quarta-feira, 7 de março de 2012

Campanha contra as Touradas da Acção Animal

Em 2010 A Câmara não autorizou manifestação anti-touradas em Vila Franca de Xira

A Câmara de Vila Franca de Xira não autorizou uma manifestação contra a tauromaquia, prevista para este domingo na cidade numa altura em que decorrem as festas do Colete Encarnado. A autarquia justificou a recusa com o facto de a associação "Planeta Azul - associação ecológica alternativa, que tinha solicitado a autorização para a manifestação, não ter feito o pedido com a antecedência mínima de aviso prévio de dois dias úteis.


Diz o município que a comunicação da associação chegou ao gabinete da presidência às 16h59 de sexta-feira. Estabelece o artigo 2.º do Decreto-Lei 406/74 de 29 de Agosto, que as pessoas ou entidades que pretendam realizar reuniões, comícios, manifestações ou desfiles em lugares públicos ou abertos ao público deverão avisar por escrito e com a antecedência mínima de dois dias úteis o governador civil do distrito ou o presidente da câmara municipal, conforme o local da aglomeração se situe ou não na capital do distrito.


Neste domingo em Vila Franca de Xira decorreu durante a manhã uma espera de toiros seguida de largada. O programa das festas do Colete Encarnado inclui ainda ao fim da tarde uma corrida de toiros na Praça de Toiros Palha Blanco.
4 Jul 2010


Fonte: O Mirante





Mais uma desculpa esfarrapada da CMVFX para não autorizar que se manifestem contra um "espectáculo" bárbaro e que tem os dias contados, acredito que sim. Triste ver pessoas que se dizem evoluidas compactuarem com estes espectáculos desumanos que não respeitam a vida de um ser que merece respeito e protecção. Sou de Vila Franca e deixo aqui o meu repudio a tais festas que só servem para promover a violência e a barbárie. Sem ética! Sem humanidade!
Maria de Lourdes Feitor Carapelho


O Mirante dos LeitoresO que penso é que, no fundo, e apesar da teia da ignorância, todas as pessoas sentem que este tipo de espectáculos bárbaros têm os seus dias contados, pois não fazem qualquer sentido. Por isso, refugiam-se por trás do escudo das burocracias que, neste caso, impediram uma manifestação pública de desagrado em relação às touradas. Também é verdade que é necessário o destacamento de forças policiais que impeçam que uma manifestação pacífica se transforme numa guerrilha; quero acreditar que foi esta a razão da recusa do pedido: não ter havido tempo para preparar esta “protecção”...Resta-me acrescentar que resido em Vila Franca de Xira e que este tipo de festas é tudo o que me deixa mais triste em lá morar.Yara-Cléo Bueno



Em 2002 a PJ investigou a utilização de drogas nos touros

... e qual o resultado? O que foi apurado? Desde então nada se sabe...


23-07-2002

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar a utilização de drogas nos touros de lide. As investigações arrancaram há cerca de um mês, depois de a PJ ter recebido várias denúncias de veterinários segundo as quais terão sido detectados vestígios de Rompun e Calmivet em carcaças de touros lidados em praças portuguesas.

Segundo uma fonte da PJ, o Rompun e o Calvimet, sendo subs-tâncias analgésicas, estarão a ser utilizadas com o objectivo de tornar os touros mais dóceis para o toureio a cavalo. João Alvoeiro, presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários, afirma que estes medicamentos animais “não podem ser usados para isso: é impossível, porque o touro fica completamente atordoado, cambaleante”.

A verdade é que, segundo disse ao Correio da Manhã um ganadero cujos animais já sofreram os efeitos do Rompun, esta substância está a ser utilizada em Portugal para acalmar os touros antes de entrarem na arena. “Já houve casos pontuais em Portugal”, afirma peremptoriamente esse criador, que solicitou o anonimato.

E para que não restem dúvidas sobre a utilização de Rompun e Calvimet, este ganadero é ainda mais preciso: “no meu caso, os touros ficaram praticamente a dormir; enganaram-se nas doses e nem sequer chegaram a ser lidados”. Mais: “no meu caso, não me calei porque foi evidente de mais. E denunciei a situação à autoridade sanitária”.

Passados alguns dias os animais regressaram ao estado normal, desaparecendo os vestígios dessas substâncias por via da urina. Daí que, para detectar resíduos de Rompun ou Calvimet, “as análises têm que ser feitas logo a seguir aos animais terem sido lidados”, sublinha aquele ganadero.

O recurso a estes medicamentos parece ter uma explicação muito simples: “quando os toureiros têm medo dos touros, porque são grandes, utiliza-se tranquilizantes”, acrescenta. Vasco Lucas, secretário-técnico da Associação Portuguesa de Criadores de Touros de Lide, reconhece que já “ouviu falar” na utilização de drogas nos touros de lide, mas deixa claro que “a associação não sabe de nada oficialmente”.

Segundo este responsável, os toureiros “pretendem ter cada vez mais um touro mais dócil, porque é isso que permite o toureio artístico e é isso que o público quer”. Só que, “quando aparecem touros mais dóceis, começa-se a falar em drogas, mas não é”, afirma.

Explica Vasco Lucas que “os touros mais dóceis são o resultado de uma selecção genética feita pelos ganaderos”. Esse aperfeiçoamento genético “é feito a partir da tenta (lide)” e o tipo de touros “depende do critério de cada criador: uns gostam mais de animais agressivos, outros preferem animais mais dóceis”, conclui.

As mães dos touros aprovados são seleccionadas para procriação, enquanto que as mães dos reprovados têm como destino o consumo de carne. O criador contactado pelo Correio da Manhã não tem dúvidas que “os touros hoje já são mais toureáveis, mais nobres”, na sequência de uma selecção genética que “permite obter touros mais suaves”.

Mas, mesmo assim, frisa que “ninguém quer falar (na utilização de drogas para tranquilizar os touros de lide). Os toureiros dizem que não o fazem e os ganaderos também não querem falar, porque os seus touros podem ser vetados das corridas”.

De facto, o Correio da Manhã contactou um criador cuja resposta foi lapidar: “nunca ouvi falar em nada nem ninguém me drogou touros”. A dopagem de touros parece não ser um problema exclusivamente nacional. “Em Espanha fala-se na utilização de tranquilizantes por inalação”, diz o ganadero cujos touros já foram drogados.

