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sábado, 1 de dezembro de 2018

Sociólogo acusado de instrumentalizar revista científica para defender tauromaquia



Artigo que relaciona "atividade tauromáquica" de cada zona do país com taxa de criminalidade para concluir, "inquestionavelmente", que assistir a touradas não tem consequências negativas em crianças está no centro de uma crise na revista de Sociologia do ISCTE, cujo diretor é acusado de "fraude científica".
Fernanda Câncio


"O respeito pela verdade e pelos factos é essencial. Cada um tem a sua opinião, mas a opinião vale o que vale. E por isso é que apelamos aos estudos científicos e àquilo que a ciência tem para nos ensinar, porque a ciência supera aquilo que cada um acha. A ciência tem um discurso sobre a verdade e tem de ser respeitado."
Este foi o introito que Luís Capucha, professor de Sociologia no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e assumido aficionado, fez no Prós & Contras da RTP no qual se debatia o IVA da tauromaquia antes de mencionar "um artigo científico publicado numa revista científica de Sociologia" que permitiria refutar "aquela tese que os anti-taurinos utilizam a respeito das crianças e dos malefícios que a tauromaquia faz às crianças." Para tal, explicou, "os autores cruzaram o índice de atividade tauromáquica com o índice de criminalidade e de poder de compra, para ir ver se há alguma relação entre a violência e a presença da tauromaquia e se há ou não alguma relação entre o desenvolvimento e a tauromaquia."
E há?, perguntou a moderadora. Capucha, que vive em Vila Franca de Xira, um concelho ribatejano conhecido pela atividade tauromáquica, e é desde 2016 presidente da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal, foi taxativo: "Não há relação nenhuma. Se a tese dos antitaurinos fosse verdadeira, nós não conseguiríamos viver nos nossos concelhos, porque seriam tão violentos, tão mais violentos que em todos os outros sítios, que ninguém conseguiria sobreviver. Portanto esse argumento é completamente falacioso.
"Se a tese dos antitaurinos fosse verdadeira, nós não conseguiríamos viver nos nossos concelhos, porque seriam tão violentos, tão mais violentos que em todos os outros sítios, que ninguém conseguiria sobreviver. Portanto esse argumento é completamente falacioso."
Ninguém perguntou qual a revista que publicara o artigo e quem são os autores; o mesmo tinha sucedido três dias antes na SICN, num debate versando o mesmo assunto e no qual o sociólogo tinha citado o dito estudo. Assim, Capucha não teve de esclarecer ser um dos autores e diretor da revista que o publicara -- a Sociologia, Problemas e Práticas, revista do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE.
Questionado pelo DN sobre o motivo pelo qual não assumiu a paternidade do artigo nem o facto de dirigir a revista que o publicou, o sociólogo, cujos "principais temas de pesquisa", de acordo com o seu currículo no
 site do ISCTE, "são as políticas de luta contra a pobreza e a exclusão social, as políticas sociais, as políticas de educação e de formação, as culturas populares, a reabilitação de pessoas com deficiência e as metodologias de planeamento e avaliação", tendo desempenhado vários cargos públicos (diretor-geral do Departamento de Estudos, Prospetiva e Planeamento do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social de 1998-2001; diretor-geral da Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação de 2006 a 2008; presidente da Agência Nacional para a Qualificação, responsável pelo Programa Novas Oportunidades, de 2008-2011; membro do Comité de Emprego da União Europeia), diz que "a questão da autoria era irrelevante naquele contexto e ninguém perguntou."

Artigos publicados e despublicados

As coincidências não ficam por aqui. Menos de duas horas após o final do P&C, ou seja, perto da uma da manhã de terça 20 de novembro, vários sociólogos que haviam submetido artigos para publicação na revista em causa, que sai três vezes por ano, receberam um email no qual eram notificados de que o seu artigo fora publicado on line, "ahead of print", ou seja, em pré-publicação, antes da edição impressa.
De facto, no site da revista encontraram vários artigos publicados, com data de 15 de novembro. Entre eles, aquele que o diretor referira na TV nos debates de 16 e 19 como tendo sido "publicado numa revista científica" -- Tauromaquia, Violência e Desenvolvimento - Opiniões e Evidências -- no qual consta como o primeiro de três autores.
Mas aquilo que à partida pareceria uma boa surpresa para os destinatários do mail - alguns tinham submetido os artigos há mais de um ano e as publicações fazem falta no curriculum e são relevantes para concursos e candidaturas - causou perplexidade e indignação.
Menos de duas horas após o final do Prós
Não só por os autores terem sido avisados cinco dias após a publicação, mas sobretudo porque ser publicado numa revista científica indexada internacionalmente, como é o caso desta, implica um sistema de certificação e verificação que se processa através de "revisão por pares", ou seja, especialistas da mesma área: os artigos são enviados, sem identificação dos autores, para outros cientistas, que os apreciam e fazem reparos ou sugestões que por sua vez seguem, também sem referência à identidade de quem os fez, para os autores, para que estes procedam aos ajustes e correções necessários.
Chama-se a este procedimento "double blind", ou seja, "cegueira dupla", porque uns não sabem quem são os outros, e é considerado fundamental na credibilização da divulgação científica. Acrescia que os artigos em causa foram colocados on line sem revisão de texto nem formatação final, ou seja, estavam em formato "manuscrito", apresentando até "marcas de revisão, gralhas e outros erros", segundo autores.
Considerando que a publicação sem peer review punha em causa a integridade científica dos artigos e a credibilidade da revista, vários autores enviaram, na quarta 21, um "pedido de esclarecimento formal" à direção editorial da revista. Neste, perguntavam se os artigos tinham sido alvo de revisão científica, por que motivo não tinham sido notificados de que os artigos tinham sido aceites para publicação e não tinham tido ocasião de fazer uma revisão final de texto, e, por fim, como funciona afinal o sistema de revisão científica da revista.
Na sexta 23, os autores do pedido de explicações foram notificados de que os artigos tinham sido retirados. A justificação foi de que não estavam "devidamente formatados", adiantando que "logo que estejam devidamente formatados todos os artigos, caso os autores explicitamente não se oponham, voltaremos a editá-los no prelo." As perguntas não foram respondidas.
Considerando que a publicação sem revisão por pares punha em causa a integridade científica dos artigos e a credibilidade da revista, vários autores enviaram, na quarta 21, um "pedido de esclarecimento formal" à direção editorial da revista, perguntando se os artigos tinham sido alvo de revisão científica, por que motivo não tinham sido notificados de que os artigos tinham sido aceites para publicação. Dois dias depois os artigos foram retirados.
Ao DN, porém, Luís Capucha esclareceu, por escrito, qual o sistema de revisão científica em vigor na revista: "Quando um artigo é submetido, ele é analisado pelo Conselho de Redação (CR) que, de três uma: ou decide aceitar; ou remete para revisão por parte de dois ou três peritos, ou rejeita. No segundo caso, o único que se tem verificado, há peritos convidados a rever que não estão disponíveis, sendo por isso necessário convidar outros. Os pareceres podem demorar algum tempo a chegar, embora a revista automaticamente emita reforço do pedido de revisão após três semanas de espera. Os pareceres dos dois ou três peritos podem ou não ser coincidentes, e podem ser, genericamente, do seguinte tipo: publicável como está; publicável com pequenas alterações, que são especificadas; publicável com grandes alterações, também especificadas; não publicável, com a devida justificação."
Nos casos em que os pareceres "são no sentido de "publicável"", explica Capucha, "com pequenas ou com grandes alterações, as recomendações dos peritos são enviadas aos autores, que decidem se querem ou não proceder às alterações. Se o fizerem, submetem novamente o artigo, que é reenviado aos peritos para verificar a conformidade. Nos casos em que estes não se dão por satisfeitos, normalmente o CR rejeita os artigos. Nos casos em que recomendam a publicação, o CR decide geralmente aprovar."
Mas, sublinha o atual responsável da revista, "A última palavra é sempre do Diretor e do CR, que têm em conta os pareceres dos peritos revisores. De todas as rejeições, como das aceitações, é dado conhecimento aos autores."
Uma vez aprovado, prossegue Capucha, "o artigo fica a aguardar a sua vez para ser publicado. Por exemplo, podemos estar neste mês a aprovar artigos que só terão lugar num número a publicar em 2020. Por isso se criou, no âmbito da política de ciência aberta, este procedimento do Ahead of Print. No fundo, o artigo está aceite, não está definitivamente publicado num número da revista, mas pode ser acedido e entrar no circuito de divulgação da ciência."
Assim, explica, "o que foi colocado on line, em Ahead of Print (no Prelo) foram os artigos que estavam aprovados na data da última reunião do Conselho de Redação, alguns dos quais poderão só vir a ser editados na versão definitiva em 2020."

