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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tauromaquia no Inventário do Património Cultural Imaterial Nacional NÃO!


A tauromaquia é uma actividade que apenas subsiste em 9 países do mundo, sendo que cada vez mais cidades e vilas - e até mesmo regiões -, se declararam e vão declarando livres desta prática. É com pesar que vejo o meu país a tentar andar no sentido inverso ao do resto do mundo, que cada vez mais se apercebe que, à parte de quaisquer gostos pessoais, há actividades que não conseguirão manter-se por muito mais tempo, dada a contestação social que enfrentam, e que é baseada em pressupostos morais que já não podem ser ignorados.

De acordo com um extenso estudo elaborado em 2007 pelo CIES-ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, a maioria dos portugueses não só rejeita a tauromaquia, como também quer as touradas proibidas por lei em Portugal. A vontade da população portuguesa não pode ser posta de lado, e não pode compadecer-se das paixões e interesses de lobbies locais e regionais.

CONTRA A CANDIDATURA dos festejos taurinos de Vila Franca de Xira a Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal

CONTRA A CANDIDATURA dos festejos taurinos de Vila Franca de Xira a Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal


ASSINEM A PETIÇÃO E DIVULGUEM POR FAVOR!!!
- Tauromaquia no Inventário do Património Cultural Imaterial Nacional NÃO!
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=ANIMAL

POR FAVOR ESCREVA AO DIRECTOR-GERAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL
PEÇA-LHE QUE NÃO CONSIDERE A TAUROMAQUIA PASSÍVEL DE INSCRIÇÃO NO INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL NACIONAL

De acordo com o Jornal “O Mirante” a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai apresentar uma candidatura para que os festejos tauromáquicos locais sejam reconhecidos e passem a constar no Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal.

Infelizmente, o novo Director-Geral do Património Cultural (a quem tem que ser dirigida esta petição) é o antigo Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, ele próprio um aficionado e frequentador do Campo Pequeno. De qualquer forma, esse facto não nos demoverá de contactá-lo.


Por favor copie a mensagem abaixo sugerida ou envie a sua própria mensagem para:

igespar@igespar.pt
inventariopatrimonio@igespar.pt

Para:
Exmo. Senhor Dr. Elísio Summavielle
Exmo. Senhor Dr. Elísio Summavielle,
Digníssimo Director-Geral do Património Cultural,

Excelência,

Tive conhecimento de que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira se prepara para candidatar os seus festejos tauromáquicos ao Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal. A tauromaquia é uma actividade que apenas subsiste em 9 países do mundo, sendo que cada vez mais cidades e vilas - e até mesmo regiões -, se declararam e vão declarando livres desta prática. É com pesar que vejo o meu país a tentar andar no sentido inverso ao do resto do mundo, que cada vez mais se apercebe que, à parte de quaisquer gostos pessoais, há actividades que não conseguirão manter-se por muito mais tempo, dada a contestação social que enfrentam, e que é baseada em pressupostos morais que já não podem ser ignorados.

De acordo com um extenso estudo elaborado em 2007 pelo CIES-ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (http://www.animal.org.pt/pdf/Valores_e_Atitudes_face_a_Proteccao_dos_Animais_em_Portugal.pdf ), a maioria dos portugueses não só rejeita a tauromaquia, como também quer as touradas proibidas por lei em Portugal. A vontade da população portuguesa não pode ser posta de lado, e não pode compadecer-se das paixões e interesses de lobbies locais e regionais.

Assim, venho pedir a V. Exa. se digne considerar o meu pedido, e não permita que a tauromaquia conste do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial de Portugal.


Muito respeitosamente,
de V. Exa,
Nome:
Cidade:

Vila Franca quer candidatar festejos taurinos a património imaterial e cultural


Proposta vai gerar polémica entre aficionados e defensores dos animais

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai candidatar os festejos taurinos a património imaterial e cultural de Portugal. Um primeiro passo para que seja apresentada a candidatura a património imaterial da humanidade, como aconteceu recentemente com o fado. Os defensores dos animais prometem que não se vão calar.


Edição de 2012-02-16

Salvaguardar a raiz cultural dos festejos taurinos de todo o país e do Ribatejo é o objectivo da candidatura que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai apresentar este ano para que os festejos taurinos passem a constar no Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal. Um primeiro passo para a candidatura a Património Imaterial da Humanidade. O anúncio da candidatura foi feito pela presidente do município, Maria da Luz Rosinha (PS), e já começa a dividir opiniões. De um lado os aficionados aplaudem a iniciativa da autarca, do outro levantam-se as vozes contra das associações de protecção dos animais que prometem não ficar calados nem de braços cruzados face a esta candidatura.