ANIMAIS MAIS DÓCEIS

Diz a Polícia Judiciária e o ganadero contactado pelo Correio da Manhã, a quem já drogaram touros, que a utilização do Rompun e do Calmivet são tranquilizantes utilizados para tornar os touros mais fáceis de tourear. E o secretário-técnico da Associação Portuguesa de Criadores de Touros de Lide admite que, “se forem aplicados em doses pequenas, podem ter esse efeito, mas (os medicamentos) têm sempre efeitos imprevisíveis”.

O Guia de Produtos Veterinários - Índice Nacional Veterinário, de 1995/96, inclui o Rompun no grupo dos sedativos e ansiolíticos destinados ao sistema nervoso cérebro-espinal. Ambos os medicamentos são aplicados nos animais através de injecção, com o recurso a dardos, por exemplo.

Rompun é um “sedativo, analgésico, anestésico e relaxante muscular para ovinos, bovinos, equinos, cães e gatos” indicado para o “transporte, habituação (à instalação ou ao trabalho), pesagem, mudança de pensos, inseminação artificial, reposição do prolapso uterino, do torsio uterino, bem como pré-anestésico para a aplicação de anestesia local ou endovenosa em casos de rumenotomia, cesariana”.

Esse medicamento animal “aplica-se ainda em amputação de chifres, unhas e tetas, castração, esterilização, cesariana em decúbito, extracção de dentes”. Pode ser também aplicado em “operações prolongadas e dolorosas”. O Calmivet Injectável, por seu lado, é indicado como “tranquilizante neuroplégico, regulador neuropsíquico".

Fonte


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Embolação

Embolação
Ato de embolar, que consiste em guarnecer os cornos dos bovinos com diversos materiais com o fim de diminuir ou anular o poder de perfuração das hastes.

- Embolação para a tourada à portuguesa -

Principal objectivo: Anular o poder de perfuração dos cornos para que estes não firam os toureiros e os forcados e não perfurem os cavalos.

Procedimento: 

1.º Imobilização dos bovinos;
2.º Corte e aparagem das pontas dos cornos;
3.º Colocação das embolas.

1. Imobilização dos bovinos – Alguns métodos

1.1. Começa por ser passada pela raiz dos cornos do bovino uma corda grossa com laço corredio de forma a que quanto mais se puxa a corda mais se aperta essa zona da cabeça, com grande pressão sobre a testa. Iça-se o animal, puxando a corda, de maneira a que fique suspenso, com a possibilidade de tocar no solo apenas com as patas traseiras. Usualmente coloca-se um cilindro na horizontal a cerca de um metro do chão onde o peito fica apoiado para maior estabilização.

1.2. Processo semelhante ao anterior, mas em que em vez de se suspender o bovino, faz-se passar a sua cabeça por baixo do cilindro, ficando a parte superior do pescoço a fazer pressão contra aquele e manuseando-se a corda de forma a que auxilie na imobilização da cabeça. 



1.3. Coloca-se o touro dentro de uma espécie de contentor pouco maior do que ele que tem umas portas que permitem que apenas a sua cabeça fique imobilizada na parte exterior, e mete-se uma venda a tapar-lhe a totalidade da cabeça para que não consiga ver nada e fique também com os movimentos ainda mais dificultados.


http://www.tauromania.pt/noticias_detail_gallery.php?typ=reportagens&aID=952
1.4. Outras muito piores, mas menos frequentes.

2. Corte e aparagem das pontas dos cornos

As pontas dos cornos são cortadas e limadas. O corte é feito com uma serra. Seguidamente, os cornos são aparados com uma lima. 


http://www.tauromania.pt/noticias_detail_gallery.php?typ=reportagens&aID=952
3. Colocação das embolas

Cada embola é composta por um copo de metal, que cobre 10 cm de comprimento de corno, envolvido por uma manga de couro que cobre todo o corno. O copo é enfiado na extremidade já “arranjada” do corno, sendo muitas das vezes necessário bater naquele com golpes de maço para que fique devidamente colocado. Na outra extremidade de cada embola, existem duas argolas metálicas de 2 cm de diâmetro cada, numa das quais se segura um cordel que, após muito bem apertado, a une ao seu par, e na outra passa um outro cordel que a fixa melhor ao corno.



Algumas notas dignas de referencia: 

- Em Portugal, não é só para as corridas de touros à portuguesa que se procede à embolação. Muitos dos animais utilizados, por exemplo, em garraiadas, incluindo nas académicas, são, também eles, sujeitos a todo este difícil processo;

- Durante a lide, a transformação de que as hastes foram previamente alvo confunde os animais sempre que estes tentam utilizá-las como defesa;

- Cortar a ponta de um corno a um bovino é o equivalente a cortar a parte superior de um dente a uma pessoa (tudo sem anestesia). Os cornos têm terminações nervosas e é provável que o seu corte e limagem provoque dor e um enorme desconforto. Com mais ou menos dor, é inegável o stress que todo este procedimento provoca.

- Já têm morrido bovinos de ataque cardíaco durante a embolação. Não temos como provar esta afirmação, mas sugerimos a visualização do vídeo abaixo e cada pessoa que acredite no que quiser.

Fonte:  


Preparação dos cornos de um touro para uma corrida à portuguesa
Excerto do documentário sobre touradas portuguesas "Taking the Face" do realizador polaco Juliusz Kossakowski


Pega de Cara / Taking The Face

“Taking the Face: the portuguese bullfight”
[Documentário] 2008

Filmado inteiramente em Portugal, é um mergulho no universo arcaico da tourada à Portuguesa. Desde o nascimento do touro à lide na arena, passando pela sangrenta formação dos matadores que nunca irão poder matar no seu próprio país; sem esquecer o colorido dos forcados que pegam touros de mãos nuas e peito aberto; os cavaleiros e os seus cavalos dançantes; o bizarro ritual do forcão, até desembocar no espectáculo brutal da tourada de Barrancos.