Regras da revista violadas?

Sobre a existência ou não de revisão científica de todos os artigos publicados "ahead of print", porém, Luís Capucha não é claro: "Se os autores não receberam indicações de peer review (revisão pelos pares), foi porque os seus artigos foram aceites para publicação sem sugestões de correção. Com a mensagem recebida no dia que refere [20 de novembro], os que não sabiam ficaram a saber que o seu artigo tinha sido aceite para publicação, numa data ainda a determinar pelo Conselho de Redação em função da data de aprovação e de critérios editoriais como, por exemplo, a temática que abordam. Embora o Diretor tenha a autoridade suficiente para aprovar artigos, nenhum, no meu mandato ou no anterior, que eu saiba, foi aprovado sem a devida revisão pelos pares."
A utilização do condicional por Luís Capucha implica que não sabe se os artigos publicados on line tiveram ou não revisão científica; ora, nesse caso, como poderia ter decidido publicá-los?E como pode, sendo diretor, alegar não saber? É a editoria da revista que faz a ponte entre autores e "árbitros", e, como o próprio Capucha explicou ao DN - "A última palavra é sempre do Diretor e do CR, que têm em conta os pareceres dos peritos revisores. De todas as rejeições, como das aceitações, é dado conhecimento aos autores" -- a decisão de publicar os artigos depende do feed back dos revisores científicos. Logo, de acordo com as regras, não poderia ter decidido publicar os artigos sem conhecer as revisões.
E, como os membros da academia contactados pelo DN certificam, não só é raríssimo não haver sugestões de correção ou quaisquer observações, como mesmo que fosse o caso os autores receberiam sempre a notificação da revisão.
"O que os senhores dizem que "provaram" não podia ser sequer testado com os indicadores que escolheram (que raio de referees [revisores científicos] deixam isto passar em claro?). Instrumentaliza-se a sociologia e uma revista de que se é diretor para fazer valer um ponto de vista interessado."
Ora vários dos artigos publicados no dia 15 de novembro, "ahead of print", foram submetidos para integrar um número temático da revista sobre questões de família e género. Esse número tem duas editoras "convidadas" - Karin Wall, diretora do Instituto de Ciências Sociais, e Maria das Dores Guerreiro, anterior diretora da revista e atual vice-reitora do ISCTE. A primeira admitiu ao DN que o processo de revisão científica dos artigos em causa ainda não está terminado, ou seja, não havia de facto ainda peer reviews desses artigos.
Além disso, certifica Wall, "os autores recebem sempre um feed back da revisão, tinham de ser notificados". Sobre as circunstâncias da publicação, prefere não se alongar: "Não soube, não fui avisada antes. Esta é uma revista muito importante para a comunidade científica, que prezo muito. Confio no ISCTE e no Centro de Sociologia para resolverem a questão."
O DN não teve possibilidade de confrontar Luís Capucha com esta informação, já que este não voltou a responder a mails ou mensagens ou a atender chamadas do jornal após sexta 23.
"Não soube da publicação, não fui avisada antes. Esta é uma revista muito importante para a comunidade científica, que prezo muito. Confio no ISCTE e no Centro de Sociologia para resolverem a questão."
Nesse dia o sociólogo tinha acabado por reconhecer, em conversa telefónica, que "publicar os artigos daquela forma pode ser considerado um lapso", e comprometeu-se a enviar ao DN a revisão "por pares" do artigo de que é autor, assim como a especificar a data da sua aprovação para publicação e de quem foi essa decisão. Nas respostas escritas, antes dessa conversa, tinha adiantado que "a revisão pelos pares indicou que o artigo era publicável com alterações significativas. Foram realizadas, e os revisores ter-se-ão dado por satisfeitos, porque a indicação que recebi depois é que o artigo, na versão revista, foi aprovado" mas declarou não poder disponibilizá-la alegando que "não é possível ter acesso às revisões, dados os processos de "double blind review".
Apesar de ter sido relembrado várias vezes do compromisso de envio da peer review, Luís Capucha não a disponibilizou, nem esclareceu a data em que o artigo foi aprovado para publicação nem de quem foi a aprovação.

"Artigo é uma fraude científica"

