quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Quando uma RIbatejana é Abolicionista...

... responde assim:

«Já que é tão entendido gostava que contasse tudo, mas tudo mesmo, que fazem aos touros, desde que nascem e aos cavalos de toureio. O que fazem antes, durante e depois da tourada.

Alimentação, transporte, maneio, remoção de ferros, tratamento de feridas, recuperação, abate, tudo.

Seria muito, muito interessante de preferência com imagens e sons a acompanhar. Mas sem música, sem luzes, sem "festa"!

Sou Ribatejana, cresci com as festas dos "toiros" e com a família a ver touradas ao vivo e na tv e sei muito bem o que se passa nos bastidores, "por trás do pano".

Sei que o fim da tauromaquia tem os dias contados!

Provavelmente, será principalmente a falência financeira que acabará com esta violência gratuita.
Contudo, quero crer que a "crise do sector" se deva ao facto de cada vez mais pessoas se recusarem a pagar para que animais sejam torturados e não apenas ao facto de não poderem pagar os bilhetes.

Dispam as lantejoulas, descalcem as meias coloridas, arregassem as mangas e dediquem-se à agricultura! Bem precisamos e ficamos todos a ganhar. Se quiserem perpetuar um espectáculo de sangue, olha, dediquem-se ao boxe!

Sejam homens! Sejam mulheres! Não sejam carrascos!

Eduquem-se as crianças!

Evolução rima com Abolição!»

sábado, 10 de julho de 2010

Câmara não autoriza manifestação anti-touradas em Vila Franca de Xira

A Câmara de Vila Franca de Xira não autorizou uma manifestação contra a tauromaquia, prevista para este domingo na cidade numa altura em que decorrem as festas do Colete Encarnado. A autarquia justificou a recusa com o facto de a associação "Planeta Azul - associação ecológica alternativa", que tinha solicitado a autorização para a manifestação, não ter feito o pedido com a antecedência mínima de aviso prévio de dois dias úteis.

Diz o município que a comunicação da associação chegou ao gabinete da presidência às 16h59 de sexta-feira. Estabelece o artigo 2.º do Decreto-Lei 406/74 de 29 de Agosto, que as pessoas ou entidades que pretendam realizar reuniões, comícios, manifestações ou desfiles em lugares públicos ou abertos ao público deverão avisar por escrito e com a antecedência mínima de dois dias úteis ao governador civil do distrito ou o presidente da câmara municipal, conforme o local da aglomeração se situe ou não na capital do distrito.

Fonte
O Mirante

O Mirante dos Leitores

Mais uma desculpa esfarrapada da CMVFX para não autorizar que se manifestem contra um "espectáculo" bárbaro e que tem os dias contados, acredito que sim. Triste ver pessoas que se dizem evoluidas compactuarem com estes espectáculos desumanos que não respeitam a vida de um ser que merece respeito e protecção.
 Sou de Vila Franca e deixo aqui o meu repudio a tais festas que só servem para promover a violência e a barbárie. Sem ética! Sem humanidade!
Maria de Lourdes Feitor Carapelho


O que penso é que, no fundo, e apesar da teia da ignorância, todas as pessoas sentem que este tipo de espectáculos bárbaros têm os seus dias contados, pois não fazem qualquer sentido. Por isso, refugiam-se por trás do escudo das burocracias que, neste caso, impediram uma manifestação pública de desagrado em relação às touradas. Também é verdade que é necessário o destacamento de forças policiais que impeçam que uma manifestação pacífica se transforme numa guerrilha; quero acreditar que foi esta a razão da recusa do pedido: não ter havido tempo para preparar esta “protecção”...
Resta-me acrescentar que resido em Vila Franca de Xira e que este tipo de festas é tudo o que me deixa mais triste em lá morar.
Yara-Cléo Bueno


Grupo Anti-tourada de Monchique disse...
Pois é, isso de haver pouco tempo para a oposição deixa-nos sem opções por vezes...
Isto assemelha-se à falta de comunicação da Câmara de Monchique quanto às alterações do percurso a seguir pelos manifestantes, devidamente descrito na carta de registo.
Disse a GNR que "não podiam assegurar a nossa protecção" e que seríamos uma "provocação"!!!
Será que o "espectáculo" taurino não é uma provocação?
Mesmo assim, mantivemos a paz SEM ouvir uma explicação por parte da Câmara da alteração do fim do percurso, que não foi até ao espaço público em frente à Praça como estipulado.
26 de Julho de 2011

domingo, 30 de maio de 2010

Azambuja: Morre ferido por toiro

 São eles que dizem:
"uma espera de toiros sem feridos ,ou ate mortes ,nao e espera de toiros, eu sou de vila franca de xira ,e e assim que pessam todos os ribatejanos "

quinta-feira, 11 de março de 2010

Festival Taurino a favor da Associação dos Amigos dos Animais gera polémica


Uma tourada nunca pode ser "a favor" dos animais
Apesar da presidente da Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira, Telma Ferreira, já ter declarado que faz questão de recusar quaisquer verbas provenientes de eventos tauromáquicos, já que tal atitude seria "contrária aos princípios das associações de apoio aos animais" (leia a notícia n'O Mirante), continua a ser anunciado em Vila Franca de Xira um festival taurino "a favor do canil/gatil dos amigos dos animais". O evento estava marcado para o passado dia 28 de Fevereiro, tendo sido cancelado devido à chuva e adiado para 20 de Março. 

Partido pelos Animais e pela Natureza sublinha, uma vez mais, a sua veemente oposição a que uma associação dita de defesa dos animais beneficie do sofrimento destes, apenas por serem de espécies diferentes daqueles a que habitualmente se dedica.

Solicitamos aos promotores da tourada o bom senso e a honestidade de respeitar a posição da presidente da associação e de se abster de anunciar nos seus cartazes um apoio pecuniário insensato e indesejado a uma entidade cujos princípios colidem frontalmente com a actividade por si promovida.

 A empresa "Tauroleve" divulgou hoje o novo cartaz do (também novo) festival que realizará no próximo dia 20 (sábado, às 21h30) na "Palha Blanco", em Vila Franca de Xira, depois de ter ficado anulado, pelo mau tempo, aquele que esteve previsto para o passado dia 28 de Fevereiro.
Este espectáculo, a favor do Canil/Gatil dos Amigos dos Animais, sofreu algumas alterações no cartel, agora definitivamente composto pelos cavaleiros Vitor Ribeiro, Manuel Telles Bastos, Manuel Caetano e Tomás Pinto, pelo matador Luis "Procuna" e pelo novilheiro Nuno Casquinha, bem como pelo Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, na estreia do seu novo cabo Ricardo Castelo.