In the seventeenth century after the death of a young nobleman in a bullfight, the king of Portugal issued a decree requiring that the horns of a bull be sheered and covered before any bullfighting spectacle. Centuries later the killing of the bull in the ring was outlawed completely, thereby putting the finishing touches on the unique spectacle that is the Portuguese corrida.
Taking The Face is a full length documentary that explores the phenomenon of the Portuguese bullfight in all its forms, from the training of Matadors who may never kill in their own country, to the colorful Forcados who charge bulls head-on without weapons, to the costumed Cavaliers and their dancing horses, to the bizarre ritual of the Giant Fork, to the spectacle of Barrancos – the one brutal exception to the law prohibiting the killing of the bull in the arena. A world filled with contradiction, passion, faith and cruelty. Taking The Face follows the Touro Bravo from birth to death while exploring the rising polemic that may signal the tradition’s demise. 
Chamaco: Taking The Face follows a young Matador in training – the eighteen year old “Chamco of Alenquer” - whose boyish demeanor and enthusiasm belie the grisly nature of his occupation, as he searches for bloody glory in the arena. 
The Forcados: The jolly fraternity of costumed men whose objective is ‘to take the face’ of the bull, charging it head on in a bone-crunching duel that sends bodies flying in all directions. 
The Tauro Bravo: Exploring the mythos around the famed bull, the object of so much attention and controversy, it’s origins and history; we follow the Tauro Bravo from its birth, through its idyllic existence in the wild, to the final twenty minutes of its life in the ring. 
The Old Bullfighter: Jose Julio, a living legend and one of Portugal’s most famous Matadors, guides us through the process of training the matador and killing the bull, explaining the details of the peculiar passion that is the ‘corrida de morte’. 
The Cavaleiro: The vainglorious, laughing Cavalier who rides the famed Lusitano horse in seventeenth century costume, pursuing the bull with brightly ribboned harpoons as he is cheered on by the crowd. 
Aldeia da Pointe: A tiny village in the northern edge of Portugal where the festa of the forcao takes place in homage to Saint Anthony, an event that might have been conceived by Monty Python’s Flying Circus in which a giant multi-tanged wooden fork is manned by the village’s ex-patriate sons in a pitched battle with the sacrificial bull. 
Barrancos: The outlaw state within a state and the only place in Portugal where the bull is still killed in the ‘ring’ in defiance of Portuguese law. This town with its colorful history and its citizens who are descendents of smugglers and brigands, still call for the blood of the Tauro once a year in their annual homage to the Virgin. 
Taking The Face interviews the men and women, trainers, veterinarians, animal rights activists, aficionados, politicians, priests, ranchers, wranglers and bullfighters as it gives a colorful, in depth view of this controversial subject.
http://www.takingtheface.com/


Entrevista:
Taking the Face - The Portuguese Bullfight é um dos destaques do Artivist Film Festival. O documentário de Juliusz Kossakowski, um realizador polaco que fala com sotaque brasileiro e mora em Portugal, correu o país durante oito meses para ouvir os aficcionados e os defensores dos direitos dos animais.

Capital da Tortura!

Empresa quer elevar praça de toiros de Vila Franca a "Capital da Verdade" 

Lisboa, 27 fev (Lusa) -- A empresa da Praça de Toiros "Palha Blanco", em Vila Franca de Xira, quer elevar o recinto a "Capital da Verdade", apostando em toiros considerados "sérios" nos seus espetáculos, com o objetivo de atrair aficionados*.

"Vila Franca quer ser a capital da verdade. Sendo o toiro um elemento fundamental da festa*, é essa a nossa aposta, é a aposta nessa verdade", disse hoje Ricardo Levesinho, representante da empresa "Tauroleve", em declarações à Agência Lusa.

"Nós damos uma importância fundamental ao toiro* e ao seu trapio (apresentação), mas também não nos esquecemos das figuras do toureio de Portugal e Espanha para tourearem nos nossos espetáculos", acrescentou.

Fonte

* NOTA
A ser a capital da verdade deveria publicamente informar os subsídios, protocolos, eventos e despesas da Câmara de Vila Franca de Xira para grupos, escola de toureiros, Clube Taurino, Forcados, festas,, etc.
 Esquecem de explicar que a importância dada ao touro está directamente ligada á razão pela qual querem atrair mais aficionados. O LUCRO!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tauromaquia no Inventário do Património Cultural Imaterial Nacional NÃO!


A tauromaquia é uma actividade que apenas subsiste em 9 países do mundo, sendo que cada vez mais cidades e vilas - e até mesmo regiões -, se declararam e vão declarando livres desta prática. É com pesar que vejo o meu país a tentar andar no sentido inverso ao do resto do mundo, que cada vez mais se apercebe que, à parte de quaisquer gostos pessoais, há actividades que não conseguirão manter-se por muito mais tempo, dada a contestação social que enfrentam, e que é baseada em pressupostos morais que já não podem ser ignorados.

De acordo com um extenso estudo elaborado em 2007 pelo CIES-ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, a maioria dos portugueses não só rejeita a tauromaquia, como também quer as touradas proibidas por lei em Portugal. A vontade da população portuguesa não pode ser posta de lado, e não pode compadecer-se das paixões e interesses de lobbies locais e regionais.

CONTRA A CANDIDATURA dos festejos taurinos de Vila Franca de Xira a Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal

CONTRA A CANDIDATURA dos festejos taurinos de Vila Franca de Xira a Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal


ASSINEM A PETIÇÃO E DIVULGUEM POR FAVOR!!!
- Tauromaquia no Inventário do Património Cultural Imaterial Nacional NÃO!
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=ANIMAL

POR FAVOR ESCREVA AO DIRECTOR-GERAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL
PEÇA-LHE QUE NÃO CONSIDERE A TAUROMAQUIA PASSÍVEL DE INSCRIÇÃO NO INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL NACIONAL

De acordo com o Jornal “O Mirante” a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai apresentar uma candidatura para que os festejos tauromáquicos locais sejam reconhecidos e passem a constar no Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal.

Infelizmente, o novo Director-Geral do Património Cultural (a quem tem que ser dirigida esta petição) é o antigo Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, ele próprio um aficionado e frequentador do Campo Pequeno. De qualquer forma, esse facto não nos demoverá de contactá-lo.


Por favor copie a mensagem abaixo sugerida ou envie a sua própria mensagem para:

igespar@igespar.pt
inventariopatrimonio@igespar.pt

Para:
Exmo. Senhor Dr. Elísio Summavielle
Exmo. Senhor Dr. Elísio Summavielle,
Digníssimo Director-Geral do Património Cultural,

Excelência,

Tive conhecimento de que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira se prepara para candidatar os seus festejos tauromáquicos ao Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal. A tauromaquia é uma actividade que apenas subsiste em 9 países do mundo, sendo que cada vez mais cidades e vilas - e até mesmo regiões -, se declararam e vão declarando livres desta prática. É com pesar que vejo o meu país a tentar andar no sentido inverso ao do resto do mundo, que cada vez mais se apercebe que, à parte de quaisquer gostos pessoais, há actividades que não conseguirão manter-se por muito mais tempo, dada a contestação social que enfrentam, e que é baseada em pressupostos morais que já não podem ser ignorados.