A existência de revisão científica do artigo que Capucha assina em co-autoria com Luís Pereira e Tiago Tavares (identificados, respetivamente, como "mestre em Economia Política" e "mestre em Finanças") e a identificação de quem o aprovou para publicação tem particular relevo porque sociólogos contactados pelo DN - a maioria preferindo não ser identificada - não têm dúvidas em classificar as correlações estabelecidas no artigo como "sem pés nem cabeça" e "não permitindo tirar qualquer conclusão, para um lado ou para outro", para além de se espantarem com o tom belicoso - há referência repetida a "argumentos dos antitaurinos" -- e com a irredutibilidade das conclusões.
Há mesmo quem caracterize o artigo como "travesti de ciência" e "fraude científica". Neste último caso está João Sedas Nunes, professor no departamento de Sociologia da Universidade Nova.
Sedas Nunes reagiu logo no dia 20, no Facebook, à tese expendida por Capucha no Prós & Contras: "O que os senhores dizem que "provaram" não podia ser sequer testado com os indicadores que escolheram (que raio de referees[revisores científicos] deixam isto passar em claro?). Instrumentaliza-se a sociologia e uma revista de que se é diretor para fazer valer um ponto de vista interessado." Voltou à carga a 23 de novembro, ao partilhar um artigo de António Guerreiro, no Público, intitulado "O Púlpito dos charlatões", e no qual o articulista refere a participação de Luís Capucha no P&C em termos particularmente duros, descrevendo-o como "o sociólogo, o aficionado, o propagandista e o inimigo do saber, tudo na mesma pessoa", considerando que tal "só na televisão é que é possível."
Comentou Sedas Nunes: "Não é nada de pessoal. É só negócio, o da integridade da sociologia. Quando alguém, de púlpito, puxa dos galões da ciência e da sociologia, omitindo entre o mais que a ciência em que se guarda é a sua própria ciência timbrada na revista de que é diretor, para, com ou sem dolo, faltando grosseiramente à verdade e fazendo tábua-rasa do próprio conhecimento sociológico, propagandear um ponto de vista eminentemente político, torna-se-me imperativo reagir com firmeza. Calar perante a impostura é ser cúmplice da desqualificação pública da Sociologia enquanto ciência que a sua (despudorada) instrumentalização para fins políticos constitui."
"Não é nada de pessoal. É só negócio, o da integridade da sociologia. (...) Calar perante a impostura é ser cúmplice da desqualificação pública da Sociologia enquanto ciência que a sua (despudorada) instrumentalização para fins políticos constitui."
Ao DN, e após ler "até ao fim, com enorme esforço (e bastante irritação)", o artigo em causa, o professor da Nova aprofunda a análise sobre o que classifica como "uma fraude científica nos três níveis em que o juízo se pode realizar".
E elenca: "O epistemológico -- se, como os autores esclarecem, a questão é apenas mostrar que um certo ponto de vista político é uma mera opinião sem fundamento, então a prova que realiza e a conclusão que produz inscrevem-se em exclusivo no espaço das asserções políticas (não no das científicas); Teórico -- sendo quase omisso quanto a teoria, quando lhe recorre abusa. Nada nas teorias da socialização que são invocadas autoriza "afirmar que se no passado as crianças tivessem sido afetadas pelo contacto com a violência das festas taurinas e com as suas estruturas culturais, supostamente anacrónicas, isso se refletiria nas práticas e representações que são produto das disposições incorporadas e dos processos de socialização dos adultos abrangidos pelos dados estatísticos relativos aos níveis de consumo e às taxas de criminalidade, que não deixariam de as refletir.""
Isto, diz, "já para não notar o absurdo lógico de afirmar uma conjetura - que se entende porque todo o texto está redigido dentro de uma economia de argumentação política em que se dispensa a prova empírica do juízo de facto; metodológico -- nada, mas mesmo nada no conhecimento científico-social - sociológico, antropológico, mas também económico (um dos autores é pelos vistos economista) -, nada, mas mesmo nada do que se sabe dos processos a que o texto se refere permite a conceptualização que os autores elaboram da noção de "mal-estar físico e mental das crianças" e todas as operações de equivalência lógica que essa conceptualização contém."
Porque, frisa, "é preciso não perder de vista (e é fácil perdê-lo) que a "criminalidade" é, no modelo de estudo construído, no fundo indicador de perturbação do "bem-estar físico e mental das crianças envolvidas nos espetáculos tauromáquicos e representações associadas, bem como com o bem-estar mental e emocional das crianças que como espetadores estão expostas à violência das touradas" e "o seu potencial efeito no desenvolvimento das crianças." Por outras palavras, a "criminalidade" mediria a perturbação do bem-estar físico e mental das crianças."
A "criminalidade" é, no modelo de estudo construído, no fundo indicador de perturbação do "bem-estar físico e mental das crianças envolvidas nos espetáculos tauromáquicos, bem como com o bem-estar mental e emocional das crianças que como espetadores estão expostas à violência das touradas". Por outras palavras, a "criminalidade" mediria a perturbação do bem-estar físico e mental das crianças. Como é que se chega a esta indexação? Através de um conjunto de sucessivas conexões articuladas sem qualquer base teórica, empírica ou sequer lógica."
E Sedas Nunes pergunta: "Como é que se chega a esta indexação? Através de um conjunto de sucessivas conexões articuladas sem qualquer base teórica, empírica ou sequer lógica: a) primeiro, sintetiza-se aquelas premissas na seguinte: que a experiência taurina "tem efeitos psicológicos negativos para o crescimento psicologicamente equilibrado das crianças"; b) em segundo lugar, transformam-se estes efeitos em "violência", e especificamente em violência não como experiência mas enquanto conduta/prática, quer dizer, afirma-se que uma criança exposta a violência e, como resultado disso, sujeita a "perturbações psicológicas" será sujeito de violência; c) em terceiro lugar, por fim a "violência" transmuda em "criminalidade.""
Para tornar claro o que vê como uma cadeia de conexões sem sentido, o sociólogo vira-a ao contrário: "Vendo estas operações ilógicas inversamente, para os autores, a criminalidade é um indicador de violência, que, por seu lado, é uma expressão rigorosa de "perturbações psicológicas", que, finalmente, é o estado consolidado na idade adulta do "mal-estar infantil", tudo isto enquanto presumem o velho princípio (igualmente muito discutível) da economia ceteris paribus [tudo o resto permanecendo constante] para concluírem que a "demonstração de ausência de correlação desmente os argumentos antitaurinos de forma inquestionável" (isto aqui não é uma simples muleta retórica do argumento, é o remate coerente de um objeto que, de facto, participa de uma luta política entre prós e anti-taurinos, ao menos tal como ela é imaginada por aqueles)."

