quinta-feira, 13 de março de 2014

A criação de um toiro bravo

O Mirante dos Leitores

Edição de 2014-03-13

Se é por “paixão louca” por um animal que nos pomos a criá-los para ao fim de 4 anos os despacharmos para serem mortos depois de servirem de divertimento ao serem torturados numa qualquer praça de touros... (???!!!)...bom, deixemo-nos de paixões loucas, então! Fiquemo-nos só pelo “gostar” de animais! E por favor, não passemos a ter paixões loucas por pessoas ! 
A tourada tem os dias contados, como tantas outras formas de crueldade, tanto em Portugal como nos outros (poucos) países em que ainda sobrevive esta “paixão louca”. De facto, gostar de andar a espetar ferros no lombo de um bovino mostra bastante loucura, sim... E atribuir emoções de que só um ser humano é capaz, como o “humilhar”, a um bovino... enfim, poderá chamar-se transferência de sentimentos do ser humano para o bicho, mas não deixa de mostrar uma certa insanidade de quem nisso acredita... Por favor, avancemos para o Século 21 e acabemos com estas perversidades! As arenas de Roma também já passaram a museu!

Fernanda Correia

Não gosto de touradas como não gosto de muitas outras coisas. Percebo que quem cria um animal como um toiro bravo não o faça apenas por ser um bom ou mau negócio. Já não tenho a mesma opinião relativamente a quem cria animais em reservas de caça para proporcionar o prazer a quem tem dinheiro para isso, de os perseguir e matar a tiro. Não consigo perceber porque há tanta contestação às touradas comparativamente com a contestação à caça, por exemplo. Já nem sequer falo das crianças que poucos querem adoptar por ser mais fácil protestar contra toureiros do que fazer feliz uma criança. O mundo é mesmo uma grande porcaria e o homem é que o faz assim.

Jorge Calvão

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