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sexta-feira, 3 de julho de 2015

«Enfermarias das Praças de Touros Não Cumprem Regulamento»

Luis Miguel Ramos

Luís Miguel Ramos, cirurgião do Hospital de Vila Franca de Xira e também responsável pela enfermaria da praça de touros da vilória afirma que a maioria das enfermarias das praças de tortura não têm condições porque não conseguem proporcionar um bom socorro aos algozes em caso de necessidade.

De acordo com o referido cirurgião e citamos: “Da esmagadora maioria das praças que visitei, nunca desempenharia lá a minha função porque não têm condições. Estou a falar de praças no Ribatejo, Norte e Sul do país mas também em algumas praças consideradas de primeira linha, que me deixaram desolado. Fiquei a pensar como era possível dar um espectáculo naquelas condições. Há praças que não têm desfibrilhadores para casos de paragem respiratória ou cardíaca. Só com uma compressa e Betadine não se resolve nada”.

E vai mais longe ao afirmar que poucas estarão em condições de se adaptarem às exigências do novo regulamento tauromáquico.

Comentários para quê afinal, as leis neste país, só servem para decorar o Diário da República, e este governo ao invés de abolir de uma vez por todas a nódoa que mancha este país e que dá pelo nome de tauromaquia aprovou um regulamento para satisfazer a indústria tauromáquica sabendo de antemão que o mesmo jamais seria cumprido.»

Pelos touros em liberdade

Notícia de 'O Mirante'


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Algo se passa no reino da tortura...




SE DÁ TANTO LUCRO E É TÃO BOM, GOSTAM TANTO E SÃO TÃO AFICIONADOS, PORQUE SERÁ QUE A TAUROLEVE ESTÁ A FUGIR? MUDAM AS MÃOS MAS A CHACINA CONTINUA OU SERÁ QUE OS MANOS LEVEZINHO LAVARAM AS MÃOS, COMO PILATOS? PARECE QUE O CLUBE TAURINO NÃO ANDA MUITO SATISFEITO COM A TAUROLEVE, MAS SE A TAUROLEVE "se empenhou de forma notável na recuperação da praça de Vila Franca", ALGO ESTÁ MAL CONTADO... DESCONFIAMOS...



Incógnita: "Palha Blanco" muda de mãos?...

A futura gerência da praça vilafranquense "Palha Blanco" é uma das grandes incógnitas da próxima temporada, depois de Ricardo Levesinho (na foto de baixo com seu irmão Rui) já ter manifestado a intenção de se retirar. O proprietário da empresa "Tauroleve", que nos últimos anos se empenhou de forma notável na recuperação da praça de Vila Franca, geriu-a este ano pela última vez e usufruindo do direito de opção que, por contrato, lhe conferia mais uma temporada. Finda esta época, com a recente Feira de Outubro, a "Tauroleve" termina o contrato de adjudicação com a Santa Casa da Misericórdia, proprietária da praça, que a deverá agora levar a concurso.
Certamente que candidatos não hão-de faltar, mas Levesinho continua a ser o homem certo no local certo. Esperemos seriamente que reconsidere e regresse. Faz falta à "Palha Blanco" e faz falta à aficion de Vila Franca!

in farpasblog

sábado, 10 de março de 2012

“Se os anti-touradas se preocupassem mais com as pessoas e menos com os animais a festa acabava”

Luís Ramos, especialista em cirurgia taurina, denuncia a falta de condições de enfermarias mas diz que Vila Franca de Xira é exemplar
Praça de Toiros Palha Blanco 
A falta de condições nas enfermarias das praças de toiros coloca em perigo vidas humanas, diz o especialista em cirurgia taurina, Luís Ramos. A Palha Blanco de Vila Franca de Xira é, pelo contrário, um espaço que faz sombra às melhores praças de Espanha.

Se os anti-touradas se preocupassem mais com as pessoas e menos com os animais a nossa festa acabava”. A afirmação foi feita pelo médico especialista em cirurgia taurina, Luís Ramos, que considera que as enfermarias com condições deficientes que existem por todo o país colocam em perigo vidas humanas.

O clínico garante que não trabalha sem condições e revela que Vila Franca de Xira está equipada com uma enfermaria de fazer inveja às melhores praças de Espanha. A equipa é constituída por oito profissionais de saúde e é a única no país que possui anestesiologista. O médico salienta ainda que é impossível garantir o salvamento de vidas quando o regulamento tauromáquico obriga apenas à presença de um médico e um enfermeiro em dias de festa.

O especialista falava num seminário sobre tauromaquia realizado nas arcadas da Praça de Toiros Palha Blanco, na terça-feira, 5 de Outubro, em Vila Franca de Xira.

A presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria Rosinha, aproveitou para lembrar com orgulho que o auditório das touradas na sua cidade tem aumentado consideravelmente já que a Palha Blanco está colocada no terceiro lugar no ranking nacional dos espaços do género que maior número de espectáculos realiza.

O que alguns apelidaram de “terrorismo de intimidação” em relação à festa também foi abordado. “O Papa já recebeu cartas a queixarem-se que o Padre Vítor Melícias dá a cara pelas touradas” comentou José Potier, presidente da Associação Nacional de Grupos de Forcados, exemplificando desta forma a pressão que os defensores da abolição das touradas colocam nas agendas mediáticas. Uma pressão que leva empresas, instituições e organizações a não querer associar os seus nomes e as marcas ao toiro.

Guilherme Costa, membro da Frente de Acção Pró-Taurina, disse ser necessário apostar numa comunicação profissional para a divulgação do que se passa no meio, lembrando que as touradas foram o espectáculo com mais público em Portugal, logo a seguir ao futebol, e que é necessário que cada vez mais pessoas assinem a petição de Moita Flores em defesa da festa brava.

O aficionado lembra que o seu movimento não procura o protagonismo, mas quer servir como arma de combate para alertar consciências. “Queremos que a festa seja um motivo de orgulho para os portugueses. Compreendemos quem não gosta, mas não compreendemos quem queira acabar com ela”.

A falta de projecção que a arte de tourear tem nos media dominou as discussões. Sentem-se em desvantagem em relação aos movimentos anti-touradas e queixam-se que a comunicação social e os tribunais dão mais atenção às minorias, descartando a realidade tauromáquica portuguesa.

Estamos a dar demasiada importância a quem não a tem” exclamou Raúl Caldeira, crítico taurino e moderador do debate, completando a intervenção de João Ribeiro Telles, presidente do Sindicato Nacional de Toureiros Portugueses, que considera que os ataques não são relevantes, comparando-os a fantasmas. Admite contudo que é necessário um dinamismo e uma postura pró-activa e “não medrosa” com o intuito de mostrar as qualidades da tauromaquia.

O toureiro lamenta que não seja dada a verdadeira importância aos que fazem a festa e diz que conhece muitos que estão a passar dificuldades quando optam fazer desta arte a sua profissão. Os toureiros têm de ser mais acarinhados pelo público, pelos empresários e pela crítica, defendeu.

O Mirante