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| GRANDE CORRIDA CARAS em 2 de Maio de 2010 na PRAÇA DE TOUROS DO CAMPO PEQUENO em Lisboa. Padre Victor Melícias (embaixador português junto da UNESCO) Em Évora 2011 |
«É com profunda estranheza que assisto vulgarmente ao envolvimento da Igreja Católica em espectáculos sádico-taurinos . Não existe festa em honra de um qualquer santo padroeiro, que não assistamos à promiscuidade entre a paróquia local e as festas da aldeia/vila, protagonizadas com uma tourada ou atrocidade similar.
Não é incomum de todo, vislumbrarmos sacerdotes nas arenas a aplaudir e vibrar com o sofrimento alheio, num cenário de masturbação sádica colectiva. Boa parte das arenas da morte, são propriedade da Santa Casa da Misericórdia , gerida por sacerdotes católicos que delas retiram boas colheitas materiais. Este manto de cobertura moral por parte da Igreja Católica que acolhe e protege estes espectáculos de morte, sangue e sofrimento, fere mortalmente a credibilidade da Igreja Católica, que demonstra que não compreendeu, ou se recusa a compreender, a mensagem de bondade, tolerância e misericórdia trazida por Cristo.
Tirando o caso do corajoso ex-Bispo de Setúbal, a posição oficial da Igreja Católica perante esta pungente contradição é só uma. Um enorme e ensurdecedor silencio, um meter a cabeça na areia, fazendo de conta que ainda não se deram conta, nem estão a perceber os anseios e dúvidas de quem os interpela.
Até quando ? Provavelmente até quando já for tarde demais... Sempre foi assim.... É sempre tarde demais.
Esperemos que não tenha ferido os sentimentos dos que se sentem mais crentes, não foi essa, seguramente, a minha intenção.»
Junho 2007
Cónego Eduardo de Melo Peixoto:
"O espectáculo das corridas à antiga portuguesa , o toureio a cavalo e a pés e os "forcados" como prova de valentia , de coragem e mesmo de arte e sem a morte do touro na arena, aceito-o como aceito a caça e o tiro aos pombos".
Público 18/8/99