"Os sócios deviam destituir a direcção"
No domingo realiza-se um Festival Tauromáquico a favor da Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira (AAAVFX). Como é que a Associação Animal vê esta angariação de fundos?
É moralmente indecente aceitar dinheiro da tortura de uns animais para beneficiar outros. Não importa a designação da instituição, se é um talho ou uma associação de defesa dos animais, mas os seus actos. Não se pode aceitar esse dinheiro.
Mas AAAVFX voltou atrás e já não vai aceitar este donativo. E até explicou que só o tinha aceitado para poder construir o novo canil...
As associações são muito bem--intencionadas, mas não são bem geridas. A intenção não chega e falta bom senso.
A direcção da AAAVFX deve então assumir a responsabilidade?
O caso é tão grave que os sócios deviam destituir a direcção. Isto nunca pode acontecer e põe em causa a nossa luta em defesa dos animais. Espero que esta direcção seja substituída por alguém que saiba o que está a fazer. Este caso põe os tauromáquicos do nosso lado, quando eles só defendem alguns animais e torturam outros. Isso dificulta a nossa luta.
As dificuldades económicas justificam a atitude da direcção da AAAVFX?
A Associação Animal compreende o que é viver com dificuldades económicas mas a moral não se compra.

Festival Taurino a favor da Associação dos Amigos dos Animais
2010-01-21  
A Tauroleve e a Associação da Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, vão organizar em conjunto um Festival Taurino para angariação de receitas, no próximo dia 28 de Fevereiro (Domingo), na Praça de Toiros Palha Blanco em Vila Franca de Xira.
Metade do valor das receitas revertem a favor da Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira, instituição de utilidade pública desde 1995.
Em comunicado os organizadores afirmam: 
"ao levarmos a efeito este Festival Taurino que beneficia uma Entidade de Defesa dos Animais estamos a dar um importante apoio na construção de um local de abrigo para os muitos animais que a Associação dos Amigos dos Animais tem à sua guarda. Com este evento iremos todos contribuir para que o projecto de construção já existente mas há demasiados anos esquecido por incapacidade financeira de um Canil se torne realidade e assim se consiga criar extraordinárias condições de vivência para centenas de animais diariamente abandonados."
A restante percentagem de lucro reverterá na totalidade a favor da Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, para apoio aos seus projectos.
Em breve será anunciado o cartaz oficial do Festival, sendo certa a participação do Maestro Victor Mendes e do novilheiro Nuno Casquinha.


24-01-2010
A Tauroleve e a Associação da Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, estão a organizar um Festival Taurino no dia 28 de Fevereiro, na Praça de Vila Franca de Xira, para angariação de receitas a favor da Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira.
Refere a organização do espectáculo que 50% do lucro reverterá para a Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira, de forma a apoiar na construção de um local de abrigo para os animais que a associação tem à sua guarda.

Contactos:
- Tauroleve - Sociedade Tauromáquica Letra da Neta, Lda: tauroleve@gmail.com
info@forcadosdevilafranca.com e cabo@forcadosdevilafranca.com



A Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira declara que
RECUSA e recusará sempre, qualquer contrapartida financeira de qualquer
iniciativa relacionada com actividades tauromáquicas, nomeadamente do
Festival Taurino a realizar no próximo dia 28 de Fevereiro, em Vila
Franca de Xira.
A Presidente da Direcção,
Maria Telma Ferreira
25 de Janeiro de 2010

Declaração Pública da Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira
A Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira (AAAVFX) recusou quaisquer donativos por parte do Festival Taurino, agendado para o próximo dia 28 de Fevereiro em Vila Franca de Xira.Os defensores dos animais de todo o mundo congratulam a AAAVFX pela decisão e encorajam todos a ajudar esta associação, para que possa ajudar mais animais.http://aaa.leziria.com/NIB: 003600489910008053995aamigosanimaisvfx@gmail.com26 de Janeiro de 2010

Chovem críticas a tourada a favor de animais abandonados
Metade da receita será entregue à Associação dos Amigos dos Animais.
No próximo dia 28, realiza-se em Vila Franca de Xira um Festival Taurino, cujas receitas revertem, em parte, para a Associação dos Amigos dos Animais do concelho. A organização não vê "nada de estranho" nesta decisão, mas as críticas não se fizeram esperar.
A organização do Festival Taurino está a cargo da Associação da Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira e conta com o apoio da Tauroleve, empresa concessionária da Praça de Toiros Palha Blanco, que cede gratuitamente o espaço para o evento.
Metade das verbas angariadas reverterá a favor da entidade organizadora (que almeja abrir um espaço museológico) e a outra metade será entregue à Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira, instituição de utilidade pública desde 1995, que se debate com grandes problemas financeiros e de falta de condições de acolhimento para centenas de animais abandonados.
Este terá sido um dos motivos que deu origem ao festival, de acordo com Vasco Dotti, cabo dos forcados amadores de Vila Franca de Xira. "Sei das dificuldades com que a associação se debate todos os anos e que ainda não conseguiu construir um canil de raiz, devido à falta de verbas. Por isso, apresentámos esta ideia aos responsáveis da associação, que a aceitaram", explicou, ao JN.
Associação já não quer verbas
Na sequência, as três entidades assinaram um protocolo e os preparativos arrancaram, estando já confirmada a presença do maestro Victor Mendes e do novilheiro Nuno Casquinha. Só que a Associação dos Amigos dos Animais voltou atrás com a palavra.
Ao JN, Maria Telma Ferreira, presidente da Direcção, referiu que a associação foi bastante criticada por entidades congéneres e particulares e, por isso, decidiram não aceitar o dinheiro. Em comunicado divulgado na última semana, a mesma responsável afirma que associação "recusa e recusará, sempre qualquer contrapartida financeira de qualquer iniciativa relacionada com actividades tauromáquicas, nomeadamente este Festival Taurino. Mas Vasco Dotti garante que o festival vai realizar-se tal como sempre esteve planeado, até porque há um protocolo assinado e o material publicitário está já na gráfica. A divulgação do evento foi já feita na imprensa e nos sites ligados à tauromaquia, tanto em Portugal como em Espanha.
"Não entendo o porquê das críticas. As pessoas ligadas à tauromaquia também se preocupam com os animais. E há muitos defensores dos animais que são aficionados", frisa Vasco Dotti.
Opinião diferente tem, por exemplo, a Associação Animal. "A ser verdade que essa instituição vai beneficiar de um festival que tortura animais, consideramos que tal é moralmente condenável", diz Rita Silva, a presidente. "Sabemos as dificuldades pelas quais passam as associações, mas isso seria o mesmo que uma associação de protecção de crianças receber dinheiro de uma associação de pedófilos"


Festival Taurino a favor da Associação dos Amigos dos Animais gera polémica
4/2/2010
Tauroleve e a Associação da Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira uniram-se numa iniciativa conjunta de angariação de fundos para a Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira construir um canil.