De acordo com um extenso estudo elaborado em 2007 pelo CIES-ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (http://www.animal.org.pt/pdf/Valores_e_Atitudes_face_a_Proteccao_dos_Animais_em_Portugal.pdf ), a maioria dos portugueses não só rejeita a tauromaquia, como também quer as touradas proibidas por lei em Portugal. A vontade da população portuguesa não pode ser posta de lado, e não pode compadecer-se das paixões e interesses de lobbies locais e regionais.

Assim, venho pedir a V. Exa. se digne considerar o meu pedido, e não permita que a tauromaquia conste do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial de Portugal.


Muito respeitosamente,
de V. Exa,
Nome:
Cidade:

Vila Franca quer candidatar festejos taurinos a património imaterial e cultural


Proposta vai gerar polémica entre aficionados e defensores dos animais

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai candidatar os festejos taurinos a património imaterial e cultural de Portugal. Um primeiro passo para que seja apresentada a candidatura a património imaterial da humanidade, como aconteceu recentemente com o fado. Os defensores dos animais prometem que não se vão calar.


Edição de 2012-02-16

Salvaguardar a raiz cultural dos festejos taurinos de todo o país e do Ribatejo é o objectivo da candidatura que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai apresentar este ano para que os festejos taurinos passem a constar no Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal. Um primeiro passo para a candidatura a Património Imaterial da Humanidade. O anúncio da candidatura foi feito pela presidente do município, Maria da Luz Rosinha (PS), e já começa a dividir opiniões. De um lado os aficionados aplaudem a iniciativa da autarca, do outro levantam-se as vozes contra das associações de protecção dos animais que prometem não ficar calados nem de braços cruzados face a esta candidatura.

“Nós avançaremos com Vila Franca porque temos uma raiz cultural muito forte na área da tauromaquia. Teremos oportunidade de perceber se a poderemos transformar numa candidatura alargada porque falamos nos festejos taurinos, não falamos exclusivamente nos festejos taurinos de Vila Franca”, explica Maria da Luz Rosinha a O MIRANTE. A candidatura nasce de um esforço conjunto com o Clube Taurino Vilafranquense. Depois de apresentada a candidatura esta terá de ser alvo de uma consulta pública e depois analisada por uma comissão para o Património Cultural e Imaterial. O registo no inventário nacional é condição indispensável para se avançar com a candidatura a património cultural e imaterial da humanidade, como aconteceu recentemente com o fado.

“Não me assustam as pessoas anti-tourada. Respeito muito quem não gosta da cultura tauromáquica e por isso só espero que os defensores dos animais tenham por mim o mesmo respeito. Se for assim não haverá problemas”, avisa Maria da Luz Rosinha. Mas Rita Silva, da Associação Animal, diz que “não faz qualquer sentido” apresentar uma candidatura como esta e promete que haverá “muito debate” sobre o assunto. Da mesma forma como protestam em frente ao Campo Pequeno nos dias de corrida, será de esperar que a associação faça o mesmo quando a candidatura avançar.

O presidente da Câmara Municipal de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), autor de uma petição a favor da festa brava, considera que a candidatura vila-franquense “é uma excelente ideia” que pode dinamizar a festa e a economia local. “Precisamos de estimular os empregos gerados na criação de cavalos e de toiros”, defende. Os defensores dos animais consideram que este é um falso argumento. “É perfeitamente possível reconverter as pessoas que ganham a vida a explorar os animais para as meter a cultivar os campos, que Portugal bem precisa nesta altura”, defende Rita Silva da Animal.

Rui Salvador, cavaleiro tauromáquico, considera que os defensores dos animais não serão entrave à candidatura. “São uma minoria que só faz barulho e o que nós queremos é que se fale da tauromaquia”, refere. A ideia até deve ser seguida por outras câmaras municipais, segundo defende João Santos Andrade, presidente da Associação de Criadores de Toiros de Lide “Se vivemos num país livre temos de saber conviver com os que gostam e os que não gostam”, refere a O MIRANTE.


Vila Franca candidata festejos taurinos a património imaterial e cultural

Salvaguardar a raiz cultural dos festejos taurinos de todo o país e do Ribatejo é o objectivo da candidatura que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai apresentar este ano para que os festejos taurinos sejam reconhecidos e passem a constar no Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial (INPCI) de Portugal.

O anúncio da candidatura foi feito pela presidente do município, Maria da Luz Rosinha (PS), na última reunião pública do executivo. Mas já começa a dividir opiniões. De um lado os aficionados aplaudem a iniciativa da presidente vila-franquense, do outro levantam-se vozes dentro das associações de protecção dos animais que prometem não ficar calados nem de braços cruzados face a esta candidatura.

“Nós avançaremos com Vila Franca porque temos uma raiz cultural muito forte na área da tauromaquia. Teremos oportunidade de perceber se a poderemos transformar numa candidatura alargada porque falamos nos festejos taurinos, não falamos exclusivamente nos festejos taurinos de Vila Franca”, explica Maria da Luz Rosinha a O MIRANTE. A candidatura nasce de um esforço conjunto com o Clube Taurino Vilafranquense. Depois de apresentada a candidatura esta terá de ser alvo de uma consulta pública e depois analisada por uma comissão para o Património Cultural e Imaterial. O registo no inventário nacional é condição indispensável para poder ser candidata a património cultural e imaterial da humanidade, como aconteceu recentemente com o Fado.

“Não me assustam as pessoas anti-tourada. Respeito muito quem não gosta da cultura tauromáquica e por isso só espero que os defensores dos animais tenham por mim o mesmo respeito. Se for assim não haverá problemas”, avisa Maria da Luz Rosinha.


BURLADERO DE IMPRENSA HOJE SOBRE A CANDIDATURA DOS FESTEJOS TAURINOS EM V.F.X. A PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

Vila Franca candidata os seus festejos taurinos a Património Cultural Imaterial partindo a ideia do prestigiado e activo Clube Taurino Vilafranquense

SUBSÍDIOS PARA TORTURA! 2011


Em 2011 gastaram-se 432.125 € para a tauromaquia em Vila Franca de Xira.


Eventos = 374.500 €
Protocolo Clube Taurino
e Casa dos forcados = 63.125 €


SUBSÍDIOS PARA TORTURA! 2008/2009/2010

E NÃO HÁ DINHEIRO!?!?!
O que a autarca da NOSSA terra faz ao nosso dinheiro!!!