A "leviandade" da ONU

De relevar, por outro lado, que na literatura citada pelo artigo não figura qualquer estudo especificamente sobre o objeto que este supostamente visa analisar - o efeito nas crianças da assistência a espetáculos taurinos. Poder-se-á concluir dessa ausência de referência que esses estudos não existem, mas há pelo menos quatro, comissionados, em 1999, pelo então Defensor del Menor de la Comunidad de Madrid, Javier Urra, a peritos - incluindo sociólogos -- de várias universidades espanholas.
Em causa neste pedido de investigação estava a decisão, tomada em 1998, na Catalunha, de proibir a assistência de touradas a menores de 14 (em 2010 a região, por decisão do parlamento, proibiu as touradas, na senda da decisão no mesmo sentido das Canárias, em 1991; a decisão foi em 2016 considerada sem efeito pelo Tribunal Constitucional espanhol).
Os estudos foram coordenados por Enrique Echeburúa, catedrático de Psicologia da Universidade do País Basco; pelo menos um deles viria a ser publicado autonomamente em 2004. E se concluem pela inexistência de provas científicas de que assistir àquele tipo de espetáculos cause, em geral, "uma interferência emocional negativa nas crianças", não são inteiramente tranquilizadores, alertando para que a conclusão só vale "quando se trate de crianças psicologicamente sãs e que assistam a esses espetáculos esporadicamente, voluntariamente e acompanhadas de adultos que tenham uma atitude positiva face à corrida."
Uma conclusão dos estudos é de que a maioria das crianças de uma das amostras - 240, entre os oito e os 14 anos - não gostavam de touradas e 60% achavam-nas "violentas" e entre 30 e 50% consideravam-nas maus tratos aos animais, sendo 66% contra a morte do touro.
Reconhece-se porém que "em alguns casos as crianças podem mostrar algumas manifestações emocionais de nervosismo e preocupação, especialmente quando o animal demora muito tempo a morrer [em Espanha os touros são mortos na arena] ou quando há uma colhida, mas estes sintomas são transitórios e não têm mais importância que as reações experimentadas depois de assistir a um filme de terror na TV." E que pode haver perigo para crianças "com uma psicopatologia clínica específica - transtornos de ansiedade e depressão --, assim como para aqueles que possuam maior vulnerabilidade (muito sensíveis ou muito impulsivos), que não devem assistir às corridas. Tão-pouco são aconselháveis a crianças que tenham uma atitude ecológica extrema de proteção dos animais." Uma conclusão dos estudos é de que a maioria das crianças de uma das amostras - 240, entre os oito e os 14 anos - não gostavam de touradas e 60% achavam-nas "violentas" e entre 30 e 50% consideravam-nas maus tratos aos animais, sendo 66% contra a morte do touro.
Existe ainda pelo menos um "comentário técnico" da Ordem dos Psicólogos Portugueses, intitulado "Impacto Psicológico da Exposição das Crianças aos Eventos Tauromáquicos", datado de junho de 2016, efetuado a pedido do Partido Animais e Natureza, no contexto do debate sobre o projeto de lei deste partido, apresentado em 2016, visando proibir a assistência de menores de 18 anos a touradas.
"O Comité da ONU ao recomendar, levianamente, medidas de sensibilização sobre a violência física e mental associada às touradas [recomendação de 2014], abre caminho a um possível ataque à diversidade cultural que a UNESCO tanto defende, ao mesmo tempo que atenta contra a dignidade e continuidade das "nossas" práticas culturais."
Curiosamente, no site do parlamento, e presume-se que a propósito da discussão do citado projeto de lei do PAN, encontra-se não só o resumo dos estudos espanhóis citados mas também uma versão anterior, não datada e mais abreviada, do artigo de Capucha, Pereira e Tavares. Nesta, porém, o primeiro autor é Luís Pereira (autor de uma dissertação de mestrado orientada por Capucha, no ISCTE, em 2010 na qual correlaciona o índice de atividade tauromáquica com o índice de desenvolvimento, concluindo com um manifesto pela reintrodução no país da corrida de morte: "Os aficionados portugueses das corridas integrais, por uma questão de justiça, devem poder exercer um direito cultural, ou seja, devem poder participar neste tipo de rituais em Portugal. (...) É tempo de devolver aos portugueses a liberdade de legalmente assistirem na sua terra a uma representação cultural na íntegra e não só a um mero simulacro. Na corrida de toiros os animais bravos são os adversários dos homens, num combate ritualizado entre a cultura e a natureza, que em regra e com regras, deve finalizar com o Homem dominando as forças da natureza, ato este representado pela morte do touro no lugar da lide, a arena.").
Com o título "Atividade Tauromáquica Versus Indicadores de Violência e Desenvolvimento", o artigo encontrado no site do parlamento estabelece o mesmo tipo de correlação da versão posterior e tem a mesma conclusão: "A demonstração de ausência de correlação desmente os argumentos anti-taurinos de forma inquestionável." Termina com um ataque à ONU: "O Comité da ONU ao recomendar, levianamente, medidas de sensibilização sobre a violência física e mental associada às touradas [recomendação de 2014], abre caminho a um possível ataque à diversidade cultural que a UNESCO tanto defende, ao mesmo tempo que atenta contra a dignidade e continuidade das "nossas" práticas culturais. Desconhece-se quais as medidas de sensibilização que o Comité pretende implementar, mas sejam quais forem é obrigatório que os Direitos Fundamentais das comunidades, Constitucionalmente protegidos, sejam respeitados e que os valores culturais possam continuar a ser transmitidos."

A "paixão inescapável" da afición

A Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial foi, precisamente, invocada na candidatura, em 2017, de um projeto liderado por Luís Capucha ao Orçamento Participativo com o objetivo de "inserir a cultura tauromáquica na lista de Património Cultural Imaterial de Portugal".O projeto é um dos 38 aprovados através de votação pública, recebendo uma dotação de 200 mil euros, e foi objeto de uma encomenda ao Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, tendo Luís Capucha sido nomeado o coordenador académico do mesmo.
De acordo com o próprio, em entrevista ao jornal i, "o ISCTE-IUL recebeu uma encomenda da Direção Geral do Património Cultural no sentido de executar os trabalhos conducentes ao cumprimento do projeto aprovado no quadro do referido Orçamento Participativo. O trabalho, cujo âmbito é estritamente científico, está sediado no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL".
"Revela um engajamento relevante da sociologia com agendas sociais e políticas específicas e particularistas, bem conotadas ideológica e partidariamente, e uma correspondente desresponsabilização em relação aos grandes problemas sociais das sociedades dos nossos tempos."
O concurso para os bolseiros que trabalharão no projeto decorreu até setembro último, tendo sido contratados quatro investigadores; em outubro, foi notícia uma pergunta do PAN sobre financiamento direto do ISCTE - e portanto público - para a promoção da tauromaquia, baseando-se no contrato assinado pelo instituto para a prossecução do projeto e no qual figuraria uma verba de 10 mil euros, em ajuste direto, para a realização de um documentário sobre o tema. Luís Capucha negou que tal fosse verdade, reputando de "erro" essa menção do contrato e assegurando, em entrevista à Lusa, "o rigor e qualidade científica do CIES neste como noutros projetos" e garantindo que "não há um ponto de vista ou orientação prévia para a recolha de material e elaboração da candidatura, e que as visões contrárias serão incluídas no trabalho que vai olhar para a tauromaquia no seu conjunto, incluindo as diferentes perspetivas a respeito da festa de toiros".
Como já foi dito, o DN não conseguiu voltar a falar com Luís Capucha desde 23 de novembro, pelo que não foi possível confrontá-lo com as escolhas bibliográficas do seu artigo, com as análises de colegas ouvidos pelo DN, com o facto de uma versão anterior do artigo figurar no site do parlamento português ou com a aparência de conflito de interesses na acumulação da promoção de um projeto de defesa da tauromaquia e do lobbying para a aprovação do mesmo com a coordenação científica desse projeto num instituto público.
Em setembro, Capucha escrevera no blogue Café Vila Franca uma reflexão sobre a Sociologia e o seu devir, intitulada "Preocupado com o presente e o futuro da sociologia em Portugal", na qual criticamente refere os temas das bolsas de doutoramento concedidas pela Fundação de Ciência e Tecnologia na área da Sociologia, concluindo: "Esta lista revela um engajamento relevante da sociologia com agendas sociais e políticas específicas e particularistas, bem conotadas ideológica e partidariamente, e uma correspondente desresponsabilização em relação aos grandes problemas sociais das sociedades dos nossos tempos."
não podia deixar de ser "Não poderia deixar de ser um vilafranquense, nem que quisesse. Ser aficionado é trazer consigo uma paixão da qual não se consegue (pelo menos não imagino como) escapar."
Num outro artigo, publicado na revista AntHropológicas (da Universidade Fernando Pessoa), em 2013, Capucha tinha escrito: "Julgo ter aprendido a distanciar-me da visão etnocêntrica com o auxílio da teoria sociológica, mas não podia deixar de ser um vilafranquense, nem que quisesse. Os meus interesses de pesquisa viraram-se para os temas da pobreza, das políticas sociais, do emprego e da educação e para as metodologias de planeamento e avaliação. Mas ser aficionado é trazer consigo uma paixão da qual não se consegue (pelo menos não imagino como) escapar."
O DN também procurou obter de João Sebastião, diretor do Centro de Sociologia do ISCTE, que edita a revista que Luís Capucha dirige, e de Maria das Dores Guerreiro, anterior diretora da revista e atual vice-reitora do instituto, comentários e esclarecimentos sobre esta polémica, tendo sido enviados mails para os dois com perguntas. Ambos estavam, aliás, por iniciativa de Luís Capucha, entre os destinatários das respostas que enviou ao DN a 23 de novembro. Nenhum dos dois académicos respondeu até ao fecho deste texto.》


Fonte:
https://www.dn.pt/pais/interior/sociologo-acusado-de-instrumentalizar-revista-cientifica-para-defender-tauromaquia-10264241.html

sábado, 5 de agosto de 2017

As touradas VÃO ACABAR!