A associação aceitou, mas veio agora recusar os fundos por pressão de várias entidades de defesa dos direitos dos animais(...)

A Associação Animal considerou porém que a aceitação da verba seria “moralmente condenável”. Segundo a presidente Rita Silva, apesar das dificuldades pelas quais passam as associações, “isso seria o mesmo que uma associação de protecção de crianças receber dinheiro de uma associação de pedófilos”....


Receita para construir um novo canil foi recusada 
Festival Taurino a favor da Associação dos Amigos dos Animais gera polémica 
Edição de 04-02-2010
Tauroleve e a Associação da Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira uniram-se numa iniciativa conjunta de angariação de fundos para a   Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira construir um canil. A associação aceitou, mas veio agora recusar os fundos por pressão de várias entidades de defesa dos direitos dos animais.


A Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira vai recusar o donativo proveniente do Festival Taurino - agendado para o próximo dia 28 de Fevereiro, na Praça de Touros Palha Blanco, em Vila Franca de Xira - ao contrário do que tinha decidido inicialmente.
A polémica instalou-se depois da associação ter aceite receber o donativo da iniciativa conjunta da Tauroleve e Associação da Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, que tinha como objectivo doar 50 por cento dos lucros para a Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira, que iria utilizar essa verba para construir o tão ansiado canil para os muitos animais abandonados no concelho de Vila Franca de Xira.

Os fundos provenientes de um festival taurino geraram de imediato a revolta de várias associações nacionais (e até mesmo internacionais) de defesa dos direitos dos animais, que pressionaram a associação a recusar a verba e agendaram uma reunião de urgência, no dia 27 de Janeiro. A reunião foi agendada a pedido do Partido pelos Animais (Lisboa), na Junta de Freguesia, mas a entidade não compareceu à reunião agendada, nem nenhuma das associações nacionais de protecção aos animais que se insurgiu contra a iniciativa.

A presidente da Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira emitiu de imediato um comunicado, através do site na Internet, esclarecendo que a direcção “recusa e recusará, sempre qualquer contrapartida financeira de qualquer iniciativa relacionada com actividades tauromáquicas, nomeadamente este Festival Taurino”. Telma Ferreira explicou a O MIRANTE que tudo não passou de “um acto irreflectido, feito com a melhor das intenções. A direcção da associação viu neste donativo a solução para uma questão que se arrasta há muitos anos e inocentemente pensámos que esta verba poderia resolver o problema porque o prazo para construção do canil estava ultrapassado, sem pensar na proveniência”, explica.

A câmara municipal cedeu um terreno com 2500 metros quadrados para construção do canil a 23 de Junho de 2004, em Castanheira do Ribatejo, tendo a associação o prazo de cinco anos para construir o abrigo para os animais. “Compreendo que foi uma atitude precipitada, mas pensámos que íamos ficar sem o terreno e nem reflectimos sobre as consequências de aceitar este donativo. Era algo que para nós não tinha nada a ver com os toiros de morte. Era apenas uma festa de beneficência, mas entendo agora o erro que cometemos e obviamente não podemos aceitar essa receita, que é contrária aos princípios das associações de apoio aos animais”, sublinha a presidente.

A Associação Animal considerou porém que a aceitação da verba seria “moralmente condenável”. Segundo a presidente Rita Silva, apesar das dificuldades pelas quais passam as associações, “isso seria o mesmo que uma associação de protecção de crianças receber dinheiro de uma associação de pedófilos”.
Apesar de aceitar as acusações, Telma Ferreira critica a atitude das entidades que apontaram o dedo à atitude da associação “mas não apareceram na reunião para ajudar a criar alternativas para a construção do canil”.

Ana Câncio, da escola de toureio José Falcão, lamenta a decisão e lastima “as campanhas terroristas de intimidação e as pressões” de que foi alvo da Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira. “Há cães e gatos abandonados a proliferar pelas ruas de Vila Franca de Xira e tenho pena que a associação não tenha conseguido superar esta prova de força, mas acho que já seria de esperar”, explica. “Em relação ao festival taurino faz parte da nossa tradição e penso que o problema é só porque a vida do touro acaba na arena. Porque muitos outros animais, como vacas leiteiras, sofrem durante toda a vida uma crueldade constante e diária e nós não vemos este mediatismo”, realça com convicção.

Vasco Dotti, dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, garante que o espectáculo não vai ser cancelado e adianta que já estão confirmadas as presenças do Maestro Victor Mendes e do novilheiro Nuno Casquinha. “O que tentámos fazer foi uma festa de beneficência para resolver os problemas da associação”, justifica. O forcado adianta ainda que a intenção era “lançar a primeira pedra do projecto do canil, o qual teve grande adesão por parte dos ganaderos”.
Com a recusa da verba do Festival Taurino, mantém-se o problema de falta de financiamento para a construção do canil, cujo prazo já foi ultrapassado. “Este é um problema grave e neste momento precisamos muito que surja outro benemérito que nos ajude a tornar este sonho em realidade”, sublinha a presidente da Associação dos Amigos dos Animais.

Entretanto a Câmara de Vila Franca de Xira já fez saber que mantém a total disponibilidade para perpetuar a cedência do terreno, para o fim ao qual foi destinado. 
O MIRANTE tentou contactar o Partido Pelos Animais, mas não obteve qualquer resposta até ao fecho desta edição.


Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira reitera que não aceita verbas da iniciativa 
Receitas do Festival Taurino ficam à guarda da Junta de Freguesia 
As receitas do Festival Taurino, que inicialmente ia realizar-se para   ajudar a Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira a construir um canil, vão ser entregues à junta de freguesia da cidade. A presidente da direcção continua a recusar receber dinheiro de espectáculos tauromáquicos.