€ 1.133.904,14 para a tauromaquia em Vila Franca de Xira
Mais de UM MILHÃO de euros de dinheiro dos contribuintes em apenas 3 anos!

2008 - € 372.845,06
€ 60.000,00 - Escola de toureio José Falcão (Relatório e Conta 2008)
€ 4.000,00 - Protocolo com a Casa dos Forcados de Vila Franca de Xira (Relatório e Conta 2008)
€ 18.214,64 - Semana da Cultura Tauromáquica (Relatório e Conta 2008)
€ 30.004,80 - Protocolo com Clube Taurino - Feira Anual de Outubro (Relatório e Conta 2008)
€ 250.475,62 - Festa tauromáquica Colete Encarnado (Relatório e Conta 2008)
http://www.cm-vfxira.pt/files/3/documentos/20090416120657864101.pdf
€ 10.150,00 - Segurança e encerramento das tranqueiras durante as esperas e largadas de touros na feira anual de Outubro - Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=1700&lk=srch


2009 - € 361.878,69
€ 4.124,74 - Protocolo com a Casa dos Forcados de Vila Franca de Xira (Relatório e Conta 2009)
€ 60.000,00 - Escola de toureio José Falcão (Relatório e Conta 2009)
€ 1.000,00 - Confederação de cidades Taurinas (Relatório e Conta 2009)
€ 236.085,32 - Festa tauromáquica Colete Encarnado (Relatório e Conta 2009)
€ 3.720,00 - Aluguer de touros - Salão do Cavalo (Relatório e Conta 2009)
€ 28.804,80 - Protocolo com Clube Taurino - Feira Anual de Outubro (Relatório e Conta 2009)
€ 16.873,83 - Semana da Cultura Tauromáquica (Relatório e Conta 2009)
http://www.cm-vfxira.pt/files/3/documentos/2010043012261208904.pdf
€ 11.270,00 - Obras de beneficiação da enfermaria da praça de touros de Vila Franca de Xira - Joaquim Euleutério e Filhos, Lda.
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=128521&lk=srch

"Execução anual do plano de actividades municipais"
http://www.cm-vfxira.pt/files/3/documentos/2010043012261208904.pdf

2010 - € 399.180,39
€ 60.000,00 - Escola de toureio José Falcão (pág. 115 Relatório e Conta 2010)
€ 288.688,36 - Festa tauromáquica Colete Encarnado (pág. 113 Relatório e Conta 2010)
€ 28.737,50 - Protocolo com Clube Taurino - Feira Anual de Outubro (pág. 113 Relatório e Conta 2010)
€ 17.648,13 - Semana da Cultura Tauromáquica (pág. 114 Relatório e Conta 2010)
€ 4.106,40 - Circuito Tauromáquico - Protocolo com a Casa dos Forcados (pág. 114 Relatório e Conta 2010)
http://www.cm-vfxira.pt/files/3/documentos/2010043012261208904.pdf

ABOLIÇÃO!



Para demonstrar a sua indignação envie e-mail para:


VILA FRANCA DE XIRA
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Praça Afonso de Albuquerque,2
2600-093 Vila Franca de Xira
Fax: 00-351- 263 276 002
Email: presidencia@cm-vfxira.pt
gap@cm-vfxira.pt
gabimprensa@cm-vfxira.pt

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Guerra em V. Franca: presidente do Clube Taurino contra autarca Rosinha

O presidente do Clube Taurino Vilafranquense, Paulo Silva, está em guerra com a presidente da Câmara da "Sevilha portuguesa", Maria da Luz Rosinha. Diz que o está "em nome pessoal" e não como presidente da instituição... que é quase o mesmo. Eis o seu polémico comunicado:


Exmos Senhores.
Venho por este meio fazer o pedido de divulgação.
Gostava de frizar e que se publicassem a noticia, que falo em meu nome pessoal e não em nome da Direcção do Clube Taurino Vilafranquense.
A Exma Senhora Presidente da Camara Municipal de Vila Franca de Xira, durante uma reunião realizada hoje no salão nobre tentou denegrir todo o trabalho que o Clube Taurino Vilafranquense tem realizado para que em Vila Franca de Xira a festa taurina seja considerada Património Cultural Imaterial, devido a um problema pessoal que tem comigo relacionado com uma festa de homenagem realizada a um toureiro.
Não admito que devido a um problema pessoal que tem para comigo, ande a tentar denegrir a imagem do Clube Taurino Vilafranquense, hoje por hoje a entidade taurina que mais tem feito para elevar o nome de Vila Franca de Xira que ela não duvide.
Só lhe quero lembrar uma coisa para que não se esqueça, quem manda no Clube Taurino é os sócios e não é ela , que por mais que me tente tirar do Clube Taurino Vilafranquense são os sócios e não ela junto com outros que nem os quero classificar que me vão tirar.
Já agora que saiba que eu posso não ter condições para fazer as iniciativas que gostaria de fazer mas tudo o que fazemos é com nosso dinheiro e amigos e não é preciso andar submisso para que ela apoie as iniciativas.
E desafio a dizer se alguma contribui com alguma importância monetária para a realização de algum evento.
E por aqui fico porque existe muito histórias que se passaram nestes 4 anos para contar, mas esteja descansada que eu não me dou com as pessoas conforme as minhas necessidade.
Atenciosamente

Paulo Silva

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mais de 1600 toiros vão ser lidados este ano em Portugal

Lisboa, 13 fev (Lusa) -- Mais de 1600 reses bravas devem de ser lidadas em Portugal durante a temporada tauromáquica deste ano, avançou hoje à Agência Lusa secretário-geral da Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), António Vasco Lucas.
"Os números vão ser idênticos aos do ano passado", afirmou o responsável, lamentando que, "infelizmente, vão entrar muitos toiros espanhóis em Portugal, visto o novo regulamento tauromáquico ainda não ter entrado em vigor".
Em 2011, foram lidados em Portugal, nos mais diversos espetáculos tauromáquicos, 1723 toiros (com 3 e 4 anos), entre os quais 170 oriundos de ganadarias espanholas.

A VÍTIMA

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Câmara paga seguro de acidentes aos forcados de Vila Franca

Os forcados de Vila Franca de Xira  recebem uma verba de 4300 euros da Câmara Municipal para pagar o seguro de acidentes pessoais.

A verba é atribuída no âmbito de um protocolo estabelecido entre a câmara e os forcados. O município justificou a atribuição da verba com a importância do grupo, que considera ser o embaixador do município “nos quatro cantos do mundo, na área da tauromaquia, a área cultural que mais contribui para a identidade do concelho”.