O que eles dizem não é a realidade. Esta prática só sobrevive com os subsídios e apoios da autarquia. Não há lucro!

“As touradas não vão acabar. Vejo os miúdos virem aqui fingir que estão a tourear”

《A tourada está novamente a provocar polémica, desta vez por causa das declarações de Daniel Deusdado, diretor de programas da estação pública, que afirmou que, apesar das boas audiências televisivas, o canal não vai transmitir mais corridas além das agendadas. O i foi medir o pulso à Moita e a Vila Franca


É fácil encontrar a praça de touros de Vila Franca de Xira. Para quem vem de Lisboa, a Praça de Touros Palha Blanco é a primeira coisa que se vê ao entrar na vila. Entalada entre a linha de comboio e o cemitério, a praça está, por estes dias, quase ao abandono: nesta zona não há sinais de comércio e até o restaurante e o museu etnográfico, que se encontram dentro do recinto, estão fechados, como nos explicou o arrumador de carros José Júlio – a única vivalma que por aqui se encontra. Também ele reconhece que esta zona está abandonada: “As pessoas só vêm cá quando há festas.”
Agora, a praça está impecavelmente pintada de branco e amarelo, mas José Júlio não esquece o dia em que manifestantes antitaurinos vandalizaram o recinto e, a vermelho, escreveram impropérios nas paredes e no monumento do toureiro que está à entrada. “Quem gosta, gosta. Quem não gosta, não venha porque não é bem-vindo”, desabafa.
Já no centro de Vila Franca, começa- -se a ver vida. Cada montra ou pedaço de parede livre é aproveitada para colar cartazes taurinos, com largo destaque para as festas de Coruche, Alverca e Alcochete, que se avizinham. Nas ruas há tábuas a proteger portas e janelas das marradas dos animais.
Alice Lambuça já vende artigos tauromáquicos na sua pequena loja há mais de 30 anos e não tem dúvidas de que, por aqui, o negócio tem sido sempre a piorar: “De há 30 anos para cá, há menos negócio aqui para a loja. A crise é grande e talvez esses senhores que andam a apregoar aí essas coisas também tenham ajudado…”, diz, referindo-se às associações de defesa dos animais e antitouradas.
Nascida e criada em Vila Franca de Xira, Alice habituou-se a ir ver as touradas desde miúda e agora é com pena que vê a tradição a ser atacada: “A tourada é cruel? Há muita coisa cruel. Mata-se porcos, mata-se frangos… eu não acredito que eles sejam todos vegetarianos. Palavra de honra, não acredito. Isso é coisas de meninos parvos. Alguns nem sabem o que é um touro”, refere, sem largar o pedaço de tecido verde que vai cosendo.
“As touradas não vão acabar, com certeza. Então eu vejo os miúdos a virem aqui comprar roupa para forcados. Alguns chegam aqui e começam a brincar com os panos de cozinha, a fingir que estão a tourear”, diz, já a sorrir.
Alice vende tudo, desde os sapatos do campino até ao barrete, “tudo feito à mão”. Um traje completo de campino custa 445 euros. Mas nem as touradas têm ajudado o seu negócio, só as festas: “Para os comerciantes, não faz grande diferença haver corrida ou não, as pessoas que vêm só para as corridas não vêm fazer compras. Quando há as festas do Colete Encarnado e da feira, aí sim, já se nota mais gente. Nos dias de festa nota-se logo.”
Para Alice, a culpa também é da desertificação: “Vila Franca está a ficar deserta. Se houvesse mais iniciativas, ajudava a terra. Não digo só touradas, mas mais coisas. Nós vivemos essencialmente do Colete Encarnado e da feira. Até outubro, está parado. Nesta zona da praça de touros ainda é pior, há ali o cemitério, se calhar é por isso”, graceja.
Já Adelaide, dona do restaurante Espeto Real, não vê motivos para dramas. “Nos dias de tourada vêm muitos forasteiros. Nas festas, então, isto é uma loucura, estamos a falar de 70 ou 80 mil pessoas que bombardeiam Vila Franca”, refere com um sotaque transmontano. Nascida em Vila Real, mudou-se para esta zona há 39 anos. Em Trás-os-Montes ou Vila Franca, a paixão pelos touros é a mesma: no norte não perdia uma garraiada e aqui não perde uma largada.
“Touradas em vias de extinção? Aqui?! Aqui não!”, exclama, acrescentando: “Temos de manter as nossas tradições porque sem elas deixamos de ser portugueses.” O Campo Pequeno, em Lisboa, serve de comparação: “Sem a tourada, aquilo passa a ser o quê? O circo?”
E as opiniões fortes de Adelaide não se ficam por aqui: “Criamos os animais para os comermos e para nos divertirmos com eles. É verdade ou não é?”
Em relação à polémica da semana, Adelaide não tem dúvidas: “Claro que há discriminação contra as touradas. Então porque é que se transmite um jogo de futebol onde anda tudo à pancada? Na tourada, ninguém anda à pancada. Para o futebol há tantos milhões e para a tourada ninguém sequer quer transmitir na televisão.”
Mário, de 79 anos, orgulha-se de ser o talhante mais antigo do mercado municipal de Vila Franca de Xira. Encara-nos logo sem rodeios: “Então mas vocês são aficionados? Ou são daquelas organizações que vêm para aqui fazer barulho por causa dos touros?”
“Eu cá adoro ir às corridas. Quando era novo ia todos os dias às festas de Badajoz. Depois do almoço saía aqui do talho, pegávamos no carro e [desliza as mãos rapidamente uma pela outra] lá íamos ver as corridas de touros”, recorda. Agora, a saúde já não permite tais andanças.
Para o talhante, a tradição está a perder-se: “Os jovens já não vão muito aos touros.” Pessimista, explica: “Daqui a dez anos já não estou cá, mas a tourada é capaz de desaparecer. Agora está tudo parado, aqui o mercado de Vila Franca de Xira, que era um dos melhores, está neste estado [e mostra a paisagem quase desértica do mercado]. Está tudo a acabar. Aqui não têm iniciativa, não fazem nada…”
Opinião contrária tem Maria João Carraça, chefe da divisão de Cultura da Câmara Municipal de Vila Franca: “Somos um município que não para na produção de eventos.” A autarquia reconhece o peso dos eventos de cariz taurino: “O impacto das atividades taurinas em Vila Franca de Xira é bastante notório ao longo do ano e manifesta-se particularmente na Festa do Colete Encarnado e na feira anual. São eventos que trazem muitos milhares de pessoas, portugueses e estrangeiros. Evidentemente que isto é muito importante para o comércio.”
“De há dez anos para cá, estes eventos têm vindo a crescer e há um maior número de visitantes”, explica Maria João Carraça, acrescentando que a vila não está dependente da tauromaquia: “A vila tem outros polos culturais que também trazem muita gente, há público para tudo.”》



Fonte: 
I online

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Aluguer de Touros – Pagamos Todos!