Metade das receitas provenientes do Festival Taurino que está a ser organizado pela Casa dos Forcados de Vila Franca de Xira e a Tauroleve a decorrer no próximo domingo, 28 de Fevereiro, vão ficar à guarda da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira para serem entregues à Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira (AAAVFX), de acordo com o protocolo assinado entre as partes.
A iniciativa tinha por objectivo doar esses fundos à associação para construção de um canil, mas depois da polémica gerada por várias associações de protecção de animais em todo o mundo, como O MIRANTE nocitiou, a instituição voltou atrás na decisão e recusou receber o donativo proveniente de uma corrida de touros. Posição que continua a manter.
Apesar de ainda constar no cartaz que o evento se realiza a favor da AAAVFX, a presidente Telma Ferreira, garante que a entidade “não vai receber nem um cêntimo proveniente desta iniciativa” e que já comunicou a decisão à comunicação social, às entidades organizadoras do Festival Taurino e à presidente da Câmara de Vila Franca de Xira.
Conforme já havia adiantado, a responsável da associação explica que a “decisão de recusa assenta essencialmente numa posição reflectida sobre a imoralidade da aceitação de verbas provenientes de actividades que envolvam o sofrimento e a indignidade animal”. Telma Ferreira acrescenta ainda que esta recusa “se estende a quaisquer dividendos de quaisquer iniciativas relacionadas com actividades tauromáquicas”.
Esta tomada de posição levou os organizadores do espectáculo a decidir entregar a quantia destinada à AAAVFX à Junta de Freguesia, “que ficará com o dever de libertar esse mesmo montante no apoio à construção do sonhado canil”, lê-se na nota de imprensa. Vasco Dotti, dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, explica que metade da “verba apurada irá ser aplicada conforme ficou estipulado no protocolo através da intervenção da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, instituição de grande credibilidade e que aceitou pertencer ao conjunto de entidades organizadoras deste espectáculo”.
Também o presidente da Junta de Freguesia esclarece que o protocolo ainda não foi anulado pela associação e por isso está disposto a honrar o compromisso. “Há mais parceiros envolvidos e enquanto o protocolo não for anulado, vamos manter o que foi escrito”.
A organização do evento informa ainda que as “ameaças e ofensas que direcção da Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira, a Casa dos Forcados de Vila Franca de Xira e a Tauroleve através dos seus representantes sofreram implicaram uma cada vez maior vontade de sucesso e de afirmação perante elementos integrantes de grupos amigos dos animais que até ao dia de hoje não se dignificaram a ofertar à AAAVFX qualquer verba mínima que seja, preocupando-se unicamente com as suas ideologias mas nada com os animais que necessitam de acolhimento e de condições de sobrevivência”.
O Festival Taurino realiza-se no próximo dia 28 de Fevereiro pelas 16h00, na Praça de Touros Palha Blanco e conta com a presença dos cavaleiros Vítor Ribeiro, Ribeiro Telles, Manuel Caetano e Francisco Palha, do espada Vítor Mendes, o novilheiro Nuno Casquinha e dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira.


QUINTA-FEIRA, 04 DE FEVEREIRO DE 2010
FESTIVAL TAURINO A FAVOR DA LIGA DOS AMIGOS DOS ANIMAIS DE VILA FRANCA
Nota de Imprensa da Tauroleve sobre o festival: “No próximo dia 28 de Fevereiro após os festejos de Carnaval, a Praça de Toiros Palha Blanco reabrirá as suas portas para a realização de um marcante Festival Taurino de Beneficência a favor da Liga dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira. Este espectáculo será marcante porque possibilitará a obtenção de receitas desejadas para a tão necessária construção de um Canil que albergará os animais necessitados e desprotegidos não só pela cidade mas também pelo concelho vilafranquense. Não ficando indiferente às pressões nunca imagináveis por nós sentidas nos últimos dias, que a única coisa que criou foi mais vontade de sucesso para este projecto, temos firme que a vontade e força de todos os aficionados e público em geral será determinante e extremamente necessária para mostrar aos olhos do mundo que somos HOMENS e MULHERES de crenças, vontades, desejos e sentimentos que nunca nos deixaremos derrubar por gente pouco educada e absorvida por comportamentos mesquinhos que só se interessam por polémicas mas pouco pelos animais necessitados. Mesmo tendo a Liga dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira após ameaças sentidas pela sua direcção através de comportamentos inaceitáveis numa sociedade dita democrática afirmado publicamente que se desligava deste projecto mesmo existindo um protocolo de cooperação assinado, cabe-nos informar que talvez por sermos AFICIONADOS e HOMENS de verdade honraremos os nossos compromissos com os verdadeiros necessitados: os cães e gatos abandonados. Vamos encher a Palha Blanco e publicamente descriminar as contas deste Festival e mostrar a obra que sonhamos. VIVA A TAUROMAQUIA. VIVA PORTUGAL CASA DOS FORCADOS AMADORES DE VILA FRANCA DE XIRA EMPRESA TAUROLEVE Vila Franca de Xira, Dia 3 de Fevereiro de 2010”

VILA FRANCA DE XIRA 25-02-10
Tourada para ajudar animais está a gerar polémica
Grupo de forcados propôs à Associação dos Amigos dos Animais a realização de uma tourada para angariar fundos, mas pressões levaram a instituição a recusar
A tourada para angariar fundos para a construção de um canil da Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira (AAAVFX) que causou polémica realiza-se no domingo. Mas parece não haver consenso quanto ao destino das verbas. É que enquanto a AAAVFX se nega a receber o dinheiro, a Associação da Casa dos Forcados Amadores da cidade garante que as verbas serão mesmo usadas na construção do canil.
O desentendimento teve início quando o espectáculo começou a ser divulgado e várias associações nacionais e internacionais de defesa dos animais pressionaram a AAAVFX para esta recusar a ajuda, o que acabou por acontecer. A organização do festival tauromáquico quer doar 50% dos lucros para a construção do canil, ou seja, espera entregar 30 mil euros.
A direcção da AAAVFX, que começou por aceitar a doação, decidiu há cerca de um mês recusar o dinheiro angariado pela tourada. "Agradecemos mas não vamos querer um tostão", garante a presidente da associação, Telma Ferreira. A dirigente confirma que receberam muitos telefonemas a pressionar para que a associação re- cusasse o dinheiro do festival e a oferecer ajuda.
Apesar de a associação recusar o dinheiro, as entidades organizadoras do evento garantem que vão contribuir na mesma para a construção do canil, que já está pendente há cinco anos. "A partir do momento em que assinámos o protocolo vamos fazer o espectáculo e o primeiro objectivo é a construção do canil", defende Ricardo Levezinho, responsável da empresa que gere a praça de touros de Vila Franca de Xira.
No entanto, pode já ter sido encontrada uma solução para fazer chegar o dinheiro ao seu objectivo. Vasco Dotti, dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira, explica que foi proposto à Junta de Freguesia que aceitasse a verba e criasse uma conta específica para construir o canil. Depois caberá à junta "gerir a situação de forma a que o canil seja construído", acrescenta o forcado.
Em cima da mesa parece estar também a hipótese de a asso- ciação aceitar os donativos de-pois da tourada de forma não oficial, refere Vasco Dotti. O elemento dos forcados que sugeriu este evento para ajudar a associação dos amigos dos animais adianta, contudo, que, se o organismo aceitar o dinheiro, irá tornar essa informação pública. Isto porque, "não quero que fiquem dúvidas quanto às verbas", indica.
A directora da AAAVFX confessa que num primeiro momento não pensou nas consequências e que apenas queria encontrar uma solução para os animais abandonados que já não têm lugar no canil da instituição. Mas associações de defesa dos animais já afirmaram que consideram imoral que a AAAVFX aceite dinheiro de um espectáculo como a tourada.
No entanto, o grupo de forcados e a empresa que gere a Praça de Touros Palha Blanco rejeitam as acusações de que não são amigos dos animais. "Que fique claro que nós gostamos de animais", sublinha Vasco Dotti. O forcado diz que até percebe as opiniões contra a tourada, mas deixa claro que não considera que tourear um touro seja "magoar um animal".
FonteDN Portugal