O Mirante

Desde 28 de Março de 2007, altura em que a câmara rubricou um protocolo com a associação, que o município apoia a colectividade com o pagamento do seguro.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

C.M. de Alcochete - Subvenções, Apoios, Subsídios?

Luís Miguel Carraça Franco, Presidente da Câmara Municipal de Alcochete,
esbanja dinheiro dos seus munícipes!

Acta nº22 de 2/11/2006 Assim, e para fazer face às despesas inerentes, propõe-se a atribuição de subsídio ao Aposento do Barrete Verde, no valor de 22.500,00  euros.»
http://www.cm-alcochete.pt/uploads/document/file/365/Acta_n__22_06_-_Reuni_o_Ordin_ria_realizada_em_02_de_Novembro_de_2006.pdf

Acta nº 11 - 14/05/2008
Pelo exposto, propõe-se a atribuição de subsídio, no valor total de 1.500 euros ao Clube Taurino de Alcochete.”

Pelo exposto, propõe-se a atribuição de subsídio, no valor total de 4.000 euros ao Grupo Forcados Amadores de Alcochete, a atribuir em 2 tranches de 2.000€, a serem pagas a primeira em Junho e a segunda no 4º trimestre.”

Pelo exposto, propõe-se a atribuição de subsídio, no valor total de 4.000 euros ao Aposento do Barrete Verde, a atribuir em 2 tranches de 2.000euros, a serem pagas a primeira em Junho e a segunda no 4º trimestre.”
http://www.cm-alcochete.pt/uploads/document/file/300/Acta_n.__11_08_-_Reuni_o_Ordin_ria_realizada_em_14_de_Maio_de_2008.pdf

Acta nº 13 de 09/06/2010
Grupo de Forcados Amadores de Alcochete subsídio de 4.000,00 euros em duas tranches de 2.000,00 euros.
http://www.cm-alcochete.pt/uploads/document/file/252/Acta_n.__13_10_-_Reuni_o_Ordin_ria_realizada_em_9_de_Junho_de_2010.pdf

Acta nº 15 de 07/07/2010
Proposta de atribuição de um subsídio ao Aposento do Barrete Verde de 40.000,00 euros. Apesar das dificuldades e da crise económica que o país atravessa, a C.M. irá manter o mesmo montante de 45.000,00 euros mas por motivos de cabimentação, são propostos agora 40.000,00 euros e os restantes 5.000,00 euros em Agosto. Aceite.
http://www.cm-alcochete.pt/uploads/document/file/254/Acta_n.__15_10_-_Reuni_o_Ordin_ria_realizada_em_7_de_Julho_de_2010.pdf

Acta nº 18 de 01/09/2010
Subsídio ao Aposento do Barrete Verde 40.000,00 euros mais 5.120,00 euros, montante em falta para perfazer o mesmo valor de 2009.
http://www.cm-alcochete.pt/uploads/document/file/257/Acta_n.__18_10_-_Reuni_o_Ordin_ria_realizada_em_1_de_Setembro_de_2010.pdf

Acta nº 25 de 25/11/2010
10.000,00 euros para apoio à Direcção do Aposento do Barrete Verde.

Acta nº 11 de 11/05/2011
Grupo de Forcados Amadores 3.700,00 euros
Acta nº 22 de 12/10/2011
Subsídio de 3.700,00 euros ao Aposento do Barrete Verde para despesas decorrentes das suas actividades.
http://www.cm-alcochete.pt/uploads/document/file/236/Acta_n.__22_11_-_Acta_da_Reuni_o_Ordin_ria_realizada_em_12_de_Outubro_de_2011.pdf

Acta nº 25 de 25/11/2010
Atribuição de apoio financeiro ao Aposento do Barrete Verde 10.000,00 euros
http://www.cm-alcochete.pt/uploads/document/file/264/Acta_n.__25_10_-_Reuni_o_Ordin_ria_realizada_em_25_de_Novembro_de_2010.pdf

Submetida à discussão e votação, a Câmara deliberou aprovar a presente proposta, por unanimidade.

Total (2010 e 2011)= € 101.920

2012
Acta nº 15 de 04/07/2012
Propõe-se a atribuição de um apoio financeiro ao Aposento do Barrete Verde, destinado às despesas que se prendem com a preparação e organização das Festas do Barrete Verde e das Salinas, no valor de €36.000,00.
http://www.cm-alcochete.pt/uploads/document/file/202/Acta_n.__15_12_-_Acta_da_Reuni_o_Ordin_ria_realizada_em_4_de_Julho_de_2012.pdf

2013
Act nº 14 de 17/07/2013
Isentar o Aposento do Barrete Verde do pagamento das taxas aplicáveis no montante apurado de €11.624,76 (onze mil, seiscentos e vinte e quatro euros e setenta e seis cêntimos), como forma de apoio e incentivo à promoção e desenvolvimento de atividades e eventos relacionados com a dinamização da cultura e identidade local e da atividade económica de interesse municipal.»

Propõe-se a atribuição de um apoio financeiro ao Aposento do Barrete Verde, destinado às despesas que se prendem com a preparação e organização das Festas do Barrete Verde e das Salinas, no valor de €32.400,00 (trinta e dois mil e quatrocentos euros.»
http://www.cm-alcochete.pt/uploads/document/file/179/Acta_n.__14_13_-_Acta_da_Reuni_o_Ordin_ria_realizada_em_17_de_Julho_de_2013.pdf


2014
Acta nº 16 de 10/07/2014
Como forma de estímulo ao excelente trabalho que o Aposento do Barrete Verde faz na condução das Festas do Barrete Verde e das Salinas, momento Reunião de 2014.07.10 Ata n.º 16 17 verdadeiramente inegável de promoção do concelho, propõe-se a atribuição de apoio financeiro no valor de €32.400,00 (trinta e dois mil e quatrocentos euros)


2015
9 de julho
O Executivo Municipal aprovou, por unanimidade, na reunião de câmara, que decorreu a 8 de julho, nos paços do concelho, a atribuição de um subsídio no valor de €32,400, ao Aposento do Barrete Verde para apoiar a organização da 75ª edição das Festas do Barrete Verde e das Salinas, além de todo o apoio logistico qua anualmente a Autarquia assegura.
http://www.cm-alcochete.pt/frontoffice/pages/590?news_id=4083


 Actas:
http://www.cm-alcochete.pt/pages/159


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sangue e emoção(????) em Vila Franca V


largada de toiros da Feira Anual 2011
 A entrada de toiros hoje em Vila Franca de Xira, foi completamente limpa, e bonita de se ver os toiros bem encabrestados nas ruas da cidade ribatejana.
Depois de o dia de ontem ter havido alguns acidentes com os toiros do Engº Jorge de Carvalho, que resultaram em três feridos, um dos quais mais grave e também um acidente com um "curioso" dos que vestidos de lavradores acompanham os campinos, do qual resultou uma cornada numa égua, que teve de ser abatida nas boxes da Palha Blanco, devido aos ferimentos que apresentava, "curiosos".