“Nós avançaremos com Vila Franca porque temos uma raiz cultural muito forte na área da tauromaquia. Teremos oportunidade de perceber se a poderemos transformar numa candidatura alargada porque falamos nos festejos taurinos, não falamos exclusivamente nos festejos taurinos de Vila Franca”, explica Maria da Luz Rosinha a O MIRANTE. A candidatura nasce de um esforço conjunto com o Clube Taurino Vilafranquense. Depois de apresentada a candidatura esta terá de ser alvo de uma consulta pública e depois analisada por uma comissão para o Património Cultural e Imaterial. O registo no inventário nacional é condição indispensável para se avançar com a candidatura a património cultural e imaterial da humanidade, como aconteceu recentemente com o fado.

“Não me assustam as pessoas anti-tourada. Respeito muito quem não gosta da cultura tauromáquica e por isso só espero que os defensores dos animais tenham por mim o mesmo respeito. Se for assim não haverá problemas”, avisa Maria da Luz Rosinha. Mas Rita Silva, da Associação Animal, diz que “não faz qualquer sentido” apresentar uma candidatura como esta e promete que haverá “muito debate” sobre o assunto. Da mesma forma como protestam em frente ao Campo Pequeno nos dias de corrida, será de esperar que a associação faça o mesmo quando a candidatura avançar.

O presidente da Câmara Municipal de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), autor de uma petição a favor da festa brava, considera que a candidatura vila-franquense “é uma excelente ideia” que pode dinamizar a festa e a economia local. “Precisamos de estimular os empregos gerados na criação de cavalos e de toiros”, defende. Os defensores dos animais consideram que este é um falso argumento. “É perfeitamente possível reconverter as pessoas que ganham a vida a explorar os animais para as meter a cultivar os campos, que Portugal bem precisa nesta altura”, defende Rita Silva da Animal.

Rui Salvador, cavaleiro tauromáquico, considera que os defensores dos animais não serão entrave à candidatura. “São uma minoria que só faz barulho e o que nós queremos é que se fale da tauromaquia”, refere. A ideia até deve ser seguida por outras câmaras municipais, segundo defende João Santos Andrade, presidente da Associação de Criadores de Toiros de Lide “Se vivemos num país livre temos de saber conviver com os que gostam e os que não gostam”, refere a O MIRANTE.


Vila Franca candidata festejos taurinos a património imaterial e cultural

Salvaguardar a raiz cultural dos festejos taurinos de todo o país e do Ribatejo é o objectivo da candidatura que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai apresentar este ano para que os festejos taurinos sejam reconhecidos e passem a constar no Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal.

O anúncio da candidatura foi feito pela presidente do município, Maria da Luz Rosinha (PS), na última reunião pública do executivo. Mas já começa a dividir opiniões. De um lado os aficionados aplaudem a iniciativa da presidente vila-franquense, do outro levantam-se vozes dentro das associações de protecção dos animais que prometem não ficar calados nem de braços cruzados face a esta candidatura.

“Nós avançaremos com Vila Franca porque temos uma raiz cultural muito forte na área da tauromaquia. Teremos oportunidade de perceber se a poderemos transformar numa candidatura alargada porque falamos nos festejos taurinos, não falamos exclusivamente nos festejos taurinos de Vila Franca”, explica Maria da Luz Rosinha a O MIRANTE. A candidatura nasce de um esforço conjunto com o Clube Taurino Vilafranquense. Depois de apresentada a candidatura esta terá de ser alvo de uma consulta pública e depois analisada por uma comissão para o Património Cultural e Imaterial. O registo no inventário nacional é condição indispensável para poder ser candidata a património cultural e imaterial da humanidade, como aconteceu recentemente com o Fado.

“Não me assustam as pessoas anti-tourada. Respeito muito quem não gosta da cultura tauromáquica e por isso só espero que os defensores dos animais tenham por mim o mesmo respeito. Se for assim não haverá problemas”, avisa Maria da Luz Rosinha.


BURLADERO DE IMPRENSA HOJE SOBRE A CANDIDATURA DOS FESTEJOS TAURINOS EM V.F.X. A PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

Vila Franca candidata os seus festejos taurinos a Património Cultural Imaterial partindo a ideia do prestigiado e activo Clube Taurino Vilafranquense