Um festival taurino marcado para as 16h00 na Praça Palha Blanco, em Vila Franca de Xira, tem a originalidade de prever que metade das receitas sejam entregues a uma associação de defesa de animais da cidade que está a enfrentar dificuldades. No entanto, parece difícil que o dinheiro conseguido através de um espectáculo, tradicionalmente condenado pelos activistas dos direitos dos animais, chegue ao destino, pois a associação já veio anunciar que não o pode aceitar. A maioria dos membros recusa associar-se à tourada.

Os organizadores do festival taurino de hoje à tarde prevêem entregar cerca de 30 mil euros. Os bilhetes custam entre 15 euros (geral) e 25 euros (barreira e camarotes) e a Praça Palha Blanco tem uma lotação próxima de quatro mil lugares, pelo que a enchente renderia para cima de 60 mil euros.
Estão confirmadas as presenças dos cavaleiros Vítor Ribeiro, Telles Bastos, Manuel Caetano, Francisco Palha e do amador Tomás Pinto, bem como dos matadores Vítor Mendes e Nuno Casquinha e dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira. Já os animais que podem gerar receitas capazes de garantir a construção de um canil em Vila Franca de Xira são oferecidos pela Associação Portuguesa de Criadores de Touros.
Apesar de a iniciativa ser polémica, não estão previstas manifestações frente à praça de touros de Vila Franca de Xira.
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Correio da Manhã - ‎25 de Fev de 2010‎
Realiza-se no domingo, às 16h00, na Praça Palha Blanco, em Vila Franca de Xira, um festival taurino cuja receita se destina à Associação dos Amigos dos ...
Diário de Notícias - Lisboa - ‎24 de Fev de 2010‎
A tourada para angariar fundos para a construção de um canil da Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira (AAAVFX) que causou polémica ..
Diário de Notícias - Lisboa - ‎24 de Fev de 2010‎
No festival tauromáquico que vai acontecer no domingo em Vila Franca de Xira vão estar presentes nomes como os dos cavaleiros Victor Ribeiro, Ribeiro Telles ...
O Mirante - ‎25 de Fev de 2010‎

Festival Taurino a favor da Associação dos Amigos dos Animais gera polémica. Tauroleve e a Associação da Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira ...

sábado, 6 de março de 2010

Vila Franca de Xira: Autarquia recebe apoio para famílias carenciadas e bombeiros

A câmara de Vila Franca de Xira recebe recentemente uma verba de 130 mil euros para apoiar famílias carenciadas do concelho e adquirir uma ambulância para os Bombeiros de Vialonga. A verba é atribuída pelo quinto ano consecutivo pela Central de Cervejas, que tem uma fábrica em Vialonga, no âmbito da responsabilidade social da empresa. Inicialmente, o objectivo era apoiar a comunidade nas vertentes social, cultural e associativa através da autarquia, que canalizava o dinheiro para projectos próprios de diversas instituições. "No ano passado, devido à crise financeira, quando muitas famílias enfrentaram casos de desemprego, pedimos à Câmara que suspendesse este tipo de apoios e passasse prioritariamente a atribuir esta verba às famílias que mais precisam no concelho de Vila Franca, com a ajuda de Misericórdias e paróquias", disse Nuno Pinto Magalhães, assessor da administração da empresa. "Este ano, como a situação não mudou, vai acontecer o mesmo", salientou. A verba deste ano vai ainda destinar-se à compra de uma nova ambulância para os bombeiros de Vialonga, "que são os que dão apoio à empresa". No ano passado, a verba serviu para apoiar cerca de 290 famílias carenciadas. O protocolo entre a Câmara de Vila Franca de e a Central de Cervejas foi celebrado sexta-feira à tarde.
http://www.bombeirosdeportugal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=3610%3Avila-franca-de-xira-autarquia-recebe-apoio-para-familias-carenciadas-e-bombeiros&catid=41%3Anoticias&Itemid=50

Cento e trinta mil euros são ajuda importante face ao crescente número de casos Central de Cervejas apoia famílias carenciadas e bombeiros de Vialonga 