A largada de hoje, foi algo sonsa mesmo sem sal, de toiros que não apresentavam trapio e eram mansos que logo muito cedo se encostaram, não reagindo ás chamadas de muitos curiosos. Alguns estavam demasiados magros e sem forças nas mãos, notorio logo á saída da praça de toiros.

in apaixaopelafestabrava

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tourada, Não! Abolição!

Tortura é Cultura? 

Sempre justificadas como tradição, as corridas de touros – vulgarmente conhecidas como touradas – são, na verdade, um dos costumes mais bárbaros de um sector minoritário e ultrapassado da sociedade portuguesa. Por trás da suposta bravura dos cavaleiros tauromáquicos, dos bandarilheiros, dos forcados e dos demais intervenientes neste espectáculo medieval e degradante, esconde-se uma triste e horrível realidade – a perseguição, molestação e violentação de touros e cavalos que, aterrorizados e diminuídos nas suas capacidades físicas, são forçados a participar num espectáculo de sangue em que a arte é a violência e a tortura é a cultura.

O Touro Bravo enfraquecido para a Tourada

A vergonhosa realidade das touradas começa no seu princípio, quando os touros – principais vítimas desta barbaridade (além dos cavalos e das vacas, assim como dos novilhos, quando são usados ainda enquanto bebés e jovens) –, depois de terem já perdido cerca de 10% do seu peso na viagem da ganadaria (onde são criados e onde estão habituados a uma vida tranquila) para a praça de touros, devido ao stress, são mantidos nos curros, até à hora de entrarem na arena, onde a angústia e o medo vão sendo cada vez mais crescentes. Junta-se a isto o sofrimento físico, que aqui começa, não só porque os animais são conduzidos com aguilhões e à paulada, mas também porque, entre outros métodos de preparação, sofrem o horror de terem os seus chifres serrados, a sangue frio, para serem embolados (nas touradas portuguesas, os touros não têm sequer os seus chifres inteiros e expostos, para terem uma oportunidade mínima de se defenderem).

Tourada é Cobardia, Não é Valentia


Ao entrar na arena, os touros vão já fortemente enfraquecidos e feridos (devido aos chifres serrados a sangue frio antes da tourada), além de apavorados. O pânico do touro é tão grande, que fugiria deste cenário aterrorizador, se tivesse essa possibilidade. Ao contrário do que os defensores das touradas alegam, é possível observar a expressão de medo e de confusão dos touros sempre que entram na arena, e que se agrava quando a tortura da tourada se acentua, à medida que as bandarilhas e os restantes ferros (que podem ter comprimentos variáveis entre os 8cm e os 30 cm, além de terem arpões na ponta, para se prenderem à carne e aos músculos dos animais, rasgando os seus tecidos e provocando-lhes um sofrimento atroz, além de febres imediatas, acrescidas de um enfraquecimento acentuado pela perda de litros de sangue).

Cavalos – As Outras Vítimas das Touradas

Se os touros adultos e os novilhos (bebés e jovens) são vítimas das horríveis touradas, também os cavalos são brutalizados neste espectáculo de perversão e divertimento cruel. Na tourada à portuguesa, os cavaleiros tauromáquicos fazem o comum toureio a cavalo, expondo o cavalo às investidas que os pobres touros tentam, embora em vão, sempre para se tentarem defender. A cobardia dos cavaleiros tauromáquicos é tal, que, montando cavalos, cravam os ferros enormes no dorso dos touros, sem se exporem a qualquer perigo, enquanto os cavalos tentam esquivar-se, sofrendo com o pânico de se confrontarem com os touros, sendo comum ficarem feridos pelos chifres e pelas pancadas dos touros. Além disso, ao usarem esporas e ao serem extremamente agressivos com os cavalos para os forçarem a dirigirem-se aos touros, os cavaleiros rasgam as costelas dos cavalos, que ficam severamente feridos, sangrando consideravelmente.

Tourada é Tortura, Não é Arte nem Cultura!

Todo o decorrer da chamada corrida de touros à portuguesa consiste na “lide” de seis touros, habitualmente. Cada um dos touros é primeiro toureado pelo cavaleiro tauromáquico, que lhe crava cerca de quatro ferros compridos e, como referido, com amplos arpões na ponta. Seguidamente, é comum entrar em cena o bandarilheiro, que faz o toureio a pé, “lidando” um touro já febril, brutalmente enfraquecido, confuso e assustado. O bandarilheiro espeta, habitualmente, mais quatro farpas no dorso do touro, que assim vai continuando a ser exposto a todo este horror. Segundo os defensores da tourada, este espectáculo – que de nada mais se compõe a não ser da crueldade contra touros (e cavalos) – é uma arte, património da cultura portuguesa. Não será antes, objectivamente, um acto de tortura?

O Público da Tourada Aplaude a Violência e Regozija-se com o Sofrimento

Enquanto o touro é brutalizado na tourada, e enquanto o cavalo é também vítima desta brutalização, enquanto o sangue de ambos os animais escorre e mancha a arena em que este acto deplorável acontece, não são apenas toureiros (cavaleiros tauromáquicos e bandarilheiros) que participam nesta festa de sacrifício de animais – existe um público presente que, por minoritário que seja na sociedade portuguesa, aprecia e aplaude a violência a que assiste, regozijando-se com o sofrimento bárbaro que ali é infligido aos animais.

Os Forcados e a Pega, Ou a Continuação da Tortura

Depois do toureio, vem a “pega”. Os forcados, um grupo de dez indivíduos que vem “pegar” o touro, são habitualmente considerados os mais “bravos” de todos os intervenientes na tourada, onde nada mais do que cobardia, perversão e indecência se encontra. A “pega” consiste em enfrentar um touro que tem cerca de oito ferros cravados no dorso, que está gravemente febril e que já perdeu muitos litros de sangue, com a “bravura” de dez indivíduos que atacam um animal nestas condições, puxando-o, empurrando-o, pontapeando-o e esmurrando-o, puxando-lhe o rabo, por fim. Na tourada, na altura da pega, o touro é já praticamente incapaz de se manter de pé de forma minimamente capaz, pelo que a bravura dos forcados e da pega é, na verdade, um aproveitamento indecente de um animal severamente ferido.

