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domingo, 11 de março de 2012

A Igreja Católica e os espectáculos taurinos

GRANDE CORRIDA CARAS em 2 de Maio de 2010 na PRAÇA DE TOUROS DO CAMPO PEQUENO em Lisboa. Padre Victor Melícias (embaixador português junto da UNESCO)


Em Évora 2011 

«É com profunda estranheza que assisto vulgarmente ao envolvimento da Igreja Católica em espectáculos sádico-taurinos . Não existe festa em honra de um qualquer santo padroeiro, que não assistamos à promiscuidade entre a paróquia local e as festas da aldeia/vila, protagonizadas com uma tourada ou atrocidade similar. 
Não é incomum de todo, vislumbrarmos sacerdotes nas arenas a aplaudir e vibrar com o sofrimento alheio, num cenário de masturbação sádica colectiva. Boa parte das arenas da morte, são propriedade da Santa Casa da Misericórdia , gerida por sacerdotes católicos que delas retiram boas colheitas materiais. Este manto de cobertura moral por parte da Igreja Católica que acolhe e protege estes espectáculos de morte, sangue e sofrimento, fere mortalmente a credibilidade da Igreja Católica, que demonstra que não compreendeu, ou se recusa a compreender, a mensagem de bondade, tolerância e misericórdia trazida por Cristo. 
Tirando o caso do corajoso ex-Bispo de Setúbal, a posição oficial da Igreja Católica perante esta pungente contradição é só uma. Um enorme e ensurdecedor silencio, um meter a cabeça na areia, fazendo de conta que ainda não se deram conta, nem estão a perceber os anseios e dúvidas de quem os interpela. 
Até quando ? Provavelmente até quando já for tarde demais... Sempre foi assim.... É sempre tarde demais. 
Esperemos que não tenha ferido os sentimentos dos que se sentem mais crentes, não foi essa, seguramente, a minha intenção.»
Junho 2007


Cónego Eduardo de Melo Peixoto:
"O espectáculo das corridas à antiga portuguesa , o toureio a cavalo e a pés e os "forcados" como prova de valentia , de coragem e mesmo de arte e sem a morte do touro na arena, aceito-o como aceito a caça e o tiro aos pombos".
Público 18/8/99