 À semelhança do que já vem sendo hábito a Sociedade Central de Cervejas decidiu apoiar em 130 mil euros as famílias mais carenciadas de Vila Franca de Xira. Uma importante ajuda face ao aumento do número de famílias carenciadas no concelho. Os 130 mil euros atribuídos pela Sociedade Central de Cervejas (SCC) à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira são uma importante ajuda para fazer face ao crescente número de famílias carenciadas do concelho. Parte dessa verba (50 mil euros) destinou-se à aquisição de uma ambulância para os Bombeiros Voluntários de Vialonga, assumindo depois a autarquia esse valor. O protocolo entre as duas entidades foi assinado na sexta-feira, 26 de Fevereiro, nas instalações da cervejeira sediada na freguesia de Vialonga e insere-se na política de responsabilidade social da empresa que tem nos últimos anos permitido ajudar centenas de agregados familiares com dificuldades no concelho. “O aumento de famílias carenciadas em Vila Franca de Xira tem de me preocupar. Só se andasse distraída é que não me preocuparia com isso. Temo-nos esforçado e com a ajuda do banco alimentar e de um conjunto de entidades vamos continuar a minimizar as dificuldades e esperar que se ultrapassem rapidamente”, disse a presidente da câmara municipal de Vila Franca de Xira. Maria da Luz Rosinha agradeceu o apoio da SCC e lamenta que outras empresas não tenham a mesma postura e que, mesmo podendo ajudar, não o fazem. O apoio agora formalizado servirá para ajudar directa e indirectamente cerca de 400 famílias carenciadas com concelho e dotar os bombeiros de Vialonga com uma nova e moderna ambulância. A autarquia recebe mensalmente a informação das diversas entidades que colaboram neste projecto e que fazem a ponte com as famílias. A autarca revela que mesmo com este importante incentivo é possível que não se abranjam todas as famílias carenciadas do concelho. “Há famílias que já sofrem de carências sociais há muitos anos. Agora estamos a falar daquelas famílias que em virtude do desemprego, se viram confrontadas com uma situação com a qual não sabem lidar. Isso é que é o mais preocupante”, ressalva Maria da Luz Rosinha. Prestar auxílio alimentar é fundamental mas mais importante é procurar encontrar soluções ao nível do emprego para quem se encontra nesta situação. “As pessoas devem retomar a sua auto-estima e confiança trabalhando. Isso é fundamental. Depois, no âmbito da rede social, há todo um conjunto de medidas que permite ajudar as famílias”, garante a presidente. Nesse âmbito Maria da Luz Rosinha refere que a autarquia “celebrou um acordo que vai permitir dar trabalho a cerca de 400 pessoas e que as juntas de freguesia estão a fazer o mesmo”. “Há aqui uma rede de esforço social, onde as empresas se inserem, que tem por objectivo diminuir as dificuldades das pessoas”, concluiu a edil. Para o presidente da Sociedade Central de Cervejas uma empresa não vive só de quotas de mercado, de lucros e emprego. “Vive também da maneira como se consegue inserir no tecido social, nomeadamente naqueles que estão à sua volta”, revela Alberto da Ponte, honrado por mais uma vez poder ajudar quem mais precisa. Os 130 mil euros atribuídos pela Sociedade Central de Cervejas (SCC) à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira são uma importante ajuda para fazer face ao crescente número de famílias carenciadas do concelho. Parte dessa verba (50 mil euros) destinou-se à aquisição de uma ambulância para os Bombeiros Voluntários de Vialonga, assumindo depois a autarquia esse valor. O protocolo entre as duas entidades foi assinado na sexta-feira, 26 de Fevereiro, nas instalações da cervejeira sediada na freguesia de Vialonga e insere-se na política de responsabilidade social da empresa que tem nos últimos anos permitido ajudar centenas de agregados familiares com dificuldades no concelho. “O aumento de famílias carenciadas em Vila Franca de Xira tem de me preocupar. Só se andasse distraída é que não me preocuparia com isso. Temo-nos esforçado e com a ajuda do banco alimentar e de um conjunto de entidades vamos continuar a minimizar as dificuldades e esperar que se ultrapassem rapidamente”, disse a presidente da câmara municipal de Vila Franca de Xira. Maria da Luz Rosinha agradeceu o apoio da SCC e lamenta que outras empresas não tenham a mesma postura e que, mesmo podendo ajudar, não o fazem. O apoio agora formalizado servirá para ajudar directa e indirectamente cerca de 400 famílias carenciadas com concelho e dotar os bombeiros de Vialonga com uma nova e moderna ambulância. A autarquia recebe mensalmente a informação das diversas entidades que colaboram neste projecto e que fazem a ponte com as famílias. A autarca revela que mesmo com este importante incentivo é possível que não se abranjam todas as famílias carenciadas do concelho. “Há famílias que já sofrem de carências sociais há muitos anos. Agora estamos a falar daquelas famílias que em virtude do desemprego, se viram confrontadas com uma situação com a qual não sabem lidar. Isso é que é o mais preocupante”, ressalva Maria da Luz Rosinha. Prestar auxílio alimentar é fundamental mas mais importante é procurar encontrar soluções ao nível do emprego para quem se encontra nesta situação. “As pessoas devem retomar a sua auto-estima e confiança trabalhando. Isso é fundamental. Depois, no âmbito da rede social, há todo um conjunto de medidas que permite ajudar as famílias”, garante a presidente. Nesse âmbito Maria da Luz Rosinha refere que a autarquia “celebrou um acordo que vai permitir dar trabalho a cerca de 400 pessoas e que as juntas de freguesia estão a fazer o mesmo”. “Há aqui uma rede de esforço social, onde as empresas se inserem, que tem por objectivo diminuir as dificuldades das pessoas”, concluiu a edil. Para o presidente da Sociedade Central de Cervejas uma empresa não vive só de quotas de mercado, de lucros e emprego. “Vive também da maneira como se consegue inserir no tecido social, nomeadamente naqueles que estão à sua volta”, revela Alberto da Ponte, honrado por mais uma vez poder ajudar quem mais precisa.

http://semanal.omirante.pt/index_access.asp?idEdicao=433&id=62648&idSeccao=6736&Action=noticia


domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tourada polémica cancelada em Vila Franca de Xira

Receitas deveriam reverter para associação de defesa dos animais

Cartaz do festival taurino que foi cancelado

O festival taurino que estava marcado para as 16h00 deste domingo na Praça Palha Blanco, em Vila Franca de Xira, foi cancelado pela organização, que alegou o mau tempo sentido nos últimos dias para anular uma iniciativa cujas receitas deveriam reverter para a Associação dos Amigos dos Animais da cidade.

"A Empresa Tauroleve e a Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira anunciam que o tempo adverso dos últimos dias impossibilitou hoje a recuperação da arena da centenária Praça de Toiros Palha Blanco, pelo que o espectáculo que estava anunciado para o dia de hoje foi anulado", anunciou a empresa Tauroleve e a Casa dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira em comunicado.
O festival taurino estava a provocar polémica porque, apesar de metade das receitas reverterem para a construção de um canil para a Associação dos Amigos dos Animais de Vila Franca de Xira, os responsáveis por essa entidade tinham vindo dizer que não poderiam aceitar um donativo resultante de um espectáculo de tauromaquia.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sangue e emoção(????) em Vila Franca II

Esperas de toiros em Vila Franca de Xira provocam seis feridos (2009)

As esperas de toiros em Vila Franca de Xira, inseridas na tradicional Feira de Outubro, provocaram seis feridos leves. Três pessoas da cidade foram colhidas pelos toiros e necessitaram de receber assistência médica ligeira a caminho do Hospital de Reynaldo dos Santos.