Associações Académicas, Instituições de Beneficência e Igreja Católica Promovem Tortura de Animais

O escândalo das touradas é maior do que a própria existência de um espectáculo destes ser permitida pela lei de um país supostamente civilizado e apoiado por um público, ainda que residual e certamente perturbado. Algumas associações académicas, como a Associação Académica de Coimbra e a Federação Académica do Porto, apoiam garraiadas (touradas com “garraios”, ou seja, touros jovens ou ainda não totalmente desenvolvidos), como a Garraiada Académica de Coimbra, ocorrida há alguns meses em Coimbra, na qual estas imagens foram captadas. E, como se o envolvimento de associações de estudantes universitários neste genocídio não fosse já suficientemente grave, a própria Igreja Católica, nomeadamente através da Rádio Renascença, apoia e organiza touradas em Portugal. Diversas instituições particulares de solidariedade social estão também envolvidas nesta vergonha, nomeadamente as Santas Casas da Misericórdia, sendo a maioria destas proprietárias da maior parte das praças de touros portuguesas

Depois da Tourada, A Violência e o Sofrimento Seguem-se nos Curros

Depois da tourada, com o toureio a cavalo, toureio a pé e pega, cada touro regressa aos curros, horrivelmente ferido, com um sofrimento agonizante, onde, uma vez mais a sangue frio, lhe será cortada a carne e os tecidos musculares para lhe serem arrancados os ferros com os seus arpões, que lhe foram cravados durante a tourada. A dor é indescritível. Tanto nas touradas à portuguesa, sejam corridas de touros ou garraiadas, como nas largadas, touradas à corda, ou mesmo nas sortes de varas, tentas públicas e touradas de morte que, embora ilegais, acontecem em Portugal com a permissão das autoridades, os touros (e os cavalos) são as vítimas de um espectáculo com características extraordinariamente cruéis, envergonhando Portugal, por ser um país em que cerca de 3.000 touros e 100 cavalos por ano sofrem indefesos o mal que é a tourada.




Sangue e emoção(????) em Vila Franca IV


Largadas em Vila Franca de Xira fazem três feridos( feira anual 2011)

Três pessoas ficaram feridas ontem à tarde na largada de touros de Vila Franca de Xira. O mais grave foi um adolescente que caiu de cima de uma grade e teve de ser imobilizado no local pelos bombeiros. Posteriormente foi transportado para o Hospital de Vila Franca de Xira. Os outros dois feridos são ligeiros e foram colhidos pelos touros. Receberam assistência no local e foram transportados para o hospital, apenas com algumas escoriações
Touros em pontas são soltos em vários pontos da cidade e fazem as delícias dos aficionados

in 'CM'

domingo, 2 de outubro de 2011

Touradas da Morte

A LUTA

 Uma tourada é dita como uma "luta de vida ou de morte", entre o homem e a besta. No entanto, a realidade é bem diferente – na verdade, o touro não tem a mínima hipótese. Antes de entrar na arena é às vezes "desfavorecido" – apesar de ser oficialmente ilegal – sendo os seus chifres limados para que falhe qualquer tentativa de marrar o matador. Normalmente, um cirurgião veterinário, que está presente antes, e durante a tourada, tem de declarar que cada touro cumpre as exigências necessárias, em relação a saúde, idade e peso. No entanto, alguns destes veterinários podem fazer parte do estabelecimento tauromáquico e portanto dirigirem eles mesmo algumas manipulações.

A maior parte das touradas tradicionais passam por severas fases distintas.

O Animal sai após estar encerrado numa jaula horas, sem comer, sem luz, de modo a que veja o sol e seja por ele ofuscado, um animal perdido no meio de estranhos ruídos. Aí aparecem os toureiros. A sua tarefa é "aquecer" o touro, fazendo-o correr à volta da arena, permitindo ao atento matador ter uma ideia das características do touro.

Nesta altura entra, e dá alguns passos com uma capa vermelha.

A seguir o picador, a cavalo, entra na arena. Tem a tarefa de ferir os músculos do dorso do touro com uma afiada lança de uns longos 14 cm. Mais de três ou quatro golpes serão desferidos. Isto deixa o animal com dores horríveis. O sangue jorra em grandes quantidades e a sua mobilidade é reduzida.

Na segunda fase da luta, os bandarilheiros entram na arena. Empunham as suas bandarilhas e tentam lançar seis delas nas feridas criadas pelo picador. Com cada movimento do touro, as bandarilhas também se movem, dilacerando a carne e os nervos. A terrível e tortuosa dor induzida pelas bandarilhas e a destruição dos músculos do pescoço dificultam ao touro a subida da cabeça acima de um certo nível.

Com a criatura neste estado, o matador entra na arena numa celebração de bravura e machismo.

Não chega a haver qualquer luta, já que neste momento o touro está exausto, confuso e a morrer lentamente por perda de sangue. O matador dá alguns passos com a sua capa vermelha (vermelha para esconder o sangue, não para provocar o touro, que é daltônico) e é suposto mostrar as suas capacidades, introduzindo uma longa espada no coração do touro.

No entanto, são poucos os matadores que têm a habilidade para matar o touro tão rapidamente.

Normalmente, a espada será repetidamente impelida no corpo do touro, com dores insuportáveis, enquanto cai, lutando até à exaustão pela sua sobrevivência. A maioria dos touros morrem sufocados no seu próprio sangue porque o matador perfura os pulmões em vez do coração. Se o animal ainda se encontra vivo, um punhal fará um golpe no seu pescoço para desunir o seu nervo espinal, paralisando o touro antes de o matar. Se o trabalho tiver "bem sucedido", poderão ser cortadas as orelhas e/ou a cauda do touro e atirá-la à audiência como recordação.


Texto ©WSPA

1. Lutar pelo fim das Touradas em Portugal e em todos os Países onde este bárbaro "espectáculos" se realize. 
2. Promover e apoiar medidas na defesa dos direitos dos Animais.
3. Criar condições para a realização de campanhas Anti-Touradas a nível Nacional e Internacional.
4. Evitar que sejam gastos dinheiros públicos na realização de Touradas.