VFX 55.000 euros para touros

A autarquia de Vila Franca de Xira celebrou um contrato por ajuste directo com a empresa Colina Fresca Agro-Pecuária, Lda. para o aluguer de touros e novilhos para as práticas bárbaras que decorrerão na vilória pela “módica” quantia de 55.000 euros.

Criminosamente, esta autarquia asquerosa, continua a não ter qualquer problema em roubar descaradamente milhares e milhares de euros aos contribuintes!

 Prótouro
Pelos touros em liberdade
https://protouro.wordpress.com/

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Violação dos artigos da Convenção dos Direitos da Criança

"a participação de crianças e adolescentes em actividades taurinas, constitui uma forte violação dos artigos da Convenção dos Direitos da Criança" 

Resolução do Comité dos Direitos da Criança da ONU, reunido na sede do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Genebra a 22 e 23 de janeiro de 2014.

Recomendação o Comité dos Direitos da Criança





«A recomendação parte do Comité dos Direitos da Criança, órgão máximo a nível internacional para esta matéria, encarregado de garantir o cumprimento da Convenção sobre os Direitos da Criança, com base num relatório apresentado pela Fundação Franz Weber, no âmbito da sua campanha “Infância sem Violência”.

A observação é destinada a Portugal, o único país com atividade taurina examinado este ano pelo Comité, mas segundo Vera Weber, vice-presidente da Fundação, “o mesmo princípio, aplica-se, desde hoje, a todos os outros Estados partes, pois a Convenção tem como objetivo oferecer os mesmos direitos a todos, e isto aplica-se a todas as crianças”.

A Organização das Nações Unidas (ONU), através do Comité dos Direitos da Criança, um dos 9 órgãos de tratados em matéria de direitos humanos, pronunciou-se de forma expressa, contra a participação e assistência de crianças a eventos taurinos.

Desde pequenas, as crianças são expostas a uma forma de atividade violenta” que, além do mais, “apresenta riscos para a sua própria integridade física”.
(...)apesar do organismo português para a proteção das crianças, ter declarado em 2009, que estas atividades supõem um risco para estas, atualmente continuam a ser autorizados menores de idade a participar em espetáculos taurinos, contrariando as obrigações da Convenção.

(...)o Comité tornou pública a sua postura a respeito da participação e assistência de crianças a espetáculos taurinos “O Comité, com vista à eventual proibição da participação de crianças na tauromaquia, insta o Estado Parte a adotar as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objetivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e atuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores”. E, entre outras observações, acrescenta: “O Comité, insta também o Estado Parte, para que adote medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e o seu impacto nas crianças”.

Nas escolas, nas aulas ou em eventos taurinos em que participam crianças, estas têm que ferir com violência os touros, com instrumentos cortantes, e agarra-los, sem qualquer proteção, até os dominar, sendo muitas vezes vítimas de acidentes”, afirma Sérgio Caetano, representante da Fundação Franz Weber em Portugal. “Por outro lado, as crianças que assistem a estes espetáculos, presenciam imagens de grande violência. Entendemos que agora, Portugal deve evitar que os menores de 18 anos frequentem aulas de tauromaquia e participem ou assistam a espetáculos taurinos

a ONU deu-nos mais um argumento para estarmos contra a tauromaquia e este tipo de espetáculos violentos que prejudicam, não só os animais, mas toda uma sociedade, incluindo crianças e adolescentes”.»

Fonte:
A ONU pede a Portugal para afastar as crianças da “violência da tauromaquia”

domingo, 6 de setembro de 2015

Um artigo deprimente!

Que Luís Capucha é aficionado, já há muito se sabe. O que se torna agora incontornável é a falta de capacidade de análise e a total ausência de pensamento crítico de que este senhor padece. Prova disto é o infeliz artigo que escreveu no Público: uma sucessão de chavões sem qualquer objectividade ou sustentação lógica. Quando se quer defender o indefensável não basta a vontade; é preciso, sobretudo, inteligência, capacidade de manipulação dos factos e muito empenho. Acresce a tudo isto o facto de o artigo ser, essencialmente, um ataque a outro articulista e ao que escreveu e não uma defesa objectiva da tauromaquia. Ataca-se o mensageiro para evitar o vexame de reconhecer que não há razões válidas para se justificar um vício, que não seja assumi-lo humildemente.

Em suma, um artigo deprimente.
via Enterrar Touradas


Sobre a Festa de Toiros: falemos de democracia
 Para os aficionados, o toiro é um animal sagrado, que se teme e admira, que desperta paixão e amor.

in Jornal Público

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Milhares para os tauricidas!

Ignóbil! Vergonhoso! Xulos!
E ajudas para pessoas com deficiência que precisam de sair de casa?
Pagam 15€ aos bombeiros ou ficam em casa!
Esta gente tem que ser travada.

 «Comparticipação financeira à Associação Escola de Toureio José Falcão para aquisição de viatura»
http://www.cm-vfxira.pt/uploads/writer_file/document/11414/ordem.dia.pdf




«Vila Franca de Xira Milhares de Euros para a Tauromaquia

A vergonhosa autarquia de Vila Franca de Xira continua escandalosamente a desbaratar dinheiros públicos em tauromaquia:

– 66.000 euros para a escola de toureio;
– 42.000 euros para alugar bovinos para o Colete de Encarnado;
– 12.000 euros para apoiar a praça de touros, etc.

E hoje irá ser aprovada uma comparticipação financeira sabe-se lá de quantos mil euros para a aquisição de uma viatura para a escola de toureio José Falcão.

Um país onde certos autarcas desviam dinheiro dos cofres municipais para alimentar a asquerosa e nojenta indústria tauromáquica, autarcas esses, que se estão nas tintas para as necessidades dos cidadãos não é um país é uma anedota, porque num país a sério esta gentalha há muito que estaria sentada no banco dos réus para ser julgada pelos seus crimes.

Prótouro
Pelos touros em liberdade
https://protouro.wordpress.com/2015/07/15/vila-franca-de-xira-milhares-de-euros-para-a-tauromaquia/

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Este rapazinho tem um problema grave como é apanágio de todos os tauricidas.


Acreditam nas mentiras que dizem e dizem-nas tantas vezes que para eles se torna um verdade.
[[onde já ouvi isto?! Ah foi o Goebbels “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” ]]

«A Stand-Up Comedy do Diogo Palha

Diogo Palha, ex-forcado que se gaba de ter 5 primos cavaleiros tauromáquicos, 4 familiares ganadeiros e uma família que há mais de 150 anos vive da tortura de bovinos escreveu um artigo de opinião intitulado “Tauromaquia – Um Sector de Actividade Cheio de Saúde”.