Os restantes três feridos foram resultado de quedas e atropelões da multidão. O registo de 2009 faz apagar da memória as esperas de 2007, ano em que as autoridades registaram 11 feridos, dois dos quais graves. “Este ano temos um registo muito positivo, apenas tivemos feridos muito ligeiros. É um sinal de que as pessoas estão mais preocupadas e conscientes do perigo”, afirmou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira, António Pedro

in 'O Mirante'

quinta-feira, 14 de maio de 2009

“Não nos manifestamos no Ribatejo porque queremos continuar vivos”

fotoAssociação Animal protesta em Lisboa contra touradas e enfrenta aficionados

A Associação Animal tem-se manifestado em frente ao Campo Pequeno em Lisboa contra a festa brava mas evita fazê-lo no Ribatejo com medo da reacção dos aficionados. Associações organizaram segundo convívio do aficionado e O MIRANTE ouviu ribatejanos que marcaram presença na praça lisboeta.

Desde que a praça de touros do Campo Pequeno, em Lisboa, reabriu portas há três anos, activistas da associação ANIMAL têm-se manifestado em frente à praça contra as touradas, mas evitam fazê-lo no Ribatejo. “Porque queremos conservar-nos vivos e inteiros para continuarmos a defender os direitos dos animais”, explica a vice-presidente da associação, Rita Silva. Uma justificação dada a O MIRANTE durante o protesto, feito pela associação em frente ao Campo Pequeno, na quinta-feira, 14 de Maio, pouco tempo antes de ter início mais uma corrida de toiros na praça da capital.

A responsável lembra que a associação não tem capacidade logística para ir a todo o lado. Que já foram feitas manifestações em terras com fortes raízes tauromáquicas, mas as coisas não correram bem. “Tivemos muitas más experiências sempre que tentávamos fazê-lo porque havia uma falta de pacifismo da parte dos aficionados muito assustadora”, garante a vice-presidente.

Rita Silva admite que é mais seguro e uma questão de bom senso ficar por Lisboa do que rumar a terras de abrangência de O MIRANTE, onde vão decorrer em breve várias corridas e iniciativas ligadas à festa brava, como a Feira da Ascensão na Chamusca, Feira de Maio na Azambuja, as corridas de Junho em Santarém ou o Colete Encarnado em Vila Franca de Xira.

Não há necessidade de nos expormos ou provocar uma reacção que, à partida, sabemos será muito mais violenta em terras ditas tauromáquicas, do que na capital do país”, confessa. Quanto à organização de um possível protesto anti-taurino em terras ribatejanas, a vice-presidente da Associação ANIMAL joga à defesa e prefere não revelar “a estratégia de trabalho que está bem delineada”.

Com 28 anos e a trabalhar a tempo inteiro na associação há cinco, Rita Silva liderou a manifestação que juntou cerca de meia centena de activistas defensores dos direitos dos animais que se concentraram do lado direito da entrada principal do Campo Pequeno, para protestarem contra as corridas de touros.

Os jovens, quase todos com idades compreendidas entre os vinte e os trinta anos, vestiam t-shirt preta onde estava escrito: “Sou Português, Sou Civilizado”. Empunhando cartazes e com megafone gritavam palavras de ordem como “cobardes”, “vergonha” ou “assassinos” e pediam que as touradas fossem proibidas.

Do outro lado da barricada, a poucos metros de distância, decorria ao mesmo tempo o segundo encontro de aficionados, alguns identificados com uma t-shirt branca, onde se podia ler “Sou Português Sou Aficionado” e que podia ser comprada por dois euros. Organizado por várias associações ligadas à festa brava, o encontro serviu para reunir amantes da tauromaquia. “No Ribatejo, quando há corrida de touros as pessoas juntam-se um pouco antes para fazerem uma tertúlia. No encontro do aficionado queremos que vivam a tourada antes e durante o espectáculo”, salienta José Potier, presidente da Associação Nacional de Grupos de Forcados e um dos organizadores da iniciativa.

À medida que se aproximava a hora da corrida e começava a chegar mais público, intensificavam-se e aumentavam de tom as palavras de repúdio e desagrado por parte da meia centena dos manifestantes anti-touradas.

A noite ia arrefecendo e enquanto de um lado se protestava, do outro assistia-se a danças de Sevilhanas. Dezenas de pessoas paravam e admiravam o desempenho das seis dançarinas. O espectáculo começou pelas 20h30, durou cerca de 45 minutos e foi durante esse período em que houve maior concentração de aficionados no local.

A noite acabou fria, os protestos continuaram até às 22h15, hora marcada para o início da corrida e nós acabamos com os bolsos cheios de panfletos a anunciar futuras corridas de touros, todas no Ribatejo. A polícia esteve sempre por perto e não houve incidentes a registar. Ambas as partes garantiram que marcarão presença em frente ao Campo Pequeno sempre que houver uma corrida de touros na praça lisboeta.

Activistas anti-tourada “são uns ditadorzinhos”

Muitos ribatejanos marcaram presença na segunda corrida da temporada realizada no Campo Pequeno. João Ramalho, 74 anos, ganadero e ex-forcado do grupo de Santarém é um espectador assíduo das corridas na praça da capital portuguesa, que considera ser a mais importante do nosso país. Quanto aos manifestantes é bastante crítico. “São uns chatos que querem ser uns ditadorzinhos. Num país em que há liberdade, que se vota tudo por maiorias absolutas, haver minoritários que se querem impor, antigamente chamavam-se ditadores. São pessoas à espera de chamar a atenção”, diz o ganadeiro de Salvaterra de Magos.

Questionado sobre a possibilidade de se fazer uma manifestação anti-tourada no Ribatejo, João Ramalho não tem dúvidas: “Acontecia o mesmo que aqui. Está toda a gente a ir para os toiros, estão para ali a fazer barulho e ninguém lhes liga”.

Domingos Xavier, 59 anos, lidou com touros e cavalos toda uma vida. Natural de Coruche, o médico veterinário é frequentador das corridas da praça lisboeta. “Se fossemos só aficionados nas corridas éramos capazes de ser mais nefastos à festa do que aqueles fulanos que estão ali ao lado a gritar”, garante Domingos Xavier, aludindo ao facto de haver público em geral nas bancadas e não só aficionados.

Respeita a posição de quem não concorda com as touradas mas não tem dúvidas: “Desgraçadamente são ignorantes. Custa-me a sua desonestidade intrínseca pois têm mentido ao longo dos anos sobre o que fazemos aos animais. São mal-educados e já vi na mão desta gente um cartaz a dizer, “queres brincar com cornos brinca com o teu pai”, revela o veterinário.

