de Estremoz
Rossio Marquês de Pombal
7100-513 Estremoz
Portugal
Fax: 00-351- 268 332 663 /268 334 010
Email:cmestremoz@cm-estremoz.pt
ÉVORA
Câmara Muncipal de Évora
Praça do Sertório
7000-509 Évora
Portugal
Fax: 00-351- 266 702 950
Email: cmevora@mail.evora.net
FIGUEIRA DA FOZ
Câmara Municipal da Figueira da Foz
Av.Engº Saraiva de Carvalho
3084-501 Figueira da Foz
Portugal
Fax: 00-351- 233 403 310
Email: municipe@cm-figfoz.pt
IDANHA-A-NOVA
Câmara Municipal de Idanha-a-Nova
Largo do Município
6060-163 Idanha-a-Nova
Portugal
Fax: 00 -351- 277 202 723/277 200 580
Email:cmidanha@iol.pt
LAGOS
Câmara Municipal de Lagos
Edifício dos Paços do Concelho
Praça Gil Eanes
8600-668 Lagos
Portugal
Fax: 00-351- 282 769 317
Email: cmlagos@mail.telepac.pt
expediente.geral@cm-lagos.pt
LISBOA
Câmara Municipal de Lisboa
Praça do Município,1º
1100-365 Lisboa
Portugal
Fax: 00-351-213 236 259
Email: aml@cm-lisboa.pt
gab.presidencia@cm-lisboa.pt
MOITA
Câmara Municipal da Moita
Praça da República
2864-007 MOITA
Portugal
Fax: 00-351-212894928
Email:cmmoita@cm-moita.pt
MONFORTE
Câmara Municipal de Monforte
Praça da República - Apartado 4
7450-115 Monforte
Portugal
Fax: 00-351- 245 573 423
Email:cmmonforte@mail.telepac.pt
MONTIJO
Câmara Muncipal do Montijo
R. Manuel Neves Nunes de Almeida
2870-352 Montijo
Portugal Fax: 00-351-212327608
Email:geral@mun-montijo.pt
MOURA
Câmara Municipal de Moura
Praça Sacadura Cabral
7860-207 Moura
Porugal
Fax: 00-351-285 251 702
Email:cmmoura@cm-moura.pt
NAZARÉ
Câmara Municipal da Nazaré
Av.Vieira Guimarães, 54
2450-951 Nazaré
Portugal
Fax: 00-351- 262 550 019
Email: presidente@cm-nazare.pt
NISA
Câmara Muncipal de Nisa
Praça do Municipio 6050-999 Nisa
Portugal
Fax: 00-351-245 412 799
Email:geral@cm-nisa.pt
PORTALEGRE
Câmara Muncipal de Portalegre
R.Guilherme Gomes Fernandes, n.72
7300 - 186 Portalegre
Portugal
Fax: 00-351-245 307 470
Email:municipio@cm-portalegre.pt
PÓVOA DO VARZIM
Câmara Municipal da Póvoa do Varzim
Praça do Almada
4490-438 Póvoa do Varzim
Portugal
Fax: 00-351- 252 611 140
Email: pvarzim@cm-pvarzim.pt
REGUENGOS DE MONSARAZ
Câmara Muncipal de Reguengos de Monsaraz
Praça da Liberdade
7200-370 Reguengos de Monsaraz
Portugal
Fax : 00-351- 266 508 059
Email:geral@cm-reguengos-monsaraz.pt
SABUGAL
Câmara Muncipal do Sabugal
Praça da República
6324-007 Sabugal Portugal
Fax: 00-351- 271 753 408
Email:geral@cm-sabugal.pt
SALVATERRA DE MAGOS
Câmara Municipal de Salvaterra de Magos
Praça da República
2120-072 Salvaterra de Magos
Portugal
Fax. 00-351- 263 500 029
Email: c.m.salvaterramagos@mail.telepac.pt
SANTARÉM
Câmara Municipal de Santarém
Praça do Município
2000-027 Santarém
Portugal
Fax: 00-351- 243 304 299
Email: press@cm-santarem.pt
SETÚBAL
Câmara Municipal de Santarém
Paços do Concelho
2901-866 Setúbal
Portugal
Fax: 00-351- 265 541 546
Email:gapc@mun-setubal.pt
SOBRAL DE MONTE AGRAÇO
Câmara Muncipal de Sobral de Monte Agraço
Praça Dr. Eugénio Dias, 4
2590-016 Sobral de Monte Agraço
Portugal
Fax: 00-351-261 940 310
Email:geral@cm-sobral-monte-agraco.pt
SOUSEL
Câmara Municipal de Sousel
Praça da República, 1
7470-220 Sousel
Portugal
Fax: 00-351-268 550 115
Email:geral@cm-sousel.pt
VILA FRANCA DE XIRA
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Praça Afonso de Albuquerque,2
2600-093 Vila Franca de Xira
Fax: 00-351- 263 276 002
Email: presidencia@cm-vfxira.pt
gap@cm-vfxira.pt
gabimprensa@cm-vfxira.pt
VILA NOVA DA BARQUINHA
Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha
Praça da república
2260-411 Vila Nova da Barquinha
Fax: 00-351- 249 720 368
Portugal
Email: presidente@cm-vnbarquinha.pt
VILA VIÇOSA
Câmara Municipal de Vila Viçosa
Praça da República
7160-207 Vila Viçosa
Portugal
Fax:00-351- 268 980 604
Email:geral@cm-vilavicosa.pt
cultura@cm-vilavicosa.pt
AÇORES
ANGRA DO HEROÍSMO
Câmara Municipal de Angra do heroísmo
Praça Velha
9701 - 857 Angra do Heroísmo
Açores
Portugal
Fax: 00-351- 295 212 107
Email:angra@cm-ah.pt
GRACIOSA
Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa
9880-352 Santa Cruz da Graciosa
Açores
Portugal
Fax. 00-351- 295 732 300
Email: presidente@cm-graciosa.pt
geral@cm-graciosa.pt
S.JORGE
Câmara Municipal da Calheta
Rua 25 de Abril
9850-032 Calheta (S.Jorge)
Açores
Portugal
Fax: 00 - 351- 295 416 437
Email:cmcalheta@hotmail.com
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