O artigo em questão tem a ver com fundos comunitários nomeadamente os fundos Portugal 2020 e diz o pequeno e citamos:

“Porque realmente é preciso estar de muito boa saúde para se desprezarem as várias possibilidades que o Portugal 2020 oferece às empresas e suas associações e é bom não esquecer que as ganadarias são empresas, os toureiros são empresas, os promotores das corridas são empresas, os transportadores de toiros são empresas, os emboladores são empresas e os produtores de publicidade são empresas.
Se a Tauromaquia portuguesa e as suas empresas precisassem de apoios que a ajudassem a revigorar-se e a ser mais competitiva, os seus líderes estariam atentos e disponíveis para trabalhar de forma incessante no aproveitamento destes Fundos.
Só não estão atentos nem aproveitam porque a Tauromaquia portuguesa não precisa como aliás se pode verificar pelo fulgor económico dos nossos toureiros, ganaderos e empresários, pelas praças sempre esgotadas com cartéis com as máximas figuras de todo o mundo, pelo número crescente de corridas, pela quantidade de feiras taurinas existentes, pela forma moderna e atractiva com que investem na publicidade e promoção, pelo enorme valor de exportações que fazem actuando no estrangeiro e vendendo toiros para fora do país”.
(artigo de naturales-tauromaquiablog)

Depois de lermos estas afirmações das duas uma ou o rapazola está a ser irónico ou realmente acredita em tudo o que proferiu. Ora tendo em conta que a ironia não faz parte do vocabulário dos aficionados, isto quer dizer, que esta alminha quer convencer tudo e todos que a tauromaquia não recebe um chavo de fundos comunitários porque não precisa, porque está de boa saúde.

Que grande lata que o tipo tem especialmente quando pertence a uma família que anda a mamar há anos e anos subsídios europeus, estatais e camarários.

Que pena temos que a estupidez não pague imposto!

Prótouro
Pelos touros em liberdade


;) o faz tudo...
«Diogo Palha é PARA JÁ o empresário - proprietário de um meio de comunicação social da especialidade/ opinion maker/ ex dirigente da ANGF/ ex cabo do Grupo de Vila Franca/ ex forcado do Grupo de Santarém»
in diariotaurino


"quem não se sente não é filho de boa gente"? Ou quem nãodeve não teme!?
"Senhora Ministra da Cultura, deixe de apoiar as touradas e apoie mais o teatro".
Luís Mário Lopes - encenador

Não há PróToiro, não há reacção...
por Diogo Palha

Na passada segunda-feira teve lugar a entrega de Prémios da Sociedade Portuguesa de Autores, eventos que a RTP transmitiu no seu canal 1.
Durante a entrega dos prémios um dos galardoados, um encenador de seu nome Luís Mário Lopes, aproveitou o seu tempo de antena para dar o seguinte recado: "Senhora Ministra da Cultura, deixe de apoiar as touradas e apoie mais o teatro".
Na nossa sociedade, que felizmente vive em liberdade, a ignorância é um direito e dizer alarvidades em directo na TV é o "pão nosso de cada dia". Por isso até acho normal que o tal Luís Mário Lopes seja ignorante e mostre a sua ignorância em directo na TV. O que já não me parece normal é que a Festa e os seus principais agentes continue impávida e serena a assistir a estas coisas sem reagir, sem repôr a verdade, sem vir a público dizer que o encenador Luís Mário Lopes é ignorante e não sabe do que fala.
Já diz o ditado que "quem não se sente não é filho de boa gente" e a Festa quando é atacada, ainda por cima de forma mentirosa e injusta, tem a obrigação de se sentir. Repito: tem a OBRIGAÇÃO de se sentir.
A maioria da população portuguesa não faz ideia de como funciona a tauromaquia em Portugal e, por isso, na segunda-feira passada por causa das palavras do tal Luís Mário Lopes, ficou com uma ideia errada de que a Festa é apoiada pela Ministério da Cultura e pela Ministra. Há que repôr a verdade.

1) Não se sabe se a Ministra da Cultura é aficionada ou não. O que se sabe é que é cumpridora da lei e a lei em Portugal diz que a Tauromaquia é INQUIVOCAMENTE (esta palavra faz parte do decreto-lei) parte da Cultura Portuguesa. Ora se assim é, cabe ao titular da Pasta da Cultura, seja ele quem for, cuidar da Tauromaquia, como lhe cabe cuidar das restantes formas de cultura. É a lei que o diz e os governantes devem cumprir a lei.
2) A Tauromaquia não recebe um único euro do Ministério da Cultura. Do orçamento do Ministério da Cultura não sai um único euro para a Festa dos Toiros. Ao contrário do que sucede para o teatro (certamente para as peças encenadas pelo tal Luís Mário Lopes que ao contrário da Tauromaquia não consegue que o público se interesse para comprar os bilhetes suficientes para suportar o seu negócio, daí ter de andar a pedinchar à Ministra da Cultura).
3) A Tauromaquia paga ao Ministério da Cultura muitas dezenas de milhares de euros por ano em licenças.
4) A Tauromaquia até paga à Sociedade Portuguesa de Autores, em todos os espectáculos que se realizam, pelo direito da Banda tocar músicas que foram escritas por algum autor. É de mau gosto ir a uma gala receber um prémio e ofender e mentir sobre um contribuinte da entidade que dá o prémio, mas enfim, não podemos pedir que o tal Luís Mário Lopes não seja ignorante, mentiroso e mal educado.

Cabia à PróToiro ter reagido logo. Cabia-lhe ter feito chegar um Comunicado à RTP, à SPA e à comunicação social. Cabia-lhe repôr a verdade, não só na sua defesa mas também na defesa da própria Ministra da Cultura. Defender a Ministra porque ao contrário de outros esta não tem vergonha de cumprir a lei não se faz dando-lhe almoços e palmadinhas nas costas, faz-se com cidadania e a Festa tem de assumir de uma vez que tem a OBRIGAÇÃO de se defender e de se promover.

Quando ao tal Luís Mário Lopes, aconselho-o a que peça com mais insistência dinheiro ao Ministério da Cultura pois se agora já não consegue vender os bilhetes suficientes para tornar as suas encenações viáveis, fica a saber que ainda menos venderá pois nenhum aficionado irá ver as suas peças, a começar pela sua peça actual "Casa dos Anjos". Ao contrário dos "chulos" do orçamento do Ministério da Cultura que precisam do dinheiro de quem não tem interesse nenhum em ver as suas obras para sobreviverem, a Festa dos Toiros vive por si só e pela afición das centenas de milhares de portugueses que vão aos toiros todos os anos.

23 de fevereiro de 2011

domingo, 5 de julho de 2015

Maurício do Vale um Perito em Bacoradas

foto

No discurso feito na abertura da exposição dedicada aos 60 anos do matador de bovinos Mário Coelho, em Vila Franca de Xira, Maurício do Vale afirmou e citamos:

“Os toureiros são um exemplo de vida, para quem está e para quem virá a seguir. Temos todos a aprender com eles, com a sua humildade e paixão. Este país precisa da tauromaquia e destes exemplos como o do Mário Coelho. Tem de ser um factor de união profunda em Vila Franca de Xira e todos são bem-vindos, os que gostam desta arte, os que não gostam e os que são contra”.

Os toureiros são um exemplo de vida! Em Vila Franca de Xira são todos bem-vindos mesmo os que são contra!