Luís Junça viajou de Santarém. O jovem de 28 anos costuma vir à praça lisboeta quando o cartel lhe agrada. Diz que a tourada é uma tradição. “Os protestos não fazem sentido nem têm qualquer fundamento. Só temos de os ignorar. Quem não gosta, respeita como nós respeitamos”, revela o aficionado.

Luís Junça diz que a praça lisboeta é a mais marcante, mas Santarém está no bom caminho. “O presidente Moita Flores tem feito um bom trabalho pondo o preço dos bilhetes mais acessíveis. A praça de toiros está sempre cheia”, afirma o jovem.

Edição de 2009-05-21

quinta-feira, 19 de março de 2009

Toureiro Mário Coelho na barra dos tribunais acusado de plágio

Em causa excertos do livro “Da Prata ao Ouro” que evoca percurso da figura da festa brava

O toureiro de Vila Franca de Xira, Mário Coelho, vai ser levado à barra dos tribunais por contrafacção. Textos da pintora Antonieta Janeiro foram alegadamente usados no livro “Do Ouro à Prata” que evoca o percurso da figura da tauromaquia.

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) decidiu levar a julgamento o toureiro de Vila Franca de Xira Mário Coelho pela eventual prática do crime de contrafacção. Em causa está o livro lançado pelo toureiro “Da Prata ao Ouro – História de um Toureiro”, em que alegadamente terá usado, sem autorização, textos escritos pela pintora Antonieta Janeiro, que os tinha registados na Sociedade Portuguesa de Autores e na Inspecção Geral das Actividades Culturais.

Dada a prova produzida em inquérito e instrução o colectivo de juízes daquele tribunal considerou haver indícios claros e suficientes de que o autor transpôs para a sua obra passagens inteiras de textos, alguns registados, outros não, da autoria da artista plástica. Mesmo que o arguido possa ter participado na construção de alguns desses textos, não foi ele o seu criador intelectual ou pelo menos exclusivo.

Apesar de ter conhecimento da existência desses textos e da sua autora, usou-os como se tivesse sido ele a escrevê-los, sem autorização prévia, não conferindo assim individualidade à obra e por isso, susceptível de integrar a previsão do crime de contrafacção, consideram os magistrados.

Inicialmente o Ministério Público deduziu acusação contra o arguido pelo crime de usurpação de direitos de autor (plágio), mas o caso foi arquivado na fase de instrução após contestação pelo arguido. A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) interpôs recurso da decisão instrutória para o Tribunal da Relação de Lisboa que considerou que o caso configura o crime de contrafacção e não usurpação de direitos de autor, como defendia a SPA. O arguido não deduziu oposição ao recurso e por isso vai a julgamento.

Mário Coelho, em declarações a O MIRANTE, confirma a existência do processo em tribunal, diz que o caso está entregue ao seu advogado e reivindica os direitos totais da obra. “A razão está do meu lado e aguardo tranquilamente pelo julgamento. O livro foi feito por mim e eu pedi a essa senhora que me corrigisse o português. É uma história de setenta anos e parte dela foi escrita muito antes de a ter conhecido” afirma o toureiro, salientando o facto de o livro ter tido um grande sucesso com a publicação de duas edições.

O toureiro espera ser absolvido em tribunal e mantém a confiança numa decisão favorável. Acrescenta que a sua vida sempre se pautou por uma linha recta e frontal e só lamenta estar a passar por esta situação. “Da Prata ao Ouro – História de um Toureiro” é uma auto-biografia que percorre os 50 anos de toureiro e retrata memórias da vida de Mário Coelho. O prefácio foi escrito por Agustina Bessa-Luís e foi publicada pela editora D. Quixote. A obra foi lançada no dia 27 de Junho de 2005, na Fundação Mário Soares em Lisboa, pelo Padre Vítor Melícias, numa sessão presidida pelo ex Presidente da República.

Actualmente com 73 anos, Mário Coelho foi considerado o melhor bandarilheiro do mundo e um dos mais notáveis matadores de toiros. Somou êxitos, troféus, orelhas e rabos pelas praças por onde passou ao longo de 50 anos de actividade taurina.

in O Mirante


Matador de toiros é acusado de plagiar excertos no livro “Da Prata ao Ouro”
Toureiro Mário Coelho começa a ser julgado a 8 de Abril
A obra foi lançada no dia 27 de Junho de 2005, na Fundação Mário Soares em Lisboa, pelo Padre Vítor Melícias, numa sessão presidida pelo ex-Presidente da República.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Portugal condenado por permitir touros de morte

A sentença do Tribunal Internacional dos Direitos dos Animais é simbólica, mas defensores dos animais consideram-na um «primeiro passo»

O Tribunal Internacional dos Direitos dos Animais condenou simbolicamente o ex-Presidente português Jorge Sampaio e o antigo primeiro-ministro e actual presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, por atentados contra os direitos dos animais, sobretudo nas touradas.

O juri acusou-os ainda de tirarem «uma satisfação evidente da tortura de touros«, bem como de terem permitido a abolição parcial da legislação de 1928 que protegia a morte dos touros nas arenas, o que, no entender do tribunal, reflecte um recuo de Portugal «em 80 anos em matéria de protecção animal».

Contactado pela Agência Lusa, o gabinete de Durão Barroso escusou-se a fazer quaisquer comentários sobre o assunto, mas associações defensoras dos direitos dos animais já se manifestaram «agradadas» com a «condenação», esperando que este «passo simbólico» seja o primeiro para acabar com os touros de morte em Portugal e na Europa.

O chefe de Governo espanhol, José Luís Zapatero, o Presidente da França, Nicolas Sarkozy, e seu primeiro-ministro, François Fillón, foram outros dos visados pela sentença simbólica proferida pelo órgão internacional sedeado em Genebra, na Suíça.

«Espero que este simbolismo se torne realidade e que haja outras forças políticas que se juntem a esta voz de condenação para que finalmente se possa acabar com a crueldade dos touros mortos», afirmou o presidente da Sociedade Protectora dos Animais, Tomé de Barros Queiroz.

Por sua vez, Rita Silva, uma responsável da ANIMAL que participou na votação final em Genebra, sublinhou que a sentença acaba por ser uma condenação pela «grande maioria da opinião pública portuguesa e europeia», que é «claramente contra esta prática de tortura».

Na sua sentença, o Tribunal incluiu também um pedido para que sejam fechadas as escolas de tauromaquia e para que o acesso às praças de touros seja proibido a menores de 16 anos. Solicitou ainda ao Parlamento Europeu que convoque um referendo para que os cidadãos da União Europeia se possam pronunciar sobre a abolição desta prática.

Fonte