Desde quando é que torcionários são um exemplo de vida? Desde quando é que os anti-touradas são bem-vindos em Vila Franca de Xira?

Maurício do Vale há limites para tudo até para a estupidez e uma vez que você não sabe, nós temos todos o prazer em informá-lo que o que este país precisa não é de tauromaquia, algozes ou pessoas como você, o que este país precisa urgentemente é de evoluir e de abolir de uma vez por todas práticas rançosas e medievais.

Prótouro
Pelos touros em liberdade


Fica o nosso comentário:

“bem vindos… os que não gostam e os que são contra”?

Claro que somos! Ameaçados, ofendidos, ostracizados!
Por isso que muitas das pessoas nesta terra que são Anti-tauromaquia se calam! Conhecemos pessoalmente muitas que temem represálias e perder os postos de trabalho…
Lamentável! Vergonhoso! Isto sim é Involução!

[o Mauricinho(mais um “penetra”) está pior que o Choné-Chaubet quando diz: “Sou apreciador e defensor dos espetáculos tauromáquicos. Encontro neles emoção, estética, valentia, estoicismo, solidariedade e voluntariedade no perigo.”]
Só falta dizer: Venha vinho! Venha!

Sobre o “maestro” matador nem nos pronunciamos pois preferimos dizer pessoalmente!

Somos Vilafranquenses e somos Anti-tauromaquia!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Polémica no ar: e se Pedrito voltar a MATAR um toiro em Vila Franca?


aconteceu em 7 de Maio de 1977...
E se isso volta a acontecer este domingo em Vila Franca?...

A polémica está no ar e pelos mentideros da Festa corre à boca cheia que "pode acontecer". Como há catorze anos na Moita, Pedrito de Portugal volta a enfrentar no próximo domingo em Vila Franca  o enorme e decisivo desafio de provar se é desta - ou não - que se relança e regressa em definitivo à ribalta (de onde nunca deveria ser saído) e o calorento ambiente da praça "Palha Blanco" (uma das mais aficionadas ao toureio a pé e sobretudo, à verdade do toureio a pé) pode dar azo a tudo... até mesmo a que volte a estoquear um toiro!

Fê-lo em 2001 na Moita e foi condenado ao pagamento de uma coima de 100 mil euros (vinte mil contos), mas mesmo assim... as dúvidas ficam no ar até ao próximo domingo. O empresário Paulo Pessoa de Carvalho disse ontem ao "Farpas" que se trata de uma corrida "onde tudo pode acontecer".

Pedrito tentou nos últimos dias que fossem autorizados a intervir os seus picadores, mas a IGAC não permitiu. "Se o ambiente se proporcionar, e Vila Franca é uma praça propícia a isso, tudo pode mesmo acontecer...", disse ao "Farpas" uma fonte próxima do matador.

in farpasblog


«Enfermarias das Praças de Touros Não Cumprem Regulamento»

Luis Miguel Ramos

Luís Miguel Ramos, cirurgião do Hospital de Vila Franca de Xira e também responsável pela enfermaria da praça de touros da vilória afirma que a maioria das enfermarias das praças de tortura não têm condições porque não conseguem proporcionar um bom socorro aos algozes em caso de necessidade.

De acordo com o referido cirurgião e citamos: “Da esmagadora maioria das praças que visitei, nunca desempenharia lá a minha função porque não têm condições. Estou a falar de praças no Ribatejo, Norte e Sul do país mas também em algumas praças consideradas de primeira linha, que me deixaram desolado. Fiquei a pensar como era possível dar um espectáculo naquelas condições. Há praças que não têm desfibrilhadores para casos de paragem respiratória ou cardíaca. Só com uma compressa e Betadine não se resolve nada”.

E vai mais longe ao afirmar que poucas estarão em condições de se adaptarem às exigências do novo regulamento tauromáquico.

Comentários para quê afinal, as leis neste país, só servem para decorar o Diário da República, e este governo ao invés de abolir de uma vez por todas a nódoa que mancha este país e que dá pelo nome de tauromaquia aprovou um regulamento para satisfazer a indústria tauromáquica sabendo de antemão que o mesmo jamais seria cumprido.»

Pelos touros em liberdade

Notícia de 'O Mirante'


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cantinas sociais de Vila Franca não conseguem dar resposta a tantos pobres


Desde o início do ano as cantinas sociais de Vila Franca de Xira estão a servir 861 refeições diárias a pessoas com grandes carências económicas. São mais 273 que em 2013.

A procura tem sido tão grande que abriram mais duas cantinas em Alverca e Vialonga e mesmo assim não se consegue dar resposta a todos os que necessitam de ajuda.

O pedido de alimentos, face a situações de desemprego, tem sido o que mais se tem verificado, quer ao nível da acção social do município quer nas associações do concelho com essas valências.

Dados do município mostram que no programa de ajudas alimentares a maioria dos cabazes entregues foram para as freguesias de Alhandra e Vila Franca de Xira. Este ano a câmara prevê entregar 6140 cabazes, mais 453 que no ano passado.

No âmbito do programa de apoio a situações de emergência, em que o município ajuda com verbas financeiras, o valor mais que duplicou nos primeiros meses do ano, passando dos 1121 euros entregues entre Setembro a Dezembro do ano passado para 3529 euros, só entre Janeiro e Maio de 2014.

Os locais onde mais se registaram atendimentos sociais foram Alverca, Sobralinho e Alhandra (de 81 para 130), Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa (de 302 para 358) e Povos, Vila Franca de Xira (de 40 para 94).
Fonte: O Mirante


VERGONHOSO! 
NÃO HÁ DINHEIRO???? AUMENTA A POBREZA EM VILA FRANCA DE XIRA E O DINHEIRO VAI PARA ONDE? 

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai transferir 4.306 euros para a casa dos forcados. A quantia, destina-se a pagar o prémio de seguro de acidentes pessoais, (pagamento esse que tem vindo a ser feito desde 2007)
Fonte: O Mirante


EM 2012
Câmara de Vila Franca apoia temporada tauromáquica com dez mil euros
Fonte: O Mirante

DE 2008 a 2010
€ 1.133.904,14 para a tauromaquia em Vila Franca de Xira Mais de UM MILHÃO de euros de dinheiro dos contribuintes em apenas 3 anos!
Fonte:  "Execução anual do plano de actividades municipais"

terça-feira, 20 de maio de 2014

Câmara Municipal CONTINUA a Pagar Seguro de Acidentes Pessoais aos Forcados

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai transferir 4.306 euros para a casa dos forcados. A quantia, destina-se a pagar o prémio de seguro de acidentes pessoais, (pagamento esse que tem vindo a ser feito desde 2007) dos energúmenos que se dedicam a violentar touros moribundos.

Já que a lei permite que estes tipos abusem de bovinos, arriscando a lesionar-se, então que sejam eles a pagar o seguro. Haja alguém que ponha cobro a esta pouca vergonha. Um país na penúria e estas câmaras que se apelidam taurinas, continuam a delapidar impunemente os cofres municipais.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

Fonte: O Mirante
Desde 28 de Março de 2007, altura em que a câmara rubricou um protocolo com a associação, que o município apoia a colectividade com o pagamento do seguro.